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- 109 - “Senti o bebé mexer dentro de mim!”
O dia em que sentimos pela primeira vez o bebé mexer-se fica-nos para sempre na memória — por muitos testes de gravidez positivos, por muitas ecografias feitas, este é o instante em que tomamos consciência de que, realmente, temos uma vida cá dentro.
Aristóteles postulou que era o instante em que a alma entrava no corpo do feto, e ao longo de muitos séculos era o “quickening” que confirmava uma gravidez, sendo celebrado publicamente, se a mãe fosse rainha...
Não vai querer deixar de ouvir a Birra de hoje, em que falamos sobre o feto de apenas dez centímetros e 100 gramas, mas que chucha no dedo e começa a mover-se motu proprio, e do efeito desta revolução em quem o traz dentro de si.
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Thu, 15 Jan 2026 - 108 - Birras com... Constança Cordeiro Ferreira: “As necessidades dos pais não são responsabilidade dos filhos”
A nossa convidada de hoje é uma “fada dos bebés” — Constança Cordeiro Ferreira licenciou-se em Ciências da Comunicação, um curso muito diferente da pediatria escolhida pelo pai e pelo avô, mas acabou por não resistir ao choro inconsolável dos mais pequeninos e ao desejo de ajudar os pais a navegar a parentalidade. Em conjunto com uma equipa multidisciplinar, criou o Centro do Bebé, e é do conhecimento da ciência e da sabedoria da experiência (é também mãe de três filhos) que é feita esta Birra.
Lembra-nos que, na ânsia de racionalizar e controlar tudo, esquecemos que os bebés estão “programados” para chorar, e as mães para lhes pegar, procurando instintivamente consolá-los. Inibir esta resposta emocional tem consequências, mas a verdade, diz Constança Cordeiro Ferreira, é o que muitas mães dão por si a fazer, ameaçadas (às vezes, com a melhor das intenções, pelos próprios avós) de que, se não forem rigorosas com a “educação” do recém-nascido, o suposto mau comportamento se vai prolongar pela vida fora... Com o humor que a caracteriza, recorda, no entanto, que “não são decisões para se tomar às cinco da manhã. Às cinco da manhã, tomam-se as decisões preguiçosas, aquelas que permitem que todos consigam o que é fundamental: dormir!”
Acusando-se de ser demasiado mãe-galinha, deixa-nos uma extraordinária reflexão: assegurar as nossas necessidades não é obrigação dos nossos filhos. Não está na agenda eles preocuparem-se se a mãe dorme, ou come, se faz exercício ou tem tempo para si. Essa é a responsabilidade do adulto. E assegura que, quando lhe falam em crianças tiranas, pensa sempre é que há ali um adulto que se demitiu — não para o condenar, mas para lhe oferecer ajuda, sem julgamento. Entre nesta nossa primeira Birra do ano, a primeira de muitas, porque motivos para birras não faltarão em 2026.
Esta é uma birra especial: queremos conhecer a infância das pessoas que admiramos, descobrir como contribuiu para que se tenham tornado as pessoas fantásticas que são. Perceber como influenciou a forma como pensam a parentalidade, como educam os seus próprios filhos. E, claro, levá-los a confessar as birras que fizeram.
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Thu, 08 Jan 2026 - 107 - Não deixe o divórcio estragar o Natal dos seus filhos
Cerca de metade dos casais que se divorciam têm filhos e, para essas famílias, sobretudo o primeiro Natal é uma prova muito, muito difícil. Por vezes a tentação é a de, engolindo corajosamente os sapos, encenar tudo como se nada fosse, mas raramente o efeito é o desejado, criando ainda mais desconforto nas crianças e adolescentes.
Este é o tema desta nossa Birra, que não deve deixar de ouvir. E com ele nos despedimos até dia 8 de Janeiro do novo ano, em que voltamos com novas Birras - Feliz Natal.
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Thu, 18 Dec 2025 - 106 - A praga dos livros infantis de auto-ajuda
Um bom livro é dos melhores presentes que pode oferecer a uma criança. Melhor ainda se, para além do livro, lhe emprestar a sua voz, pelo menos até que consiga lê-lo sozinho (e mesmo depois!). Mas as estantes das livrarias encheram-se de verdadeiros compêndios de auto-ajuda dirigidos aos infelizes leitores: como livrar-se da ansiedade, do ciúme, da tristeza, do bullying, do medo dos cães, dos gatos e dos periquitos, a lista não tem fim.
São livros com “mensagem”, supostamente equivalentes a uma sessão de terapia e parecem presumir que o leitor/doente estará curado pela última página. São entediantes e as crianças — que são inteligentes e têm bom gosto —, morrem de tédio, porque não há aventura, nem mistério, nem boas histórias.
É este o tema da birra de hoje, a ouvir com atenção antes do Natal.
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Thu, 11 Dec 2025 - 105 - Birras com... Luísa Sobral: “Em casa da avó fazem o que a avó quer!”
Cereja em cima do bolo é o nome do seu primeiro de muitos álbuns, e foi assim que nos sentimos ao receber Luísa Sobral no estúdio do Público, para mais um especial Birras de Mãe.
Luísa confessa que não gostava da escola, sentia que não encaixava no que esperavam dela, mas considera que foi mais do que privilegiada com os pais que lhe calharam em sorte e que nunca colocaram entraves aos dois artistas que tinham em casa.
Hoje é mãe de quatro filhos, daquelas mães que vira o dia do avesso para os poder ir buscar à escola, mas confessa que a “nova” parentalidade corre o risco de ser demasiado obsessiva.
Também falamos de avós, claro. “A minha mãe faz imensas coisas com os meus filhos com as quais não concordo...mas digo-lhes que quando estão em casa da avó fazem o que a avó quer!” O que, escusado será dizer, foi música para os ouvidos da avó destas Birras.
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Thu, 04 Dec 2025 - 104 - Mães que se arrependem de ser mães
As estatísticas indicam, tanto em Portugal como noutros países europeus, que há oito por cento de mães que se arrependem de ser mães.
Não estamos a falar daquele fugaz “Ai em que é que me fui meter!”, nem tão pouco do momento de nostalgia pelo sossego e a liberdade da vida pré-maternidade que perdemos, mas de uma angústia permanente e silenciada que suga a felicidade e, seguramente, interfere de alguma maneira na relação com a criança.
Que a maternidade é pintada de cor-de-rosa ninguém dúvida e até é legítimo pensar que a natureza se encarregou de nos fazer esquecer as dores de parto, as noites sem dormir e por aí adiante, de forma a garantir a continuidade da espécie, mas este arrependimento é muito mais fundo do que isso e, ao contrário do que se pode pensar, não é sinónimo de falta de amor pelo filho que se gerou.
A birra de hoje é sobre este tema tabu, sem julgamentos, nem juízos precipitados.
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Thu, 27 Nov 2025 - 103 - Os netos rejuvenescem ainda mais o avô do que a avó
Para os pais, sobretudo para os que foram menos presentes enquanto pais, a descoberta da magia de ser avô é ainda mais extraordinária do que para as avós.
Descobrem o mundo pelos olhos dos mais pequeninos e recebem a recompensa de se tornarem os heróis dos netos, num tempo em que a gratificação profissional pode não ser tão grande.
Mas temos muito mais a dizer sobre esta verdadeira paixão, sintonize a nossa Birra de hoje e não se vai arrepender.
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Thu, 20 Nov 2025 - 102 - Joana não comas a papa!
A notícia de que os portugueses comem o dobro do que deviam, fez acordar na avó destas Birras a sua fobia contra a obsessão nacional por enfiar mais uma colher pela boca de uma criança que protesta que não tem fome! Num canto do mundo onde a alimentação e o afecto se entrelaçam, este episódio promete polémica.
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Thu, 13 Nov 2025 - 101 - Birras com... Mário Cordeiro: Fala-se pouco no bullying fraternal
Mário Cordeiro é muito conhecido pelo seu trabalho em pediatria, a sua defesa dos direitos das crianças e adolescentes, bem como por ser uma voz incansável pelos direitos dos pais, mas o que poucas pessoas sabem, ou suspeitam depois de o ver a apresentar livros, palestras ou debates, é que foi uma criança dolorosamente tímida.
Neste episódio do Birras com... ficamos a conhecer mais sobre a sua infância e adolescência. A relação muito próxima com o pai – também pediatra –, os desafios de ser o mais novo de oito irmãos e de como sobreviver a seis irmãs mais velhas foi moldando a pessoa que se tornou.
Ficamos presos à sua história que vai interligando os factos da sua vida com os insights que foi coleccionado sobre a sua experiência e de como é que afectou a forma como depois foi pai dos seus cinco filhos!
Se a infância influenciou a forma como trabalhou loucamente também todas as suas experiências foram direccionando Mário Cordeiro a uma nova descoberta: a da necessidade de abrandar e de viver a vida com tempo.
Junte-se a nós nesta conversa carregada de sabedoria em mais um Birras com... Mário Cordeiro.
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Thu, 06 Nov 2025 - 100 - Crime de Vagos. Qualquer mãe pediria compaixão e não ódio
É impossível não ficar impressionado com a tragédia de um adolescente de 14 anos que dispara contra a mãe, matando-a. E é absolutamente humana a curiosidade, o tentar compreender o que aconteceu, a que está subjacente a crença – errada, mas que nos faz sentir mais seguros! — de que as coisas más só acontecem às pessoas que de alguma forma as mereciam, ou seja, que se fizermos tudo direitinho, vide educar bem os nossos filhos, uma desgraça destas não podia acontecer em nossas casas.
Mas o que já é indigno é esquecer que estamos a falar de uma criança, de uma criança que só pode estar muito perturbada, e andar por aí nos comentários públicos ou nas redes sociais, a fazer diagnósticos e a clamar vingança. Esquecendo que tudo aquilo porque devemos lutar, enquanto sociedade, é que seja dado a este adolescente o acompanhamento que lhe permita uma vida com sentido, sabendo de antemão que carregará consigo uma culpa insuportável. Afinal, como diz a avó destas Birras, seria certamente o desejo da vítima, o desejo de qualquer mãe, por maior que fosse a loucura cometida pelo seu filho.
Em lugar de refilarmos com o limite temporal da pena, temos é a obrigação de exigir que, ao contrário do que acontece frequentemente, estes centros educativos tenham os recursos de que necessitam. E se não o quisermos fazer por motivos altruístas, que o façamos por razões egoístas: estes jovens em breve serão adultos.
E, já agora, fica o alerta: se tem uma arma de qualquer tipo em casa desfaça-se dela!
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Thu, 30 Oct 2025 - 99 - Vamos ensinar os nossos filhos a cumprimentar as pessoas com quem se cruzam!
Depois de um intróito em que dá por si a falar do medo de um dia se esquecer do seu próprio nome, a avó destas birras faz dois apelos: primeiro, que não confinem as crianças aos carrinhos, deixando-as a andar livremente pelo seu próprio pé; segundo, que as ensinem a cumprimentar as pessoas com que se cruzam.
Que voltemos todos a dizer “Bom dia” e “Boa Tarde”, ou um simples “Olá”, quando entramos no elevador ou numa loja. O medo dos “estranhos” só pode deixar a nossa vida mais pobre.
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Thu, 23 Oct 2025 - 98 - Birras com... Gustavo Jesus
Gustavo Jesus é psiquiatra, director clínico do PIN – Partners in Neuroscience, autor e orador nato. Fala sobre temas como o sono, a parentalidade ou as perturbações de desenvolvimento com uma clareza e um suporte científico raros.
O Birras de Mãe quis tirá-lo um pouco para fora de pé, desafiando-o a olhar para a sua própria infância e adolescência, e para a forma como afectaram a pessoa em que se tornou, a profissão que escolheu, a maneira como vê a parentalidade. Conseguimos extorquir-lhe a confissão de que a mãe lhe garante que foi um “bebé perfeito” - tese que, entre gargalhadas, confirma que acolhe de bom grado - a enorme influência do pai, e de como teve a sorte de ser uma criança “ouvida e valorizada” no seio da família.
