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Birras de Mãe

Birras de Mãe

Isabel Stilwell e Ana Stilwell

Nestas Birras de Mãe discutem, sem sombra de politicamente correcto, medos, irritações, perplexidade, raivas e mal-entendidos entre gerações.

112 - Birras com Margarida Gaspar de Matos. “O medo é o maior inimigo da parentalidade saudável”
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  • 112 - Birras com Margarida Gaspar de Matos. “O medo é o maior inimigo da parentalidade saudável”

    Para Margarida Gaspar de Matos, psicóloga, professora universitária e coordenadora do Observatório de Saúde Psicológica e Bem-estar, o medo é o maior inimigo de uma parentalidade saudável. É o medo que nos leva a agir de forma desesperada e pouco sustentável a longo prazo. Para a especialista em adolescentes, o medo não só cria mais medo como, muitas vezes, transforma-se em raiva, que não faz bem a nada, nem a ninguém. E qual é o antídoto? Criar uma relação de proximidade e diálogo com os nossos filhos, uma relação que se alimenta desde que são pequenos, muito antes do início dos anos conturbados da puberdade.

    Neste episódio Ana e Isabel Stilwell fecharam-se no estúdio do Público com uma das maiores especialistas portuguesas em adolescentes, para tentar perceber o que leva alguém a interessar-se tão a fundo por uma fase da vida que a maioria dos adultos quer trancada num armário. E, claro, a tentarem saber que informação privilegiada traz das trincheiras.

    O resultado foi uma conversa tão interessante como útil. Desde dar a conhecer os vários projectos que coordena, a reflectir sobre a crescente dificuldade dos jovens em arriscar ou a carga e pressão absurda que lhes é imposta. Mas, claro, a dupla do Birras não a podia deixar ir embora sem saber como foi a sua própria infância e, igualmente importante, qual foi a sua maior birra!

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    Thu, 05 Feb 2026
  • 111 - Choramos de menos, o que merece uma birra!

    Sabe entre que horas e que horas choramos? Vai ter de ouvir esta Birra para descobrir a resposta, mas o que lhe podemos desde já garantir é que as lágrimas têm uma função importantíssima e que as andamos a reprimir demais. E, como os nossos filhos e netos são esponjas, aprendendo muito mais com o que fazemos do que com os sermões que lhes pregamos, se continuarmos assim vão herdar esta critica implícita ao choro, esta vergonha.

    Os bebés só produzem lágrimas a partir do primeiro mês de vida, mas quando as vemos cai-nos o coração aos pés. É suposto. Estamos programados para que nos sensibilizem e nos unam na nossa humanidade comum, mas houve quem desse a volta à história e interpretasse mal esse seu poder. As mulheres são as primeiras vítimas, acusadas de as utilizar para “manipular” os outros, e esse é, em dúvida nenhuma, motivo sério para chorarmos todos! 

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    Thu, 29 Jan 2026
  • 110 - Os verdadeiros viciados nos ecrãs são os avós

    “Deixe lá o tempo que os seus filhos gastam no telemóvel, preocupe-se antes com a dependência dos seus pais!” — é mais ou menos assim o alerta da revista Economist, repto que o Birras de Mãe levou muito a sério.

    Pois é, andamos de olhos postos nos adolescentes, mas são os mais velhos que estão mais dependentes dos ecrãs.

    Se, por um lado, o mundo virtual veio ajudá-los a manterem-se em contacto com a família e os amigos, por outro tornou-os vítimas fáceis de burlas e, claro, de fake news que lhes dão a impressão de que o mundo é um lugar perigoso, promovendo um maior isolamento.

    Mas, seja em que idade for, a causa da dependência é sempre a mesma: a falta de desafios reais mais aliciantes, a solidão. E, quanto a isso, filhos e netos podem fazer muito.

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    Thu, 22 Jan 2026
  • 109 - “Senti o bebé mexer dentro de mim!”

    O dia em que sentimos pela primeira vez o bebé mexer-se fica-nos para sempre na memória — por muitos testes de gravidez positivos, por muitas ecografias feitas, este é o instante em que tomamos consciência de que, realmente, temos uma vida cá dentro.

    Aristóteles postulou que era o instante em que a alma entrava no corpo do feto, e ao longo de muitos séculos era o “quickening” que confirmava uma gravidez, sendo celebrado publicamente, se a mãe fosse rainha...

    Não vai querer deixar de ouvir a Birra de hoje, em que falamos sobre o feto de apenas dez centímetros e 100 gramas, mas que chucha no dedo e começa a mover-se motu proprio, e do efeito desta revolução em quem o traz dentro de si.

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    Thu, 15 Jan 2026
  • 108 - Birras com... Constança Cordeiro Ferreira: “As necessidades dos pais não são responsabilidade dos filhos”

    A nossa convidada de hoje é uma “fada dos bebés” — Constança Cordeiro Ferreira licenciou-se em Ciências da Comunicação, um curso muito diferente da pediatria escolhida pelo pai e pelo avô, mas acabou por não resistir ao choro inconsolável dos mais pequeninos e ao desejo de ajudar os pais a navegar a parentalidade. Em conjunto com uma equipa multidisciplinar, criou o Centro do Bebé, e é do conhecimento da ciência e da sabedoria da experiência (é também mãe de três filhos) que é feita esta Birra.

    Lembra-nos que, na ânsia de racionalizar e controlar tudo, esquecemos que os bebés estão “programados” para chorar, e as mães para lhes pegar, procurando instintivamente consolá-los. Inibir esta resposta emocional tem consequências, mas a verdade, diz Constança Cordeiro Ferreira, é o que muitas mães dão por si a fazer, ameaçadas (às vezes, com a melhor das intenções, pelos próprios avós) de que, se não forem rigorosas com a “educação” do recém-nascido, o suposto mau comportamento se vai prolongar pela vida fora... Com o humor que a caracteriza, recorda, no entanto, que “não são decisões para se tomar às cinco da manhã. Às cinco da manhã, tomam-se as decisões preguiçosas, aquelas que permitem que todos consigam o que é fundamental: dormir!”

    Acusando-se de ser demasiado mãe-galinha, deixa-nos uma extraordinária reflexão: assegurar as nossas necessidades não é obrigação dos nossos filhos. Não está na agenda eles preocuparem-se se a mãe dorme, ou come, se faz exercício ou tem tempo para si. Essa é a responsabilidade do adulto. E assegura que, quando lhe falam em crianças tiranas, pensa sempre é que há ali um adulto que se demitiu — não para o condenar, mas para lhe oferecer ajuda, sem julgamento. Entre nesta nossa primeira Birra do ano, a primeira de muitas, porque motivos para birras não faltarão em 2026.

    Esta é uma birra especial: queremos conhecer a infância das pessoas que admiramos, descobrir como contribuiu para que se tenham tornado as pessoas fantásticas que são. Perceber como influenciou a forma como pensam a parentalidade, como educam os seus próprios filhos. E, claro, levá-los a confessar as birras que fizeram.

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    Thu, 08 Jan 2026
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