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BORORÓ: a música no Brasil do século XX

Programa semanal sobre a história da música no Brasil do século XX, produzido e apresentado por Alexandre da Maia e Raphael Dorsa Neto. Produção e locução das vinhetas: Fábio Iarede (@podcastdofiarede). O Bororó é transmitido todas as segundas-feiras, 21h, com reprise nas quartas-feiras, 11h, na Rádio Cultura FM de Brasília - 100,9 FM, a rádio pública do Distrito Federal. Aqui a gente conversa sobre pessoas, movimentos, ritmos, gravadoras, lugares e tudo aquilo que interessa à história da música brasileira do século XX. Afinal, Bororó também é cultura.
- 98 - Episódio 91 - Balaio de Gato, vol. 8Mon, 18 May 2026 - 1h 03min
- 97 - Episódio 90 - Zé Luís em ManhatãMon, 18 May 2026 - 1h 28min
- 96 - Episódio 89 - Zé LuísMon, 18 May 2026 - 1h 05min
- 95 - Episódio 88 - Zé Luís (Lado B)Mon, 18 May 2026 - 1h 04min
- 93 - Episódio 86 - Tom Zé
Tom Zé é um dos mais importantes artistas de nossa história. Um dos cérebros por trás do Tropicalismo, ele fez sua carreira à margem de Caetano, Gil, Gal etc. Tido como "maldito", Tom Zé foi redescoberto por David Byrne e com isso conseguiu uma projeção internacional em sua carreira.
Um dos grandes da história da música brasileira.
Mon, 18 May 2026 - 1h 00min - 92 - Episódio 85 - Dom Salvador
O Bororó presta um tributo a Dom Salvador, um dos inventores da linguagem do samba-jazz na música popular, assim como foi um dos precursores do samba-funk e do samba-soul. Radicado em Nova York há décadas, Dom Salvador é um dos nossos maiores pianistas e fez história como músico. arranjador e compositor.
Bororó também é cultura.
Fri, 17 Oct 2025 - 58min - 87 - Episódio 82 - Hermeto PascoalThu, 25 Sep 2025 - 1h 01min
- 86 - Episódio 81 - Angela Ro RoThu, 25 Sep 2025 - 1h 08min
- 85 - Episódio 80 - O TerçoThu, 25 Sep 2025 - 55min
- 82 - Episódio 79 - O Africanto dos Tincoãs: 50 anosFri, 19 Sep 2025 - 45min
- 80 - Episódio 77 - Manual do Ed Motta, volume 5Wed, 20 Aug 2025 - 1h 05min
- 79 - Episódio 76 - Manual do Ed Motta, volume 4Wed, 13 Aug 2025 - 1h 09min
- 78 - Episódio 75 - Manual do Ed Motta, volume 3Tue, 05 Aug 2025 - 1h 05min
- 77 - Episódio 74 - Manual do Ed Motta, volume 2
No segundo volume da série dedicada ao mestre Ed Motta, o Bororó analisa mais três discos de sua carreira: "Manual prático para festas, bailes e afins, volume 1" (1997), "As segundas intenções do manual prático (2000) e o extraordinário "Dwitza" (2002), quando Ed começa a trilhar uma carreira internacional, aproximando seu som da linguagem do jazz.
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Wed, 30 Jul 2025 - 1h 02min - 76 - Episódio 73 - Di Melo 50 anos
Este episódio do Bororó é dedicado mais uma vez a um disco importante da música brasileira. "Di Melo", lançado em 1975, presta um tributo aos 50 anos de lançamento de um disco atemporal do artista pernambucano.
O primeiro disco do recifense Roberto de Melo Santos, "o imorrível" Di Melo, segue vivo e suingando em qualquer festa ou pista de dança pelo Brasil afora.
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Wed, 23 Jul 2025 - 1h 02min - 75 - Episódio 72 - Manual do Ed Motta, volume 1
Ed Motta é um dos nossos gênios. Cantor, compositor, arranjador, produtor e multi-instrumentista, ele atua em todas as fases da construção de sua obra com muito zelo e de forma meticulosa.
O Bororó começa aqui uma série dedicada a Ed Motta em 5 episódios, abordando sua longa e extensa discografia.
Ed Motta é um dos orgulhos da música brasileira, e o Bororó fará um tributo à altura desse artista completo.
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Mon, 21 Jul 2025 - 1h 07min - 73 - Episódio 70 - Asdrúbal Trouxe o Trombone
O Asdrúbal Trouxe o Trombone foi uma trupe de teatro com atuação multimídia - no tempo em que essa expressão sequer fazia parte da nossa vida.
Hamilton Vaz Pereira, Regina Casé, Evandro Mesquita, Luiz Fernando Guimarães, Patrícia Travassos e outros fizeram um crossover entre as artes cênicas e musicais, com uma interface entre o teatro e a música que rendeu frutos importantes para a cultura brasileira.
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Fri, 11 Jul 2025 - 1h 02min - 71 - Episódio 69 - Itamar Assumpção
O Episódio 69 do Bororó trata de um ícone da vanguarda paulistana. Itamar Assumpção foi um gigante da nossa música e sua obra permanece atual - como sempre esteve.