Contou-nos o maior desgosto que ia dando à mãe e as estratégias do pai para o ajudar a vencer os momentos de maior stress. À pergunta: “A nossa infância influencia a forma como somos pais?”, a resposta foi um convincente “sim!”.
O sentido de humor, a perspicácia, a sabedoria que trouxe para a nossa conversa, aliando a sua experiência pessoal à académica e clínica, resultam num birra que ninguém vai querer perder.
Esta é uma birra especial: queremos conhecer a infância das pessoas que admiramos, descobrir como contribuiu para que se tenham tornado nas pessoas fantásticas que são. Perceber como influenciou a forma como pensam a parentalidade, como educam os seus próprios filhos. E, claro, levá-los a confessar as birras que fizeram. Esta é a primeira, mas a partir de agora conte com um episódio especial do Birras de Mãe na primeira quinta-feira de cada mês.
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Thu, 16 Oct 2025 - 97 - Amamentação: não hesite em pedir ajuda!
Dar de mamar pode não ser tão intuitivo e fácil como as redes sociais levam a crer, esquecidas de que as mães tradicionalmente tinham o apoio de uma comunidade de mulheres que já tinham passado pelo mesmo e conheciam todos os truques. E se os cursos de preparação para o parto já tocam no assunto, a verdade é que é com o bebé já nos braços e o leite a subir que as questões realmente surgem.
Sabia que basta, por exemplo, uma “pega” mal feita — e não, nem sempre os bebés sabem tudo! —, para que a recém-mãe comece a desanimar, ou desenvolva uma mastite (das coisas mais dolorosas que existem). Por tudo isto não deve esperar que alguma coisa corra mal para pedir ajuda a uma enfermeira ou a alguém especializado em amamentação.
Este é um tema sobre o qual a mãe destas Birras tem muito a dizer, porque é um assunto que conhece profundamente, tanto pessoal como cientificamente, por isso neste episódio a voz é sobretudo dela. Mas não vai encontrar aqui qualquer ditadura da amamentação — a escolha é sempre da mulher, mas que só é realmente livre se for uma decisão informada, por isso vamos lá aos factos...
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Thu, 09 Oct 2025 - 96 - Os irmãos influenciam tanto (ou mais) do que os pais
Pais e mães, não gastem tanto tempo a moer a cabeça com as possíveis consequências das vossas opções de parentalidade, porque são muito menores do que gostamos todos de imaginar. É claro que os pais são fundamentais na vida dos filhos, mas o “Efeito Pais”, dizem os mais recentes estudos, é provavelmente menos potente do que o “Efeito Irmãos”, quer seja por exemplo, ou por oposição, acabam por jogar um papel fundamental na personalidade e nas escolhas futuras uns dos outros.
Quem tem a sorte de ter irmãos sabe instintivamente que assim é — conhecem-nos muitas vezes melhor do que os nossos próprios pais, em parte porque não estão tão cegos aos nossos defeitos como por vezes os nossos pais estão, e em parte porque nos vêem desempenhar outros papéis, por exemplo quando estão connosco entre amigos, na escola e em “cenários” em que os mais velhos não entram. Por outro lado, pertencem à nossa geração, e os seus conselhos são frequentemente mais realistas e mais honestos.
Pronto, já percebeu que a nossa Birra de hoje é polémica, faça favor de entrar.
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Thu, 02 Oct 2025 - 95 - É preciso ensinar as raparigas a defenderem-se na rua
A avó destas Birras está chocada – reuniu um grupo de raparigas adolescentes e já não tão adolescentes e pediu-lhe para contarem a sua experiência de andarem na rua sozinhas ou em pequenos grupos de amigas. Durante o dia, a caminho da escola ou já da universidade. E ficou indignada.
Não, o problema não é que o assédio tenha aumentado, o mais grave é que não diminuiu, ou seja, está igual ao que ela e todas as raparigas da sua idade viveram nos anos 70 e 80, igual ao que a sua filha viveu no início do século. Nenhuma destas queixas, note-se bem, referiu imigrantes, mas sim nativos que continuam convencidos de que Portugal ainda é a “coutada do macho ibérico”, expressão de um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça usado há umas décadas para desvalorizar a violação de duas turistas. São os mesmos “velhinhos” descompensados que põem a mão na perna da infeliz que se senta ao seu lado, homens que sussurram que “Gosto delas novinhas”, com a conivência de quem presencia estas cenas e, tantas vezes, não diz, nem faz nada, para socorrer a vítima.
Hoje é este o tema de uma birra gigantesca, onde se conclui que, infelizmente, temos de preparar as nossas adolescentes para saberem reagir nestes momentos sem, no entanto, lhes coartar a liberdade ou encher-lhes a cabeça de medos. Fique com a nossa reflexão e conselhos, e partilhe connosco a sua.
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Thu, 25 Sep 2025 - 94 - Qual síndrome do ninho vazio qual carapuça!
Michelle Obama disse numa entrevista que estava em terapia para superar a síndrome do ninho vazio depois de as filhas terem saído de casa, e a humorista Kathy Lette escreveu um artigo a troçar das ansiedades da ex-primeira-dama. Qual vazio, qual carapuça, é tempo de celebração, defende. Com as “crianças” fora de casa, o casal pode finalmente reconquistar a intimidade perdida, sem pratos sujos atirados para o lava-louças e roupas espalhadas por todo o lado — e que tal transformar o quarto deles num escritório ou mesmo num ginásio?
Neste episódio do Birras de Mãe, a avó fala da sua experiência e pergunta à mãe/filha que sonhos tem para o dia em que recuperar a posse da casa só para ela — o que, tendo em conta a idade em que os filhos deixam o tecto paterno, só deve acontecer daqui a muitas décadas... Entre, divirta-se e pense alto connosco!
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Thu, 18 Sep 2025 - 93 - Aprenda a conhecer o bebé que calhou em sorte
Uma avó, com um humor e sensibilidade impagável, revelou ao Birras de Mãe a sua admiração pela paciência com que o neto recém-nascido lida com a inexperiência dos pais. Deixa-os aprender a porem-lhe fraldas, a dar-lhe de mamar, a vesti-lo e a despi-lo, sem um queixume. Rimos meia-hora com a perspicácia do comentário: finalmente, no meio desta história toda, alguém dá voz ao bebé.
Não podíamos ter melhor ponto de partida para um episódio em que lhe contamos as descobertas do famoso pediatra Berry Brazelton, que veio destruir o mito de que as crianças nascem tábuas rasas. Mães, se vos calhou um bebé que não para de chorar, tem dificuldade em ser pousado ou quer mamar insistentemente não pensem que a culpa é vossa, mas, se por acaso, ganharam a lotaria do sono, temos pena de as informar que também não podem ficar com o mérito todo. Mas junte-se a nós no primeiro episódio da Nova Temporada do Birras de Mãe.
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Thu, 11 Sep 2025 - 92 - A moda dos “Grandma Showers”, as festas para futuras avós
Viva o dia dos Avós, que o Birras de Mãe não podia, obviamente, deixar de assinalar com pompa e circunstância — as avós de hoje, e as que nos antecederam. É, também, o pretexto perfeito para falarmos de uma moda que faz furor nos EUA: as “Grandma showers”, festas dadas pelas avós para celebrar a sua passagem ao novo estatuto, e que causam indignação entre muitas mães que as acusam de lhes roubar os holofotes. Se já os “Baby showers”, que tinham no início o objectivo de assegurar a futura mãe que não estava sozinha, descambaram em festas de uma desproporção absurda, o que dizer desta nova tendência? Em que o bebé em si passa a ser apenas um pretexto para feiras de vaidades?
No Birras de Mãe temos opiniões, e a esperança de que por cá haja mais bom senso.
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Thu, 24 Jul 2025 - 91 - Como sobreviver a férias com sogros e pais
A avó/mãe destas Birras fala da sua experiência de férias com pais e sogros e tira lições que espera possam ser úteis às mães já neste verão de 2025, ajudando-as a evitar o stress de se sentirem comprimidas entre a frente dos avós e a frente dos filhos. Sem se esquecer do que esperar do marido!
Entre neste episódio que pretende salvar o seu descanso e a paz na família, e junte os seus conselhos aos nossos.
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Thu, 17 Jul 2025 - 90 - E se eu fizer mal ao meu bebé? Lidar com o sofrimento dos “pensamentos intrusivos”
Irrompem vindos do nada, assustam, provocam pânico e causam uma enorme culpabilidade — os “pensamentos intrusivos”, que podem ser um sintoma de uma perturbação obsessiva-compulsiva, são muito mais frequentes do que imaginamos, e podem tornar-se mais intensos no período de pós-parto. Se é mais do que natural sentir ansiedade perante a maternidade, sobretudo para quem é mãe pela primeira vez, estes pensamentos persistentes e indesejados, que a razão não consegue afastar, causam um sofrimento enorme e que é difícil de confessar, por medo do julgamento dos outros. Como é que uma mãe pode dizer que receia magoar o seu querido bebé, que tem medo de perder a cabeça depois de horas de choro, quando acredita profundamente que é uma possibilidade. Por isso calam e não procuram ajuda.
A birra de hoje fala desta perturbação sem tabus, na esperança de derrubar o preconceito, porque há quem as possa ajudar, porque há tratamento que trazem alívio, porque o pior que podem fazer é procurar reprimi-los e calá-los.
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Thu, 10 Jul 2025 - 89 - E se criássemos um Tinder para mães?
Um Tinder para mães, em que uma mulher em licença de parto poderia descobrir outras mães na mesma situação na vizinhança, para um passeio no parque com os seus bebés, para beber um café e conversar, cortando com a solidão e o isolamento em que tantas se descobrem nesta fase?
A ideia é da Ana e surge neste episódio na sequência de uma ode às amizades entre os pais dos amigos dos nossos filhos. Essa comunidade que se vai criando e que transforma o dia-a-dia das famílias, tanto em termos práticos (“Podes trazer hoje o meu filho da escola?”; “Porque não o deixas cá esta noite e curas essa enxaqueca?"), como psicológico porque, afinal, conhecem bem as crianças uns dos outros e estão todos na mesma fase de crescimento.
A Ana classifica estes amigos como “diamantes”, mas recorda que a “vila” que nos ajuda a criar os nossos filhos não nos vai bater à porta — é preciso construí-la e trabalhar para a manter. É sobre amizade, a nossa Birra de hoje.
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Thu, 19 Jun 2025 - 88 - Serei capaz de ser família de acolhimento?
São mais de seis mil as crianças entregues ao cuidado do Estado que permanecem anos a fio em instituições, e apenas cerca de 300 as que têm o privilégio de receber o cuidado de uma família de acolhimento, ao contrário do que acontece na maioria dos países da Europa.
A campanha que pretende encontrar mais famílias dispostas a acolher uma criança surtiu resultados. Conseguiu aumentar ligeiramente este número, mas ainda há muito a fazer. E se a ideia de nos afeiçoarmos a uma criança para depois a “perder” assusta, mesmo sabendo de antemão que é esse o desfecho inevitável, o que dizer de um bebé que não tem forma de saber o que aí vem, que se apega a nós como se fôssemos para sempre, e de repente é reconduzido para outra família?
A resposta é mais simples do que à primeira vista parece: qual é a alternativa? É melhor conhecer um colo e uma família e separar-se dele (mantendo geralmente ligações para toda a vida), ou nunca ter tido colo nem a oportunidade de aprender a vincular-se aos outros? Pois.
A questão de fundo, a única que realmente troca as regras do jogo, é a eternização de uma solução que está pensada para ser uma transição muito curta. Mas esse crime, o crime de manter estes meninos num limbo, roubando-lhes a infância (e o futuro), é um crime contra todas estas crianças, a que não nos podemos conformar. Mas, que estas famílias de acolhimento com uma enorme generosidade tentam minimizar.
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Thu, 12 Jun 2025 - 87 - Fazem-se demasiadas cesarianas em Portugal
O número de cesarianas em Portugal não pára de aumentar, com uma incidência assustadora nos hospitais particulares, que representam seis em cada dez partos, mas com números crescentes também nos públicos.
Se há bons motivos para birras, este é decididamente um deles. Ninguém é, obviamente, contra as cesarianas, que salvam vidas de mães e bebés, mas o que explicam estes números, em absoluta revelia com as recomendações da Organização Mundial de Saúde?
Será que as grávidas estão realmente informadas sobre os riscos para elas e para os seus bebés? São levadas a esta decisão por medos que não tem razão de ser, e que uma boa prática clínica e de acompanhamento podiam facilmente contornar, ou por razões que não deviam sequer contar nesta equação como, por exemplo, o desejo de compaginar o parto com a agenda do médico que as assiste? Esta Birra não foge às perguntas difíceis. Oiça, comente e conte-nos a sua experiência.
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Thu, 05 Jun 2025 - 86 - Quando a política divide as famílias
“O meu marido não deixa o nosso filho ficar com os avós, porque são adeptos de Trump” — era este o título de um artigo do The New York Times. Num momento em que também em Portugal as famílias se “polarizam” em torno dos últimos resultados eleitorais, o Birras de Mãe não foge ao tema.
Quando os ânimos estão ao rubro, como gerir as relações entre avós, filhos e netos, sem deitar o menino fora com a água do banho? Porque, afinal, aquilo de que as nossas crianças mais precisam é de aprenderem a navegar com empatia e respeito, mas também com espírito crítico, um mundo contraditório e conturbado, e esta pode ser uma oportunidade de aprofundar a lição.
A política do “cancelamento”, de cortar relações, é uma saída fácil, mas que não leva a lado nenhum. Entre nesta Birra e deixe-nos os seus comentários.
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Thu, 29 May 2025 - 85 - O extraordinário cérebro dos bebés
A ideia geral é de que os bebés são seres imperfeitos, pouco úteis, ainda por acabar e que dependem de nós para sobreviver até muito tarde, apenas porque se tornaram grandes de mais para caber na barriga das mães por mais do que nove meses. Mas Alice Gopnick, investigadora e psicóloga, veio revolucionar esta narrativa.
E se afinal o desenvolvimento “lento” dos cérebros dos bebés e das crianças fosse assim de propósito? Se, na verdade, aprendem e funcionam usando o método científico, dominando as relações de causa-efeito de uma forma extraordinária? E se o tempo em que cuidamos deles fosse uma forma de lhes permitir imaginar o mundo como poderia vir a ser, fazendo a cada geração avançar a nossa espécie?
São estas as perguntas e curiosidades que Ana e Isabel Stilwell nos vêm contar neste episódio.
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Thu, 22 May 2025 - 84 - “Mãe, vamos embora!” — filhos com “pilhas sociais” curtas
É daquelas pessoas que se envolvem activamente no jantar de amigos, mas por altura da sobremesa já está cansado e só quer fugir dali e voltar para casa? Tem um filho que não tolera a confusão de uma festa durante muito tempo? Então este episódio do Birras de Mãe é para si.
Tendemos a pensar que esta impaciência é resultado de uma baixa tolerância à frustração ou, pura e simplesmente, egoísmo ou má educação, mas há uma teoria que defende que pode ser explicada por uma grande capacidade de absorver com o máximo de eficiência a experiência. Já conversou, já ouviu, já contou, e agora precisa de regressar a um ambiente neutro, para digerir o que viveu. Mas há outras explicações para os adultos e as crianças com menos “pilhas sociais”, que são muitas vezes cruelmente julgadas.
Juntas, avó e mãe, discutem sobre como manter o equilíbrio entre respeitar estas características num filho e ajudá-lo a aprender a viver numa sociedade com expectativas sociais elevadas.
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Thu, 15 May 2025 - 83 - Pais, não escondam os problemas dos vossos filhos
O instinto leva-nos a procurar proteger os nossos filhos de todas as tempestades. A dar-lhes a infância cor-de-rosa que sentimos que merecem, poupando-os a grandes angústias. Mas se faz sentido não os sobrecarregar com problemas que não podem resolver, não lhes podemos roubar a oportunidade de partilhar as nossas dores, de aprender connosco a superar os obstáculos e a vencer os momentos menos bons da vida, mostrando-lhes que há sempre luz do outro lado do túnel.
Se não formos capazes de abrir o jogo numa situação de desemprego, quando enfrentamos dificuldades profissionais ou financeiras, injustiças ou até questões de saúde, quando chegar a vez de terem de enfrentar dificuldades semelhantes, podem imaginar que as coisas más só lhes acontecem a eles, podem imaginar que não são tão bons ou tão capazes como os seus pais foram. De tal forma que, também eles, em lugar de pedirem ajuda optem por esconder o que se passa, por medo de desiludir as pessoas à sua volta.
Neste episódio do Birras de Mãe, uma avó, que também é mãe, e uma mãe, que é igualmente filha, reflectem sobre onde está o ponto de equilíbrio entre a protecção e a missão dos pais de tornar as suas crianças mais resilientes. Junte-se a elas nesta conversa com muitas interrogações e poucas certezas.
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Thu, 08 May 2025 - 82 - É precisa uma certa loucura para ser (boa) mãe!
Nada nos prepara para a realidade de ser mãe, ainda que muitos nos queiram convencer de que sim. Aqui pelas Birras de mãe perguntamo-nos se cursos, livros e influencers da parentalidade nos estão a tornar mais aptos ou, pura e simplesmente, mais medrosos e incapazes de gozar o processo...
A avó confessa que não perdeu noites a ponderar se era justo ou injusto colocar um filho neste mundo, nem tão pouco se estaria a altura do desafio, mas reconhece que o facto de ter sido mãe muito cedo a fez provavelmente embarcar nesta viagem com uma ingenuidade feliz.
Junte-se a nós neste episódio que tem uma convidada especial, para reflectirmos sobre qual o grau de loucura necessário para se ser uma boa mãe.
Feliz Dia da Mãe para todas as mães birrentas.
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Thu, 01 May 2025 - 81 - Perguntas a fazer à sua mãe (antes que seja tarde de mais!)
O tempo corre muito depressa e, quando por infelicidade perdemos os nossos pais, constatamos com angústia que há tantas coisas que queríamos saber sobre eles, sobre nós, e que nunca chegámos a perguntar.
Por vezes recordamos pequenas partes de histórias que nos contaram, mas onde estávamos com a cabeça, porque agora que queremos apanhar o fio à meada, o essencial parece escapar-nos.
É claro que subjacente a este fenómeno deve estar a nossa incapacidade de acreditar que alguma vez vamos ficar sem eles, que haverá um dia em que não estarão ao nosso lado ou à distância de um telefonema ou de uma mensagem, mas à verdade é que nem os nossos pais escapam às leis da vida e da morte. Mas enganamo-nos se imaginamos que os vamos assustar com estes interrogatórios porque o que vai acontecer é precisamente o contrário: todos gostamos de falar sobre nós próprios, mais ainda quando são os nossos filhos e netos que estão dispostos a escutar-nos.
Por isso, comece já hoje, seguindo as perguntas sugeridas pelo actor Anthony Hopkins, que podem servir de ponto de partida.
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Thu, 17 Apr 2025 - 80 - Alerta, avós! Como (não) alimentar os netos
Todos os dias somos bombardeados por recomendações de ingredientes milagrosos cheios de nutrientes e benefícios físicos e emocionais. No reelseguinte somos avisados de que estamos a consumir veneno e culpabilizados por o dar aos nossos filhos.
Os pais millennialsentusiasmam-se a dar estas instruções a avós cépticos que aprenderam a “sorrir e acenar” enquanto passam aos netos um bocadinho de chocolate e reclamam que “no meu tempo comia-se o que havia e já era uma sorte!”
Ana e Isabel Stilwell exploram as loucuras destas recomendações guiadas pela ironia e pelo humor.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Thu, 10 Apr 2025 - 79 - Procriação medicamente assistida: uma lei que tenta enganar a Constituição
Duas crianças nascidas no mesmo dia em Portugal graças à procriação medicamente assistida (PMA) têm direitos diferentes, apesar de, no dia 7 de Maio de 2018, o Tribunal Constitucional ter decidido que o direito a conhecermos as nossas origens não autoriza excepções. Nem a pressa em fechar os trabalhos legislativos impediu os deputados de voltarem a aprovar uma lei que o permite, e o presidente da República carimbou-a. Se isto não é motivo para uma Birra de Mãe não sabemos o que será.
É tentador pensar que o assunto só diz respeito aos interessados, mas os interessados são crianças que só daqui a muitos anos se vão confrontar com a injustiça de terem sido privados de um direito fundamental. Esta avó e esta mãe não são constitucionalistas, mas são exactamente os cidadãos que têm de fazer um esforço para compreender estas questões, para que não acordem tarde de mais.
Rebobinando no tempo — em 2018, os verdadeiros peritos consideraram que os portugueses nascidos de um processo de PMA, a partir dos 18 anos, não precisavam de alegar razões de saúde ou outras para ter acesso não só à informação genética, mas também à identificação civil dos dadores. Ressalvando, contudo, que estes dadores não passariam a ter quaisquer direitos ou deveres em relação às pessoas que ajudaram a gerar, nem vice-versa. A decisão agitou os centros de medicina reprodutiva: se é verdade que o direito ao anonimato nunca foi absoluto, ao contrário do que por aí se diz, a verdade é que era considerado irrisório e completamente escamoteado.
Foi então que a Assembleia da República decidiu que era necessário criar um regime transitório que tornasse possível continuar a implantar embriões, espermatozóides e óvulos recolhidos antes de Maio de 2018, mesmo sem esse consentimento reforçado. Sete anos depois, continuamos exactamente na mesma e, tanto quanto o Birras sabe, sem que ninguém se pareça importar muito com isso. Entre no nosso debate, e deixe-nos a sua opinião.
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Thu, 03 Apr 2025 - 78 - Os pais estão a perder a autoridade?
Numa altura em que tudo tem de ser lúdico, onde fica a capacidade de fazer uma tarefa, só porque o pai ou a mãe mandam?
“Banho só com castelos de espuma”; "Arrumo os brinquedos, mas só se fizeres uma corrida comigo!”; e por aí adiante.
Os pais estão a investir na brincadeira, e isso é uma coisa boa, mas será que a brincadeira pode minar a autoridade?
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Thu, 27 Mar 2025 - 77 - Quando os filhos desiludem os pais
Voltámos à rainha Vitória e à franqueza com que confessava a desilusão que lhe causava o seu filho mais velho e herdeiro do trono, Eduardo VII, sim, o que deu o nome ao parque em Lisboa.
É o ponto de partida para uma conversa difícil: os filhos podem desiludir os pais? Desiludem-nos porque não preenchem as expectativas que criaram para eles, porque – do seu ponto de vista — são “ingratos”, porque se tornaram pessoas de quem, se não fossem seus filhos, não gostariam? Entre na nossa Birra sem medo.
Estamos aqui para pensar juntos.
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Thu, 20 Mar 2025 - 76 - Dia do Pai ou da Família? O elefante na sala!
Enquanto as montras das lojas se enchem de presentes para o Dia do Pai, muitas escolas decidiram mudar-lhe o nome, transformando-o no Dia da Família, na ânsia de proteger as crianças com um pai ausente, ou com o argumento de que já não faz sentido esta dualidade apenas de pai e mãe. O elefante está na sala, e é preciso reflectir e conversar sobre o assunto com bom senso e sem extremismos, mas também sem medo de uma opinião própria.
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Thu, 13 Mar 2025 - 75 - “Não sejas uma 'adoradora de bebés'” — os conselhos da rainha Vitória para as mães
A rainha Vitória do Reino Unido é uma figura incontornável, associada ao puritanismo que marcou dois séculos, mas a sua visão da mulher, da gravidez, do parto e do papel das mães que encontramos na correspondência que trocou com a sua filha mais velha, quando Vicky casou e se tornou princesa da Prússia, é extraordinária.