O Bororó presta uma homenagem a um dos maiores de nossa música - muitas vezes tido como parte dos "malditos", mas com uma influência significativa nas transformações e nas vivências da nossa arte.
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Mon, 07 Jul 2025 - 1h 05min - 70 - Episódio 68 - Plebe RudeWed, 18 Jun 2025 - 1h 04min
- 69 - Episódio 67 - -Tavito
Tavito foi um músico fundamental na construção do som que viria a caracterizar o chamado Clube da Esquina. Apesar de ter feito poucos discos solo e de dedicar boa parte de sua vida ao trabalho de publicidade na música, Tavito compôs canções fundamentais para a história da música brasileira.
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Fri, 13 Jun 2025 - 1h 00min - 68 - Episódio 66 - Francisco Mignone
Hoje o nosso programa é dedicado ao pianista, compositor e regente brasileiro Francisco Mignone.
Mignone foi professor de regência no Instituto Nacional de Música e diretor do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O programa traz suas composições e sua importância para a história de nossa música.
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Fri, 13 Jun 2025 - 1h 08min - 67 - Episódio 65 - Todos os Santos de MoacirFri, 13 Jun 2025 - 1h 05min
- 66 - Episódio 64 - Moacir de Todos os Santos
Neste terceiro programa dedicado ao Maestro Moacir Santos, vemos como ele se torna professor daquelas e daqueles que se tornariam baluartes da música brasileira, sobretudo da Bossa Nova. O programa aborda também a mudança de Moacir Santos e Cleonice, sua esposa, para os Estados Unidos, assim como os discos gravados e lançados pela Blue Note nos anos 70.
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Fri, 23 May 2025 - 1h 17min - 62 - Episódio 61 - Marília Pêra. "Feiticeira" 50 anos
Este é o primeiro episódio do Bororó destinado a um disco. O escolhido para esse momento é o "Feiticeira", disco lançado há 50 anos pela talentosíssima Marília Pêra.
Raphael Dorsa nos presenteia com um episódio com muitos detalhes sobre o disco e sobre essa artista multifacetada, mais conhecida pela sua presença forte como uma grande atriz, mas que também enveredou com talento pelo mundo da música.
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Thu, 01 May 2025 - 53min - 60 - Episódio 59 - Black music - Soul brasileiro (Lado A)
O Bororó de hoje começa uma série dedicada a um movimento. Vamos falar do funk e do soul brasileiros, com ênfase no que acontece entre fins dos anos 60 e o começo da década de 70. Falaremos de artistas como Tim Maia, Cassiano, Tony Tornado e tantos outros que colaboraram com a cena black brasileira, incluindo o movimento Black Rio e a criação da Chic Show, em São Paulo.
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Tue, 15 Apr 2025 - 1h 03min - 59 - Episódio 58 - Erasmo Carlos (Lado B)Tue, 08 Apr 2025 - 1h 25min
- 58 - Episódio 57 - Erasmo Carlos (Lado A)
O Bororó de hoje é o primeiro de uma série de dois episódios dedicados a ERASMO CARLOS, um dos compositores mais importantes da história da nossa música popular.
Alexandre da Maia trata hoje das origens, das primeiras gravações com The Snakes e Renato e Seus Blue Caps, passando pelo período do Iê-Iê-Iê representado pelo programa Jovem Guarda até chegarmos no "Carlos, Erasmo...", de 1971.
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Tue, 01 Apr 2025 - 58min - 50 - Episódio 49 - Ana Mazzotti
Ana Mazzotti nasceu em Caxias do Sul, mas foi criada em Bento Gonçalves. Desde muito criança despertou interesse por música, tocando harmônio, acordeom, violão e finalmente o piano, instrumento pelo qual ficaria conhecida pela sua habilidade e virtuosismo.
De cantora a regente do coral da igreja local, Ana Maria Mazzotti (1950-1988), ainda adolescente, criou seus primeiros grupos até fundar com o seu marido, o baterista Romildo T. Santos, o grupo Desenvolvimento, para tocar em bailes.
Neste episódio, Alexandre da Maia nos mostra a trajetória da cantora, compositora, multi-instrumentista e arranjadora, cuja obra desperta cada vez mais interesse na pesquisa musical contemporânea.
Tue, 04 Feb 2025 - 1h 00min - 49 - Episódio 48 - Linda & Dircinha Batista
Linda e Dircinha Batista foram duas das mais importantes vozes da música popular brasileira no século XX, moldando a identidade da canção nacional durante as décadas de 1930, 1940 e 1950. Nascidas no Rio de Janeiro, em uma família de forte inclinação musical, as irmãs se destacaram por suas interpretações marcantes, carisma e contribuições essenciais ao rádio, que era o principal veículo de difusão cultural da época.