Diz o que pensa sem meias palavras, num discurso que não pode deixar de nos fazer rir, mas também levanta muitas questões sobre qual é, e continua a ser, o preço que as mulheres pagam pela maternidade.
Como quando diz que a dedicação aos maridos é uma coisa muito bonita, mas como os homens são uns egoístas, a devoção acaba em submissão, quando diz que dar à luz pode ser uma coisa muito poética nos livros, mas que ela, pessoalmente, sentiu-se mais uma vaca, ou quando avisa à filha, que acabou de ser mãe, que, por favor, por favor, não se torne numa dessas “adoradoras de bebés” que abdicam de toda a vida intelectual. Assunto de Birras de Mãe, decididamente.
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Thu, 06 Mar 2025 - 74 - “Mãe, porque não me pôs no Ensino Articulado?”
Muita gente não sabe que os seus filhos podem frequentar o Ensino Articulado, associando a dança, a música ou o teatro à sua formação. Sim, na escola pública, e sim, com ganhos extraordinários para a sua vida e para o seu futuro. Mas uma grande maioria de pais desconhece esta possibilidade, o que prova que o Ministério da Educação tem dificuldade em comunicar com as famílias, mesmo quando é para lhes dar conta das coisas boas. Contamos-lhe mais na nossa Birra.
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Thu, 27 Feb 2025 - 73 - A aula de educação sexual a que os avós faltaram (mas da qual precisam muito!)
Soam os alarmes! No mundo ocidental, as doenças sexualmente transmissíveis crescem entre a população com mais de 55 anos, revela o The Economist, superando os mais jovens. O assunto, apesar de delicado, merece uma Birra de Mãe porque, afinal, esta é a geração dos avós que, felizmente — e graças aos medicamentos, dizem os especialistas —, ganhou anos de vida e se sente com direito ao amor e ao prazer.
Mas é, também, uma geração que faltou às aulas de educação sexual e nunca prestou grande atenção às campanhas de prevenção, julgando que não lhes diziam respeito. Não é uma conversa confortável, queixa-se a mãe destas Birras, mas a avó insiste em tê-la, porque é importante e é urgente derrubar os tabus, sobretudo quando esses tabus põem em perigo grave a saúde não só do próprio, mas de terceiros. Não deixe de nos ouvir e de partilhar connosco a sua opinião.
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Thu, 20 Feb 2025 - 72 - Mais respeito pelos amores dos adolescentes!
É tempo de ir buscar os seus antigos diários e cartas de amor, ou mesmo as fotografias daquelas férias de Verão em que se apaixonou pela primeira vez. A instrução é de que revisite estas memórias, mesmo que sinta alguma vergonha de si mesma, porque recordar como os primeiros amores foram profundos e sérios impede-nos de desprezar as paixões dos nossos filhos ou netos. Ou de desvalorizar os seus desgostos (por favor, por favor, não diga que ele não a merece ou que há mais peixes no mar!).
Em véspera de Dia dos Namorados, e apesar de, aqui pelas Birras de Mãe, nenhuma das duas ser grande adepta de romance com dia e hora marcado, falamos sobre o amor dos mais novos.
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Thu, 13 Feb 2025 - 71 - Avós, não somos barrigas de aluguer!
Nunca, como hoje, os pais esperaram tanto tempo para se tornarem avós. Os filhos casam muito mais tarde e adiam a primeira gravidez para perto dos 40 anos, o que era inimaginável há uma geração. Percebe-se, por isso, que a notícia de um “teste positivo” os deixe em polvorosa, focando toda a atenção no neto que aí vem, de tal forma que podem esquecer-se da mulher que o tem dentro de si. Da mãe que, ainda por cima, provavelmente nessa fase está enjoada, nervosa e com as hormonas aos saltos, a precisar de colo e de ser assegurada de que vai tudo correr bem. De ter espaço para se queixar (desejar um bebé é uma coisa, gostar de vomitar duas vezes por dia durante três meses, outra!), para se sentir insegura e com medo, sem que os pais/sogros pareçam indiferentes aos seus estados de alma porque, afinal, o que importa realmente é o “produto final”. Sim, parece exagerado, mas há momentos em que as mães se podem sentir vistas apenas como uma barriga de aluguer para os sonhos dos outros. O assunto merece decididamente uma birra.
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Thu, 06 Feb 2025 - 70 - A única forma de ser boa mãe é ser (às vezes) péssima mãe!
O estúdio do Público, onde se gravam estas birras, é ideal para confissões e, desta vez, é a filha/mãe — de quatro filhos, recorde-se — que decide colocar as cartas na mesa. Diz que, ao longo do tempo, percebeu que a única forma de ser boa mãe é ter momentos em que é péssima mãe. Insiste: “Não basta ser medíocre tem de ser péssima, mesmo”.
"Mas isso não causa culpa?", pergunta a avó/mãe. É claro que sim, mas compensa. Dá um exemplo: “O Milka é meu, meu, e só meu!” Diz que é capaz de tirar o pão da sua própria boca para o dar aos filhos, que podem contar com uma mãe que se desdobra para os ajudar em tudo, mas que passa a louca egoísta se lhe tentam tirar o chocolate. Pior, rouba o dos filhos.
Mas confessa mais, e a avó, entusiasmada com esta certeza de que não é assim tão terrível ter estas manias no meio de tantas coisas que damos aos nossos, também embarca na enumeração destes pecados sem arrependimento.
Oiça a nossa Birra, ria connosco e partilhe as suas resoluções de “má mãe” ou de “má avó”. Garantimos-lhe desde já a nossa absolvição.
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Thu, 30 Jan 2025 - 69 - Mães sobrecarregadas têm mais dificuldade em competir profissionalmente
Os tempos mudam, mas a divisão das tarefas em casa e com os filhos continua a caber mais do que maioritariamente às mulheres.
Quem cozinha diariamente? Em 65% das casas portuguesas são elas, e em 78% são também elas quem lava e passa a ferro a roupa. São as mães que maioritariamente vestem os filhos pequenos, que os deitam, que os levam ao médico, que ficam em casa quando estão doentes. E por aí adiante, diz o Instituto Nacional de Estatística. E se isto não é assunto para birra, não sabem o que é!
As consequências deste duplo emprego não são apenas um cansaço imenso, mas também a dificuldade de avançar na carreira e obter uma melhor remuneração. O que vai ser mais difícil ainda quando uma das áreas em que as mulheres estão a ficar para trás é a das competências digitais/Inteligência Artificial, com tudo o que isso implica para a sua vida profissional. Surpresa — quando os especialistas foram descobrir porquê, chegaram à exacta mesma conclusão daquela a que qualquer mãe que gaste dois minutos a reflectir no assunto chega: falta de tempo! Falta de tempo para aprender, com tudo o que a aprendizagem implica, de tentativa e erro. Basta ver as estatísticas acima para ter a certeza de que as mulheres têm mais que fazer – literalmente.
A solução passa por uma divisão mais justa do uso do tempo, mas não basta apontar o dedo aos homens. Nós também temos de mudar. Precisa mesmo de ouvir o episódio de hoje.
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Thu, 23 Jan 2025 - 68 - Medalhas para os pais e segundas-feiras para os avós
Depois de um fim-de-semana passado com filhos e os filhos pequenos destes filhos, a avó destas Birras está pronta a propor que a mais alta condecoração portuguesa seja concedida a todas as mães e pais do mundo. Só hormonas milagrosas podem explicar a infinita paciência com que suportam noites sem dormir, ou a dormir mal, e dias empregados a correr atrás deles, para impedir que metam os dedos nas fichas eléctricas ou se lancem por escadas a baixo, a empurrar triciclos ou a ensinar a andar de bicicleta, encorajando-os e velando por eles. Exaustos, mas embevecidos.
E foi perante esta realidade nua e crua que compreendeu a obsessão pelas “Rotinas”, que dão direito a aplicações e manuais que supostamente garantem tornar o comportamento das crianças mais previsível. É que sem a miragem da hora da sesta, do banho, ou do deitar, ninguém aguenta. Sem a ilusão de que nas vinte e quatro horas do dia se vão conseguir dez minutos para tomar um duche ou nos alienarmos numa parvoíce qualquer no telemóvel, os pais desistiam na primeira semana.
Quanto aos avós, além da satisfação de poderem dar uma mãozinha a tornar a vida de filhos mais leve, e a dos netos mais divertida ainda, os mais sensatos retiram destes dias uma enorme alegria: a certeza de que a seguir ao domingo, vem uma segunda-feira em que podem estar, de novo, sozinhos em casa.
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Thu, 16 Jan 2025 - 67 - “Deixa-me vestir a minha netinha!” — a obsessão dos avós pelas roupas
Quem é que disse que as coisas fúteis não provocam birras? À primeira vista ninguém se importa com aquilo que um neto veste, desde que esteja saudável e feliz…
Pois, em teoria, mas na prática muitos avós, mesmo que os próprios não saibam explicar bem porquê, enervam-se com a falta de uma golinha, ou que que a camisola não fique bem com os calções.
A verdade é que os avós são atraídos pelas lojas de roupa de crianças — por regra, também têm mais tempo e mais dinheiro —, e não resistem a oferecer roupa nova, aquela que os filhos vestiram em pequeninos, e que guardaram com tanto cuidado exactamente para quando os netos chegassem. Só que, por muito gratos que os pais fiquem, há dois pontos a ter em consideração: o seu próprio gosto e o gosto da criança, que também conta, mesmo que há uma geração contasse menos.
Neste episódio do Birras de Mãe, avó e filha/mãe avançam para o tema sem papas na língua.
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Thu, 09 Jan 2025 - 66 - Guia para falar com netos sem ofender os pais
Nada do que dizemos está certo, a isso os avós já se habituaram. Mas se quer começar o ano com o pé direito preste muita atenção a este episódio do Birras de Mãe: um novo dicionário para falar com os netos, sem acabar a levar uma reprimenda dos pais. Ah pois é, já não se podem dizer coisas como “Tem cuidado!”, mesmo quando ele está na iminência de cair pelas escadas, nem tão pouco “Estou orgulhosa de ti”.
Mas entre, e ria-se connosco, porque não há outra forma de lidar com o politicamente correcto.
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Thu, 02 Jan 2025 - 65 - Cuidado, o pessimismo é contagioso
Numa loja, uma senhora vê uma mãe com o bebé ao colo, dá-lhe os parabéns, mas acrescenta rapidamente que este não é propriamente um mundo para o qual se traga uma criança! A avó destas Birras escuta a conversa e desata a protestar! Dias depois, quando gravou este episódio, ainda estava em modo birrento – será que as pessoas sabem que há cem anos as crianças trabalhavam em minas, morriam de uma gripe, tinham uma forte probabilidade de passar fome e de ficarem órfãs ainda meninos? Pois é, lucidez precisa-se, porque o pessimismo é contagioso e só leva ao cruzar de braços.
Em vésperas de um ano novo, falamos do que podemos fazer para ajudar os nossos filhos a serem gratos por terem nascido num país em paz, mas também conscientes da responsabilidade que lhes cabe em tornar esta terra num lugar melhor para todos. E isso só vai acontecer se guardarmos em nós a alegria e o optimismo. Feliz 2025.
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Thu, 26 Dec 2024 - 64 - Como impedir que o Natal destrua um casamento
Este é o lugar de todas as birras, o sítio certo para desabafar sobre o lado B do Natal. Aquele que pode ser uma ameaça aos casamentos mais sólidos. Nestas semanas, a maior parte de nós regride um bocadinho à infância e aos rituais e tradições da nossa família de origem, que podem colidir com a da família do outro, por muitos anos que já tenham passado desde que estão juntos. O que parece fundamental para um, é ridiculamente acessório para outro, e se juntarmos ao caldeirão os ritmos e as expectativas diferentes de várias gerações, e o cansaço que se acumula, o resultado pode ser muito pouco natalício. Temos alguns antídotos para lhe oferecer, Feliz Natal.
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Thu, 19 Dec 2024 - 63 - Avós, não escondam as más notícias
A intimidade numa família não é um dado adquirido, é preciso construi-la, mas depois mantê-la, alimentando-a com uma partilha das nossas alegrias, mas, também das nossas tristezas. A verdade, porém, é que temos muito mais facilidade em falar com os outros das primeiras, escondendo muitas vezes as segundas, sob o pretexto de não queremos “pesar” naqueles que nos são mais próximos.
A filha indigna-se: “Não nos roubem o direito a preocuparmo-nos”, diz, argumentando que o rombo na relação entre pais e filhos é grande quando uma das partes descobre muito tarde que a outra está (ou esteve) doente, angustiada ou com problemas e não permitiu que a acompanhassem nesse sofrimento ou inquietação.
O mesmo aplica-se aos filhos, reage imediatamente a avó/mãe, até porque a única forma de ficarmos realmente sossegados é termos a certeza de que caso aconteça alguma coisa seremos imediatamente informados.
Nada melhor do que o Advento para começarmos a praticar.
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Thu, 12 Dec 2024 - 62 - “Pais, ajudem os vossos filhos a crescer”
Os avós têm a certeza, os pais muitas vezes nem tanto. Certeza de quê? De que não é nada fácil deixar crescer os filhos, cultivar a sua independência e aceitá-la. A educadora Luísa Vian pôs o dedo na ferida quando escreveu que “para crescer é preciso querer crescer, o que é difícil, mas deixar crescer não é mais fácil”. E é ela que garante que os pais sentem uma enorme ambivalência, mas que precisam de lhes assegurar de que não é por crescerem que vão deixar de ter o nosso amor.
Num primeiro momento reagimos à defesa — protestamos que tomara a nós que se vestissem sozinhos, que fossem a pé para a escola, que nos deixassem mais tempo livre —, mas se formos honestos e procurarmos bem cá dentro, talvez encontremos um certo terror de que deixem de ser os nossos bebés e se façam à vida, sem olhar para trás. Mas entre nesta nossa conversa e pense alto connosco, porque há pequenas coisas que pode fazer para os ajudar a encarar o futuro com entusiasmo e sem medo.
É neste ponto que a avó se indigna e explode: “Por favor, adultos, parem com essa conversa de que o mundo está perdido e que mais vale ficarem sossegadinhos e protegidos no sofá a jogar consola, atirando a culpa de tudo para cima dos que vieram antes deles.”
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Thu, 05 Dec 2024 - 61 - Venham buscar a vossa tralha — a birra de uma avó que não consegue esvaziar o sótão
Os filhos queixam-se de que a casa dos pais está cheia de tralha, mas o que não contam é que a maioria daquelas caixas cheias até cima de manuais escolares que nunca mais vão ser abertos, de roupa que nunca voltarão a usar lhes pertence!
A avó desta história passou o fim-de-semana a tentar deitar coisas fora, mas os protestos foram muitos, porque tudo era precioso, tudo são recordações. Porque, afinal, garante a Ana, a casa dos pais deve continuar para todo o sempre a ser a casa dos filhos, que têm o direito — diz mais uma vez a Ana — a regredirem para a infância e a adolescência mal entram por aquela porta. Não perca esta birra que se não adiantar muito ao problema em questão, talvez provoque algumas gargalhadas que sempre desanuviam a tensão.
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Thu, 28 Nov 2024 - 60 - “Tinha medo de fazer mal ao meu filho”. A depressão pós-parto é para levar a sério
Pintamos o nascimento de um filho de cores claras e chilrear de passarinhos, como se tudo fosse felicidade, tornando quase impossível que uma mãe se sinta capaz de pedir ajuda quando os pensamentos mais negros lhe enchem a cabeça.
Como é que terá coragem de confessar, por exemplo, que tem medo de se magoar a si mesma ou, vergonha das vergonhas, cometer um acto de desespero contra o seu recém-nascido, que não pára de chorar?
Pois, é tão difícil não julgar os outros, e as mães que sofrem de depressão pós-parto sabem que é assim e por isso calam o seu gigantesco sofrimento, deixando perdidos também a sua família mais próxima. Porque ninguém lhes disse, ou se disse nem ela, nem quem a rodeia acreditam realmente, que sofrem de uma doença, uma doença a que é preciso urgentemente acudir. Mas que tem cura.
Foi para chegar a cada vez mais mães e prevenir os casos graves que uma equipa de psicólogos clínicos da Universidade de Coimbra criou a plataforma digital Be a Mom (beamom.pt), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, e que já foi testada num universo de mais de mil mulheres. Uma aplicação fácil de usar no telemóvel, adaptando-se à rotina e à necessidade de confidencialidade, destinada a todas as recém-mães, com conselhos e sugestões, mas também com a capacidade de avaliar o nível de depressão e de alertar em caso de risco.
Entre neste episódio de Birras de Mãe e fique a saber mais sobre este projecto, que é urgente divulgar.
O Birras de Mãe está disponível na Apple Podcasts, Spotify e em todas as restantes aplicações para podcasts.
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Thu, 21 Nov 2024 - 59 - Aprender a adiar a gratificação: a experiência do marshmallow
A experiência da Universidade de Stanford já tem décadas, mas continua a ser fascinante e divertida de ver: uma criança é deixada num gabinete sozinha com uma guloseima à frente e é-lhe dito que se conseguir ficar uns minutos sem a comer, o investigador vai recompensá-la com duas guloseimas. A forma como cada uma delas reage é registada, e há de tudo: desde os mais impulsivos que querem lá saber do futuro e tratam de engolir o marshmallow imediatamente, até aos que inventam estratégias que os ajudam a resistir à tentação, como virar a cadeira para não ter de encarar a armadilha, ou lambendo-a suavemente, sem a trincar.
As conclusões deste ensaio levaram os psicólogos a perceber que as crianças mais pequeninas são, pura e simplesmente, incapazes de adiar o prémio, mas que a capacidade de adiar a gratificação aumenta não só com a idade, mas também com o treino. E que vale a pena treinar, porque as pessoas que são capazes de adiar o prazer são, por regra, mais felizes, serenas e mais altruístas.
Mas como é que isto se faz, sobretudo num tempo em que não são só os nossos filhos que querem tudo agora e já, e a internet/telemóveis/jogos nos oferecem tanta coisa em milésimos de segundo? O episódio destas nossas Birras de Mãe dá-lhe algumas estratégias — partilhe connosco as suas. A avó começa logo por dizer que se fosse ela comi-a o logo!
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Thu, 14 Nov 2024 - 58 - Avós - como reagir quando os netos nos viram as costas?
É difícil admiti-lo, mas às vezes os netos magoam-nos - por exemplo quando, na presença dos pais, agem como se fôssemos desconhecidos, aparentemente passando uma esponja na cumplicidade do dia anterior, do que rimos e brincamos juntos.
Quando berram ou viram as costas, recusando-se a dar-nos a mão para atravessar a rua, agarrando-se como lapas ao colo do pai ou da mãe, como meninos mimados e insuportáveis. Nessas alturas temos de respirar fundo e recordar que o adulto na sala somos nós, e que não podemos amuar como crianças pequenas, muito menos embarcar em chantagens emocionais ou cobranças. Mas às vezes é difícil, e se não estivermos bem “resolvidos”, pode abrir feridas antigas que julgávamos já saradas. Ou desencadear guerras com os nossos próprios filhos, colocados entre a espada e a parede.
Mas afinal o que é que se passa? As crianças pequenas são oportunistas, manipuladoras, cruéis, ou este egocentrismo faz parte de um processo de desenvolvimento que os podemos ir ajudando a ultrapassar, mas não devemos ser sentidas como uma questão pessoal? Venha pensar connosco.
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Thu, 07 Nov 2024 - 57 - “Este quarto não está desarrumado, está em transformação!”
Camas por fazer, toalhas e roupa no chão, secretárias onde aparentemente não se encontra nada, os quartos dos adolescentes põem os cabelos em pé à maioria dos pais — à maioria, porque também há miúdos arrumados e pais desarrumados. Como reagir? Fechar os olhos e, melhor ainda, as portas? Exigir que respeitem o espaço comum, e deixar que façam a gestão do seu quarto, sem grandes intromissões? Arrumar por eles parece às vezes a única solução, mas é difícil não cair depois na armadilha de assumirmos o papel de mártir que, no fundo, no fundo, é tirar dividendos da situação.
As respostas não são fáceis, mas a verdade é que são muitas vezes as pequenas coisas que fazem transbordar o copo e infernizam a vida em casa.
Entre nesta birra, faça a catarse das suas frustrações, saindo daqui mais leve, e com algumas ideias. Às vezes, só o humor permite vencer estas guerras, como no dia em que a Ana, em plena adolescência, pendurou na porta do quarto um letreiro que dizia “Este quarto não está desarrumado, está em transformação!”
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Thu, 31 Oct 2024 - 56 - Jovens e disfunção eréctil - Onde anda a educação sexual?
A avó ficou em estado de choque quando foi confrontada com a publicidade aos medicamentos para a disfunção eréctil e percebeu que os protagonistas são sempre jovens. Quis perceber o que se passava, e ficou a saber que em Portugal se vendem 70 milhões de caixas de Viagra por ano e os mais novos fazem parte dos seus consumidores. A culpa é, aparentemente, da ansiedade provocado pelas expectativas de um primeiro encontro, alimentadas por demasiada visualização de pornografia onde a ficção passa pela realidade. Mas será que eles sabem que nem sequer é o coito que dá mais prazer às mulheres, entre as quais há uma percentagem grande que se queixa de relações anorgásticas?
Sim, esta Birra é para maiores de 18 anos, e acima de tudo um alerta: onde anda a educação sexual dos nossos filhos e netos?
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Thu, 24 Oct 2024 - 55 - Mães, cinco feitos de que se orgulhem!
As mães têm muito mais facilidade em culpar-se do que em aceitar que acertam muitas e muitas vezes. Neste episódio, a mãe/ filha provoca a avó/mãe, pedindo-lhe que diga cinco coisas que fez bem. E presta-se a enumerar as suas próprias coroas de glória. Oiça a nossa Birra e conte-nos as suas vitórias.
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Thu, 17 Oct 2024 - 54 - Chumbar por mau comportamento
Em Itália o mau comportamento vai dar direito a chumbo, mesmo que o aluno tenha boas notas. O objectivo é devolver o “respeito” à escola, mas será que este tipo de medidas resulta de facto? E será esta a ferramenta de que os professores precisam ou o investimento deveria ser em mais apoio para lidarem com os adolescentes complicados? Neste episódio do Birras de Mãe a conversa esteve ao rubro.
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Thu, 10 Oct 2024 - 53 - Licença parental de seis meses paga! Agradeça a Carina Pereira
A licença parental até aos seis meses vai ser integralmente paga, graças a uma rara Iniciativa Legislativa de Cidadãos que foi aprovada a semana passada no Parlamento. Nos bastidores desta luta esteve uma mãe de dois filhos, Carina Pereira, que se recusou a conformar-se à contradição entre uma recomendação da Organização Mundial de Saúde que prevê a amamentação exclusiva pelo menos até que o bebé tenha meio ano e a obrigação da mulher voltar antes disso ao trabalho, se não tiver rendimentos que lhe permitam outras estratégias.
Carina Pereira recusou conformar-se às queixinhas nas redes sociais, aos lamentos de que “neste país nem vale a pena tentar”, e meteu mãos à obra, mesmo depois de ver a sua primeira petição recusada. Com determinação avançou para uma iniciativa legislativa, um mecanismo constitucional que permite que grupos de cidadãos possam apresentar projectos de leis, mas que obriga a que sejam subscritos por vinte mil eleitores — e Carina conseguiu vinte e quatro mil assinaturas — e a um longo processo burocrático e técnico.
Mas a semana passada, quando as galerias da Assembleia da República se encheram de mães e pais, com os seus bebés em marsúpios ou pela mão, Carina Pereira não estava ali, porque uma doença fulminante roubou-lhe a vida há três anos. Não estava fisicamente, porque não podia estar mais presente na memória não só do grupo de especialistas em amamentação e cuidados infantis que pegou na tocha e a levou até à vitória final, como do marido e dos milhares de pais e mães que através do seu envolvimento activo tornaram esta mudança possível.
E é esta equipa – Ana Lúcia Torgal, Graça Gonçalves, Cristina Pincho e Carlota Veiga de Macedo, e seguramente outros —, que defende que a nova lei deve receber o nome de “Lei Carina Pereira”, em homenagem ao legado que deixou aos filhos, à família e a todos nós. Aqui nas Birras de Mães já o adoptámos. Mas oiça a nossa Birra, porque contamos-lhe mais.
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Thu, 03 Oct 2024 - 52 - Aprender a ser avó
A paixão pelos netos é imediata, ou não fosse o reviver de um sentimento que conhecem de cor e salteado, mas os avós rapidamente constatam que, desta vez, não vão estar na linha da frente. Não podem levar aquele bebé para casa e, menos ainda, decidir da sua vida. É um choque, mas também o início de um processo de aprendizagem de um novo papel, que não é nada fácil, garante a avó de serviço a estas Birras de Mãe que, no entanto, se orgulha de onze netos depois ter aprendido algumas coisas importantes. Entre connosco neste lado B de ser avó.
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Thu, 26 Sep 2024 - 51 - BLW: é só sujar o chão?
Avós preparem-se, mais dia, menos dia, os vossos filhos sentam os vossos netos na cadeira alta e põem-lhe nas mãos um brócolo, assistindo embevecidos a como a criança o esmigalha entre as mãos, deixando cair o que resta ao chão. Quando acorrer à cena de prato e colher, vão recitar-lhe um termo “estrangeiro” que nunca ouviu antes, BLW, a sigla que depois de irem ao Google vão descobrir que significa Baby-Led Weaning. Entre na Birra de uma avó confrontada com esta “modernice” e uma filha/mãe que, além de ser uma acérrima defensora deste método de ensinar as crianças a comer de forma autónoma e segura, até percebe muito do assunto. Depois logo tira as suas conclusões.
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Fri, 20 Sep 2024 - 50 - As armadilhas do elogio
A avó cora e atrapalha-se quando, no princípio deste episódio das Birras de Mãe, a filha a elogia. O ouvinte não pode confirmar que assim é, porque não há vídeo do acontecimento, mas pode confiar na nossa palavra, até porque, provavelmente, sabe bem que receber elogios não é uma coisa fácil. Porque se o poder do elogio é imenso, e quando é bem aplicado torna-se numa ferramenta fantástica na vida e na educação, há algumas armadilhas que complicam o seu uso, e até o tornam contraproducente.
Por exemplo, elogiamos a criança ou o desenho, dizemos-lhe que é o melhor futebolista do mundo, ou damos-lhe os parabéns por aquele golo fantástico? Não é igual, e explicamos-lhe porquê. E, já agora, temos algumas sugestões de como receber elogios sem ficar aflito, numa ânsia de gratidão misturada com o medo de parecer vaidoso — que a avó garante que vai tentar por em prática, e depois dá notícias do resultado.
Entre neste podcast e, claro, se nos quiser deixar umas “estrelas” não nos importamos nada.
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Thu, 12 Sep 2024 - 49 - Primeiros dias de escola: Não faça interrogatórios!
Quando vamos buscar um filho/neto à escola, sobretudo nestes primeiros dias, não desate num interrogatório desenfreado - “O que fizeste?”, “Com quem brincaste?”, “o que comeste? “, a que ele responde com um “Nada”, ou um encolher de ombros que nos deixa frustrados. A tentação é enorme, tal o desejo de os sentir bem e integrados, mas fomos descobrir outros princípios de conversa que os ajudam a desabafar.
Bem-vindos à nova temporada de Birras de Mães!
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Thu, 05 Sep 2024 - 48 - Os avós não estragam os netos
No dia dos avós, as Birras de Mãe revoltam-se contra a ideia perversa e invejosa de que os avós “estragam” os netos. É uma calúnia, sem fundamento. Malévola, porque dá ideia de que as crianças lhes chegam todas perfeitinhas e eles se dedicam a transformá-las em monstrinhos. Mentirosa, porque muitas vezes esconde aquilo que os pais imaginam que devia ser a função dos avós: executar as instruções que lhes deixam afixadas no frigorífico, como se lhes competisse apenas continuar a “educação” que lhes é dada em casa.
Mas os avós não são baby-sitters, nem a sua função é reproduzir o modelo parental, mas acrescentar-lhe outras experiências, outros pontos de vista, alargando o horizonte dos netos. Os avós não estragam os netos, decididamente, o que já sabem pelos anos que viveram e a experiência que acumularam, é distinguir o essencial do acessório. E já não têm nem tempo de vida, nem paciência, para se dedicarem ao fogo-de-vista.
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Thu, 25 Jul 2024 - 47 - Deixem-nos esfolar os joelhos
Porque é que temos tanta dificuldade em deixar os nossos filhos e netos brincar livremente, sem estarmos constantemente a dizer “Cuidado”? Isto, apesar de estarmos sempre numa romagem de nostalgia a dizer que antigamente é que era, num tempo em que trepávamos às árvores e jogávamos na rua, sem telemóveis, nem supervisão? Nós somos as únicas a fazer birras à conta desta excessiva protecção das crianças, e até dos bebés, para quem até já inventaram joalheiras para não esfolarem os joelhos a gatinhar, que o diga Rita Cordovil, investigadora da Faculdade de Motricidade Humana e que acaba de publicar um livro sobre a brincadeira nos primeiros anos de vida.
Mas porque é que os pais e os avós mais dedicados do mundo limitam a autonomia das crianças, e como conseguir que se libertem dos medos, para deixarem mais livres os seus filhos e netos? Este é o ponto de partida para a nossa birra de hoje.
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Thu, 18 Jul 2024 - 46 - “A minha filha trocou-me pelo marido na sala de partos”
Há sentimentos que temos dificuldade em confessar, porque nos fazem sentir mesquinhas, mas a verdade é que estão lá, e moem. No Birras de Mãe em lugar de os varrermos para debaixo do tapete, pomo-los em cima da mesa e dissecamo-los. É o que fazemos neste episódio em que a avó “protesta”, imagine-se, por já não haver lugar para as mães das mães nas salas de parto. Afinal, o parto sempre foi um assunto de mulheres, argumenta, e para o provar basta ver as iluminuras e pinturas que retratam o nascimento. Como, por exemplo, o magnífico quadro do Nascimento da Virgem de Francisco de Zurbarán, do século XVII — alguém vê ali um homem, provoca.
Pronto, lá faz a ressalva, de que é muito, muito bom, que hoje em dia sejam os maridos/pais dos seus netos a acompanhar as filhas, uma conquista irreversível e coisa e tal, mas lá que dói não estar presente, a segurar a mão das suas meninas, dói. Ui, mas há pior, anuncia: ser substituídas pela melhor amiga da parturiente?! Os ciúmes são uma coisa tramada, o que é mais do que razão para falarmos deles.
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Fri, 12 Jul 2024 - 45 - Ainda bem que os portugueses são coladinhos aos pais
Sempre que os estudos internacionais indicam que os jovens portugueses são muito coladinhos aos pais, ficamos meios envergonhados. Como se nos estivessem a acusar de não os “largarmos da mão”, e de não os educarmos para a autonomia. Mas e se bem vistas as coisas, fosse uma coisa boa para pais e para filhos, uma característica latina a conservar? Entre nesta birra e deixe-nos a sua opinião.
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Fri, 05 Jul 2024 - 44 - Adolescentes enfeitiçados pela “masculinidade”
Que o pêndulo vai de um extremo ao outro já sabíamos todos, mas a este ponto? Porque é que os adolescentes se sentem atraídos por comunicadores que advogam o regresso ao macho latino, e a uma masculinidade tóxica, que pretende devolver as mulheres ao lar doce lar? Numa fase em que procuram consolidar a sua identidade, os modelos de homens que vêem à sua volta, ou que lhes são vendidos, parecem-lhe demasiado “bananas”? Porque o discurso politicamente correcto, afinal, limita-nos a todos a estereótipos desinteressantes? A avó recomenda uma imersão na série Machos-Alfa, porque o sentido de humor inteligente é um alívio para toda a gente, a mãe recomenda aos pais que estejam atentos ao que os filhos andam a ver, não para proibir ou censurar, mas para os ajudar a contextualizar e a perceber melhor a mensagem por detrás da mensagem. Bem-vindo a mais uma Birra de Mãe.
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Thu, 20 Jun 2024 - 43 - Ensino Doméstico: falar dele sem preconceitos
A avó confessa que teve de tomar um ansiolítico antes de entrar em estúdio, e que desta vez prefere remeter-se ao papel de jornalista que coloca questões… a uma mãe que vê muitas vantagens no ensino doméstico. Se partilha da curiosidade da avó, entre nesta conversa que enfrenta com frontalidade e transparência uma realidade que cresce em Portugal.
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Thu, 13 Jun 2024 - 42 - Gravidez aos 50 anos e a publicidade enganosa em redor da fertilidade
Tudo começou com uma reportagem que a avó/mãe leu na revista Time sobre a gravidez... depois dos 50 anos, isto quando a biologia da mulher se mantém a mesma, ou seja, os ovários são considerados pela medicina como “geriáticos” a partir dos 35 anos. Que revolução é esta, com que consequências, e até que ponto é que há muita publicidade enganosa em redor da ideia de que as novas técnicas de fertilidade permitem adiar a maternidade, quase sem limite temporal. Será que não são as grandes empresas que oferecem às funcionárias o congelamento de óvulos que estão a vender uma quimera? Será que as mulheres, iludidas por esta aparente facilidade, estão a adiar a gravidez para demasiado tarde, por vezes convencidas de que precisam de atingir um patamar de requisitos que lhes permitam ser mães, mas que, talvez, não sejam tão essenciais como isso? Foi o ponto de partida para mais uma Birra de Mãe ao vivo, que a aconselhamos a não perder.
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Thu, 06 Jun 2024 - 41 - Como é que os bebés crescem
Estamos tão habituados a controlar tudo e todos, que nos convencemos que o desenvolvimento de um bebé, de uma criança, depende sobretudo de nós, esquecidos de que trazem inscrito um “programa” afinado ao longo de milhões e milhões de anos. Ou seja, vão gatinhar quando tiverem de gatinhar, andar quando o seu corpo e mente estiverem prontos para dar o primeiro passo, e por muito estimulados que sejam acabarão por aprender a ler e a escrever aproximadamente pela mesma idade. É evidente que quando a janela se abre, é importante que esteja do outro lado um adulto embevecido, pronto a corresponder às oportunidades que se abrem, mas tantas vezes gasta-se tempo e ansiedade em vão.
Já percebeu do que vamos falar hoje? Isso mesmo, de etapas de desenvolvimento e das angústias de pais e avós em torno delas. Seja bem-vindo a mais um Birras de Mãe.
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Thu, 23 May 2024 - 40 - “Filha, mas ele mama a toda a hora?”
Agora a “moda” é dar de mamar sempre que o bebé chora, pergunta a avó, dando voz à perplexidade de tantas avós como ela.
A filha franze o sobrolho e garante que há razões biológicas e científicas para respeitar a “tradição” dos horários rígidos. A polémica está instalada.
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Thu, 16 May 2024 - 39 - Quando são elas que os assediam
O inimaginável acontece nalguns recreios de algumas escolas: as raparigas assediam os rapazes que, quando têm coragem de se queixar, são muitas vezes enxovalhados pelo adulto de serviço que faz troça — afinal, quem é o Homem digno desse nome, que protesta por ser demasiado “desejado”?
Mas quando são chamadas a conversar sobre o facto de o Respeito não ter género, as adolescentes argumentam que depois de anos de opressão, é “a vez delas”. Ui, o tema merece uma gigantesca Birra de Mãe.
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Fri, 10 May 2024 - 38 - As mães têm de ser chatas!
Em vésperas do Dia da Mãe, a avó defende, mais uma vez, que as mães têm de ser chatas. Isso mesmo, que lhes cabe o papel de estarem insistentemente a dizer que os cotovelos não se põem na mesa, que não se come de boca aberta, que convém por um “sff” antes de um pedido, e um “obrigada” no fim, num esforço (cansativo, aliás) de transformar os filhos em criaturas bem-educadas. É um papel ingrato, argumenta, mas necessário, já que mais ninguém terá a paciência de o desempenhar. Do resultado depende a felicidade daqueles futuros adultos.
Mas a filha-mãe destas Birras, contrapõe: se as mães têm de ser chatas, então as filhas não lhe podem ficar atrás. E explica como e porquê. Ponha os auscultadores e entre no ringue — por aqui estas datas celebram-se de forma politicamente incorrecta. Bom Dia da Mãe.
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Fri, 03 May 2024 - 37 - Aceitamos que os nossos filhos usem a liberdade que conquistámos?
Abril deu-nos a liberdade que, com orgulho, passámos aos nossos filhos, mas na realidade, na realidade, estamos dispostos a deixar que a usem? Em casa, numa escola? Quando questionam, fazem perguntas, ensaiam alguma rebeldia, como reagimos? Ouvimos, respeitamos, ensinamo-los a valorizar e a usar os direitos (e os deveres) conquistados, ou rotulamos tudo de má-criação, de indisciplina? E como é que é possível que sejam os mais novos a declarar-se a favor de formas mais autoritárias de governo? Entre na nossa Birra de hoje, e pense alto connosco sobre como podemos celebrar o 25 de Abril com os nossos filhos e alunos.
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Thu, 25 Apr 2024 - 36 - Livro de Reclamações, para avós se queixarem dos filhos
Os pais queixam-se dos avós, porque mimam demais os netos, dão-lhes muito açúcar, deixam-nos ficar acordados até tarde, e por aí adiante, mas e os avós? Quem é que os autoriza a reclamarem das exigências excessivas feitas pelos pais — normalmente pelas filhas! — quando lhes deixam as crianças, dos “raspanetes” que lhes passam quando acham que o “menino” não voltou tão limpinho como quando o entregaram, ou os acusam de não terem velado por eles com suficiente atenção ou cuidado? Ah, pois é. O assunto merece uma birra, até porque os avós servem para isso mesmo, para permitir aos netos experiências diferentes, e até que corram alguns riscos, controlados, claro, que ajudam a crescer.
Mas fica também um aviso, os Livros de Reclamações são só para usar em casos extremos, porque a vida é curta demais para guerras e amuos.
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Thu, 18 Apr 2024 - 35 - Como sobreviver às guerras entre irmãos
Discutem por tudo e por nada, acusam-se mutuamente de mil e uma coisas, e foi sempre o outro que começou, que bateu ou insultou primeiro — as guerras entre irmãos desgastam a cabeça dos pais e tiram-nos do sério. A mãe destas Birras já achou, em tempos, que tinha a solução para este problema, mas agora que tem quatro filhos em casa rende-se à evidência de que a maior parte das receitas não funcionam.
Ou, melhor, funcionam com algumas crianças e adolescentes, mas com outros não. A avó destas birras oferece alguma esperança a pais desesperados: em primeiro lugar, os irmãozinhos perfeitos só existem nas histórias, e mesmo assim apenas em algumas, e depois, em 99% dos casos estas guerras passam à medida que cada um ganha o seu espaço e vida própria, deixando de competir tanto.
Mas, para que tudo acabe bem, há alguns erros que os pais não devem mesmo cometer. Oiça a nossa birra de hoje e descubra qual — e envie-nos mais sugestões, que deste lado, agradecem-se todas as boas experiências.
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Thu, 11 Apr 2024 - 34 - Como lidar com uma “criança explosiva”?
Claro, claro que a primeira reacção é recomendar um puxão de orelhas, mais autoridade, disciplina, regras, toda aquela lista supostamente milagrosa, que estamos sempre prontos a recomendar quando os filhos não são nossos. Mas isso é partir do pressuposto de que estas crianças que têm um limiar de frustração muito baixo, respondem bem a qualquer desses “tratamentos”, e que alguém fica a ganhar depois de aplicados. O que é mentira.
Para percebermos melhor estas birras, diz a mãe-educadora de infância, precisamos de perceber que explosivos somos todos, quando as circunstâncias ultrapassam a nossa capacidade de as gerir. A diferença está na forma como se explode. Algumas crianças e adultos têm “sorte” e choram, provocando nos outros uma reacção de empatia, que tende a consolar e a ajudar a resolver o problema, mas há outras que não o conseguem fazer. Dessas algumas gritam, outras guincham, atiram coisas e ainda existem aquelas que batem em si próprias ou nos outros, manifestações de desespero muito mais difíceis de aceitar. Mas se percebermos que essas explosões são sintoma desse desespero, torna-se um bocadinho mais fácil lidar com elas. Mas entre neste podcast e oiça o que temos a dizer de viva voz.
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Thu, 04 Apr 2024 - 33 - Sacrificamo-nos demais por eles?
Há momentos em que nos olham mais como motoristas e aplicações de MB Way do que propriamente como mães, e é difícil não desbobinar a lista de tudo o que fizemos por eles, esperando um sinal de reconhecimento. Nessas alturas perguntamo-nos se não nos sacrificámos demais por eles, se não exageramos na tentativa de lhes tirar da frente todos os obstáculos. Ou pergunta-se a avó, porque a mãe destas Birras lembra que as decisões que tomamos em cada momento são, por regra, as possíveis. Dai que se voltássemos atrás faríamos exactamente a mesma coisa. Oiça a nossa Birra, porque temos muito mais a dizer sobre tudo isto, do que aquilo que cabe nestas linhas.
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Thu, 28 Mar 2024 - 32 - “Não ia lá com um puxão de orelhas?”
A avó atira a matar: enerva-a a aparente passividade com que os pais parecem aceitar as birras dos seus filhos. E não resiste a perguntar: “Achas mesmo que com um puxão de orelhas não se resolvia mais depressa?”.
A mãe/filha, estudou Educação de Infância a sério, e além disso tem quatro filhos em casa, e garante que não. Que não resolve, e que nem sequer é assunto aberto a discussão, num tempo em que até se defende que os maus-tratos aos animais devem configurar na Constituição.
Acredita que as crianças, como os adultos, desejam por natureza colaborar. Quando não o fazem, é porque não conseguem. As suas birras dizem isso mesmo, “Não consigo mais”. Dar um açoite, gritar ou humilhar nunca ajudou ninguém a acalmar-se, a autorregular-se ou a resolver um problema. Não é o que estamos sempre a dizer aos nossos filhos quando eles se pegam uns com os outros? Mas que tudo isto é difícil é. Pelo menos isso reconhece. Oiça a nossa Birra e deixe-nos a sua opinião.
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Thu, 21 Mar 2024 - 31 - “E agora os meninos não votam?”
As eleições são já no domingo e consta que, mais uma vez, a abstenção vai ser maior entre os jovens dos 18 aos 30 anos. Porque não acreditam nos políticos, no “sistema”, no diabo a quatro. A avó indigna-se e faz uma birra: onde falhámos para que os nossos netos/filhos abram mão de um direito que tem apenas cinquenta anos, e levou séculos a conquistar, com sangue, suor e lágrimas dos nossos antepassados. Enquanto ainda hoje homens como Navalny dão a vida por um estado democrático, os nossos meninos vitimizam-se e cruzam os braços, e alguns até acham que mudar o mundo é atirar tinta à cara de alguém?
Onde é que, pais e avós, falhámos e o que podemos fazer — já, já, nas próximas horas — para que lá em casa quem já conquistou o direito ao voto, não deixe de o exercer. Boa sorte.
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Thu, 07 Mar 2024 - 30 - Quando socorremos os nossos filhos... de medos que são só nossos!
Chamam-lhes “fantasmas dos quartos de brinquedos”, e ressurgem quando nos vemos com uma criança nos braços, medos que julgávamos ultrapassados mas que acordam quando revivemos as mesmas situações com os nossos filhos ou netos. Quando temos consciência deles, esforçamo-nos por não permitir que os contagiem e juramos a nós mesmas que não perceberam nada — até os encorajámos a dar uma festa ao cão, mesmo se tremíamos por dentro, até lhes comprámos uma tenda para acamparem, embora a memória esteja fresca de como nunca fomos capazes de, com aquela idade, dormir fora de casa. Mas o medo tem formas muito mais sub-reptícias de passar de geração em geração. Entre na nossa Birra, e pense alto connosco.
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Thu, 29 Feb 2024 - 29 - Mães, deixem o pai ser pai
Quase, quase a chegar ao Dia da Mulher, as Birras de Mãe solidarizam-se com os homens, com os pais. Só por uma vez. Porque somos do contra, claro, mas também porque reconhecemos que, enquanto mulheres, caímos muitas vezes na contradição de, por um lado, reivindicarmos que eles façam a sua quota-parte do trabalho/cuidado, mas por outro, temos muita dificuldade em deixarmos de ser supermulheres. A avó regista que há uma diferença abismal entre os pais de hoje e os da sua geração, mas está segura de que isso se deve a terem tido a oportunidade de se ligar aos seus bebés. A filha corrobora: o comportamento “maternal”, mais do que um instinto programado, aprende-se, treina-se, vive-se. Entre na nossa Birra de Hoje, e partilhe connosco a sua opinião nas redes sociais – na página das Birras de Mãe no Facebook e no Instagram.
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Thu, 22 Feb 2024 - 28 - “Não posso levar o bebé para casa?”: O primeiro choque dos novos avós
Ninguém fala nas “dores” de nos tornarmos avós. Do choque que é descobrirmos que não podemos trazer para casa aquele bebé, que desta vez não somos mães, e temos de aprender a funcionar, antes de mais nada, como “retaguarda”.
Apaixonamo-nos por eles no momento em que os vemos, afinal não é um sentimento novo é apenas o relembrar de uma emoção que conhecemos bem, mas a partir dai é tudo diferente.
Neste Birras de Mãe falamos de como navegar esta nova identidade, de como descobrir o melhor caminho que não passa só pelo instinto, mas também por tomar em consideração aquilo que os pais daquela nova criatura estão a pensar e a sentir. A ser capaz de ajudar, sem competir; de estar disponível, sem nos intrometermos. É uma viagem longa, deixamos-lhe aqui os pontos cardeais.
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Thu, 15 Feb 2024 - 27 - Grito! Mas não me leva a lado nenhum
A avó confessa: gritou muito com os filhos. Quando não se despachavam de manhã, faziam orelhas moucas aos seus pedidos e, claro, ao fim do dia, com o desespero de não os conseguir meter na cama. Não se orgulha de ter gritado, mas pior do que isso, suspeita que os gritos não levavam a lado nenhum. A filha grita menos — ou pelo menos, não grita em casa da avó, diz ela —, e tem argumentos fortes a favor de uma parentalidade mais serena, com mais conversa e respeito. Até porque se os pais gritam, os filhos respondem (e aprendem) também a gritar, e tendo em conta que o objectivo é ensinar-lhes a regular as emoções e a exprimi-las de forma “civilizada”, convenhamos que não é o melhor exemplo. Mas junte-se à nossa discussão.
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Thu, 08 Feb 2024 - 26 - “Avós, lembrem-nos que vamos voltar a ter vida própria”
Mergulhados no caos do dia-a-dia, nas birras e nas noites mal dormidas, os pais podem sentir que nunca, mas nunca mais, vão ter vida própria. Precisam que os avós lhes lembrem que também passaram por tudo aquilo e sobreviveram, quais heróis de guerras passadas.
Mas, mais do que isso, que voltaram a ter tempo para si, voltaram a conseguir passear e viajar, a ver uma série na televisão sem interrupções. Por outras palavras: “Avós, deixem de ter remorsos por não estar mais tempo com os netos, ou não ajudar mais os filhos, porque na verdade a vossa felicidade funciona como um alento.” E, já agora, cumpram uma outra função, a de servirem de “caixa de memória”. O que é isso? Terá de ouvir esta nossa birra, para descobrir.
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Thu, 01 Feb 2024 - 25 - O perigo dos filhos favoritos
Em teoria não existem. Em teoria os pais gostam de todos os filhos da mesma maneira. Mas e se não for verdade? Ou se, pelo menos aos olhos dos filhos, não parecer?
Mergulhe connosco neste tema delicado, porque arrumar ideias pode ser meio caminho andado para se poupar em sofrimento e mal entendidos (que marcam para sempre).See omnystudio.com/listener for privacy information.
Thu, 25 Jan 2024 - 24 - A arte de se meter na vida dos seus filhos, sem lhe darem para trás
Ah pois é, a queixa é comum a todos os avós, aliás a todos os pais de filhos adultos: temos de medir as palavras, porque reagem à menor sombra de crítica. Até mesmo mas trocas de mensagens os emojis podem não ser os certos! Decididamente não é fácil, por isso dedicamos este episódio do Birras de Mãe, a tentar construir um dicionário politicamente correcto, para evitar conflitos desnecessários, sobretudo quando está em causa a educação dos netos. Aceitam-se mais sugestões!
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Thu, 18 Jan 2024 - 23 - “Socorro, tenho um filho adolescente!”
Metem-nos muito medo com a adolescência, avisam-nos dos mil perigos que podem correr, levados pela impulsividade de um cérebro imaturo e o natural desejo de testarem a sua autonomia. Assustam-nos com as más companhias, e sabemos que é verdade, que em grupo, podem não ter coragem de dizer que Não. Além disso, é difícil acompanhar a montanha russa hormonal a que estão sujeitos, e que os leva do choro à euforia dos zero aos cem, de se pendurarem ao nosso pescoço, por minutos, para logo a seguir nos acusarem de não os compreender. Sim, hoje falamos de adolescentes, junte-se a nós e sinta-me menos sozinho (e assustado).
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Thu, 11 Jan 2024 - 22 - “Notícia de última hora: os bebés choram!”
A avó/mãe quer dar uma novidade a todos os pais de primeiros filhos, e a avós que perderam a memória: os bebés choram! É suposto. Não faz mal. Pode enervar, ou melhor, enerva mesmo, mas nem sempre é possível calá-los, nem adivinhar porque é que choram.
Parece um aviso absurdo, mas não é, porque com tantos manuais de auto-ajuda, tantas aplicações de parentalidade, é fácil criar-se a ilusão de que se nos esforçarmos muito podemos acertar sempre, e logo, como se um bebé fosse uma tábua rasa, sem personalidade própria.
Mas oiça o que a mãe de quatro filhos tem a dizer sobre o assunto. É que aqui, na comunidade Birras de Mãe, as pessoas são de carne e osso, acertam, mas também erram, e sobretudo vão aprendendo com o tempo e a experiência.
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Thu, 04 Jan 2024 - 21 - “Deixa a mãezinha escolher os teus desejos!”
Em vésperas de ano novo, a avó/mãe bate o pé: já bastaram 365 dias em que as soluções que propôs para os problemas da filha foram olimpicamente ignoradas, era o que faltava que agora a impedisse de ser ela a formular-lhe os desejos de Ano Novo!
A filha/mãe protesta, recorda que conselhos não solicitados são sempre mal acolhidos, mas acaba por ser “atropelada” pela mãe, que sem vergonha lhe rouba algumas das doze passas. Entre nesta Birra ao vivo e veja com qual das partes mais se identifica nesta guerra de gerações.
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Thu, 28 Dec 2023 - 20 - Sem vergonha ofereça o que foi seu!
Antes de comprar nem que seja um presente de Natal, oiça esta Birra. A nossa proposta vai mudar a sua vida, o seu orçamento e o mundo.
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Thu, 21 Dec 2023 - 19 - Audições para Mãe Natal
Já muita gente disse que o ofício de mãe é o mais exigente de todos, sem hora de entrada ou saída, fins-de-semana ou folgas, e com um ordenado que escandalizaria qualquer sindicato, mas o posto de Mãe Natal, é ainda mais difícil. Oiça a nossa Birra de hoje e descubra quais são as habilitações necessárias para o cargo, e as armadilhas que deve evitar na entrevista de emprego. Boa sorte.
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Thu, 14 Dec 2023 - 18 - Avós, desistam de educar os vossos filhos!
Hoje a guerra entre avó e filha está ao rubro - a avó/mãe acha que devem continuar a educar os seus filhos até que a morte os separe… e mais além, enquanto que a filha/mãe pede antes que confiem. Confiem no trabalho que já fizeram, desistam daquele que não terminaram a tempo e horas, e deixem-nos educar em paz. Mas oiça e, por favor, tome partido!
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Thu, 07 Dec 2023 - 17 - A invasão dos pais helicóptero
Os pais helicópteros, cognome fabuloso, são aqueles que pairam sobre os filhos a par e passo, criando um tal remoinho de vento que os pobres mal conseguem andar pelo seu próprio pé. O termo foi cunhado já em 1969 pelo psicólogo Haim Ginott, “plagiando-o” do testemunho de um miúdo que comparava a mãe a um helicóptero — a culpa é sempre das mães! —, mas aparentemente foram-se multiplicando qual praga de gafanhotos, chegando até à universidade.
Segundo um artigo recente do Expresso, os professores queixam-se de pais que discutem as notas dos seus rebentos de 19 e 20 anos de idade, escrevem a pedir justificações, fazendo com que os seus filhos maiores e vacinados passem por mentecaptos — o resultado, argumentam, é uma crescente imaturidade dos alunos.
Ah, sim, este era assunto para uma conversa acesa em mais um episódio do Birras de Mãe.
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Thu, 30 Nov 2023 - 16 - “O teu ainda não gatinha?”
O que leva as mães a competir umas com as outras, insinuando de forma mais ou menos aberta que os seus filhos vão à frente na corrida (não se sabe para que meta), ou que graças aos seus dotes de parentalidade, “Já dormem a noite inteira”, “Não fazem uma birra”, “Comem sozinhos”?
Há mais razões do que dedos de uma mão: Pode ser curiosidade genuína, sem qualquer intenção de diminuir a interlocutora. Pode ser uma mera constatação, mal interpretada pelas “colegas” mais inseguras. Pode ser porque precisam de um elogio, de uma validação.
Mas — acredita a avó/mãe, na birra de hoje — também pode ser sintoma de uma nova forma de ser mãe e pai, em que a parentalidade é encarada como uma licenciatura ou um mestrado, em que todo o foco é colocado na competição pela nota mais alta. Pais que, tal como diz a psicóloga do Desenvolvimento, Alison Gopnik, tendem a ser mais pais carpinteiros, procurando esculpir a criança, como quem faz uma cadeira ou uma mesa, do que pais jardineiros, que regam e cuidam, mas que sabem que o resultado final não é mérito seu.
A mãe/filha abana a cabeça, não sabe se concorda. Mas oiça a Birra desta semana e decida por si.
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Thu, 23 Nov 2023 - 15 - A nossa crise política explicada às crianças
É nossa obrigação ajudar as crianças e os adolescentes que temos lá em casa a entender as crises políticas. Até porque a convicção de que os políticos são todos uns vigaristas é o slogan dos populistas que mais contribui para desacreditar o bem mais preciosa que temos - a democracia. Vamos lá explicar-lhes o que é a presunção da inocência, a importância da prova, e porque é que a justiça dos tribunais é mais lenta do que aquela que é feita à mesa do café e nalguma comunicação social. Vai ver que entendem depressa se lhes der exemplos de situações reais, tiradas das guerras entre irmãos (“Mãe, foi ele que começou!), ou da escola (“A professora acusou-me de copiar!).
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Thu, 16 Nov 2023 - 14 - Bolas? Só nos semáforos
Hoje vamos falar de bolas. Não as de futebol, nem as de Berlim, mas as bolas de comportamento que continuam a ser usadas nalgumas escolas, felizmente cada vez menos. À sexta-feira os pais recebem esta classificação do comportamento dos filhos, uma bola por cada dia da semana — afixada também na sala de aulas —, como se o professor pretendesse que os pais (que não presenciaram, nem estavam lá) continuassem o castigo pelo sábado e domingo a fora.
A Ana indigna-se com um método que não ajuda ninguém. E, afinal, os comportamentos reprovados são, de facto, maus-comportamentos, ou comportamentos mais do que adequados à idade? Pede-se o impossível e depois castiga-se porque o impossível não foi feito? E, já agora, qual era o adulto que aceitava que afixassem uma tabela pública do seu comportamento no local de trabalho?
Oiça e entre neste debate.
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Thu, 09 Nov 2023 - 13 - “Porque é que ele ainda anda de chucha?”
“Porque é que ele ainda anda de chucha?”, comenta a avó, a meio de um almoço de domingo. E a mãe da criança explode. Porque já se sente tão pressionada e julgada por toda a gente, por que o comentário cai como a gota que faz transbordar o copo.
A birra de hoje é uma birra sobre chuchas, essa invenção que se introduz na vida dos bebés com o objectivo de os sossegar — procurando muitas vezes que ajude a substituir o peito —, mas que a “sociedade” determina que deve ter um ponto final pelos dois anos de idade. Será? Junte-se à discussão.
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Thu, 02 Nov 2023 - 12 - Que tipo de sogra é a sua?
Ah, as sogras! Não podiam escapar às Birras de Mãe. O desafio de hoje é descobrir que tipo de sogra é a sua, ou que tipo de sogra vai ser (informação importante, enquanto é tempo de fugir). A sogra dos Conselhos, que entra em competição aberta com a nora; a Sogra Carente, aquela que se queixa de que “nunca telefonam, nunca dizem nada”, a Sogra Bisbilhoteira, a que é urgente por limites, a Sogra Perfeccionista, que nos vem inspeccionar a casa; a Sogra Mais, a que é uma heroína e foi sempre a melhor a tudo, a Sogra Unicórnio, a que todas queremos ter.
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Wed, 25 Oct 2023 - 11 - Supermulheres
O criador da supermulher era um homem. Mais, era bígamo, ou seja, a mulher que criou é inspirada não numa, mas em duas. E nós, mães, caímos na esparrela e andamos para aqui a tentar voar tão alto como ela, na tentativa de chegar a tudo e a todos, exaustas e culpabilizadas.
Aqui no Birras de Mãe esforçamo-nos para dizer adeus à capa, descer do pedestal e aprender a, genuinamente, partilhar as tarefas domésticas e o cuidado dos filhos. Mas não é fácil e, muitas vezes, somos as nossas próprias inimigas.
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Thu, 19 Oct 2023 - 10 - Joana não comas a papa
As guerras em redor da comida põem os cabelos em pé a uma avó que recorre aos conselhos das Birras de Verão. Porque é que os pais (e em muitos casos os avós) se afligem tanto quando uma criança (que está bem e saudável) não come, e procuram forçar mais uma colher pela goela abaixo apesar dos seus protestos? Estão mesmo preocupados com a “nutrição” do filho, ou usam as refeições para testar o seu poder, levando sem querer a criança a perceber que há pelo menos uma coisa que é ela que controla: o abrir ou não abrir a boca. Descobre assim como esse simples gesto perturba de sobremaneira os pais.
Provavelmente, dizem muitos especialistas, é nestas batalhas à mesa que nascem muitos dos distúrbios alimentares, mas mesmo que as consequências destas cenas não sejam dramáticas, quanto tempo de férias boas se perdem nelas.
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Thu, 03 Aug 2023
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