Linda Batista, a mais velha, ficou conhecida como "A Rainha do Rádio", título que conquistou por onze anos consecutivos, entre 1937 e 1948, em um feito histórico. Dona de uma voz aveludada e expressiva, interpretou clássicos como "Vingança" (Lupicínio Rodrigues), sucesso absoluto em 1951, e "Ninguém Me Ama" (Fernando Lobo e Antônio Maria), um dos maiores sambas-canção do período.
Dircinha Batista, mais jovem e igualmente talentosa, iniciou sua carreira ainda criança, consolidando-se como uma das maiores intérpretes da era do rádio. Sua versatilidade permitiu transitar entre sambas e marchinhas de carnaval, imortalizando canções como "Se Eu Morresse Amanhã" (Benedito Lacerda e Nelson Gonçalves) e "A Mulher que Ficou na Taça" (Lourival Faissal e J. Júnior). Foi aclamada como uma das vozes mais afinadas de sua geração.
As irmãs Batista representaram o auge do glamour da música brasileira no rádio, mas também viveram o declínio dessa era, à medida que a indústria fonográfica e a televisão ganharam força. Suas trajetórias, marcadas por êxitos e desafios pessoais, refletem a transição cultural do Brasil no século XX. Linda e Dircinha permanecem como símbolos de uma época em que o rádio era a alma da música popular brasileira.
Tue, 28 Jan 2025 - 1h 03min - 48 - Episódio 47 - Alberto Nepomuceno
Alberto Nepomuceno (1864–1920) é amplamente reconhecido como um dos precursores do nacionalismo musical no Brasil, estabelecendo as bases para que a música erudita brasileira incorporasse elementos das tradições populares e regionais do país. Cearense de nascimento, ele foi um dos primeiros compositores a romper com o colonialismo cultural que marcava a música erudita brasileira no final do século XIX, desafiando o predomínio exclusivo das tradições europeias. Nepomuceno acreditava que a música brasileira precisava refletir sua própria identidade, ideia que expressou ao incluir temas do folclore, ritmos típicos e melodias nacionais em suas obras.
Entre suas contribuições mais marcantes, destaca-se sua luta para que a língua portuguesa fosse aceita no canto lírico, contrariando a prática habitual de se cantar exclusivamente em italiano, francês ou alemão. Obras como "O Garatuja"(1904), sua ópera inacabada baseada em José de Alencar, e canções como "Galhofeira", revelam essa busca por um som genuinamente brasileiro. Além disso, Nepomuceno também se destacou como organista e regente, tendo estudado e atuado em importantes centros musicais da Europa, como Paris, Leipzig e Roma, antes de retornar ao Brasil.
Sua importância vai além de sua obra individual: ele foi um mentor e influenciador de toda uma geração de compositores, incluindo Heitor Villa-Lobos, que mais tarde expandiria os ideais nacionalistas defendidos por Nepomuceno. Sua música e sua visão o posicionam como um verdadeiro pioneiro na construção de uma identidade musical brasileira, sendo uma figura essencial para compreender os rumos da música no país no início do século XX.
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Tue, 21 Jan 2025 - 1h 07min - 47 - Episódio 46 - Oscar Lorenzo Fernández
Oscar Lorenzo Fernández (1897-1948) foi um dos mais notáveis compositores brasileiros do século XX, sendo uma figura central na música erudita nacional. Carioca de nascimento, Fernández construiu uma obra marcada pelo equilíbrio entre a tradição europeia e as influências da música popular e folclórica brasileira. Esse diálogo entre os universos musicais refletia não apenas a busca por uma identidade cultural brasileira, mas também seu domínio técnico e sua sensibilidade artística.
Formado no Instituto Nacional de Música, Lorenzo Fernández foi aluno de mestres como Henrique Oswald e Francisco Braga, de quem herdou o rigor técnico e a valorização da melodia. Fundador do Conservatório Brasileiro de Música em 1936, Fernández não apenas formou gerações de músicos, mas também ajudou a estruturar o ensino da música no Brasil.
Sua obra mais conhecida, a "Batuque" (terceiro movimento da suíte Reisado do Pastoreio, de 1930), tornou-se um marco do nacionalismo musical brasileiro. Nesse movimento, Lorenzo Fernández explora ritmos afro-brasileiros com uma escrita orquestral vibrante, conquistando projeção internacional. A peça foi amplamente executada em palcos estrangeiros, evidenciando a força e a originalidade de sua linguagem.
Além disso, sua produção abrangeu canções, obras corais, música de câmara e sinfônica. Entre os destaques estão o poema sinfônico "Impressões da Vida Sertaneja", inspirado na literatura regionalista, e o Concerto para Piano e Orquestra em Mi maior, que demonstra sua habilidade em equilibrar virtuosismo e lirismo.
Apesar de sua morte precoce, aos 51 anos, Lorenzo Fernández deixou um legado essencial para a música brasileira. Sua obra reflete o Brasil de sua época: uma nação em busca de afirmação cultural, mas profundamente conectada às suas raízes populares.
Bororó também é cultura.
Thu, 16 Jan 2025 - 59min - 44 - Episódio 43 - Balaio de Gato (Volume 5)Thu, 09 Jan 2025 - 53min
- 42 - Episódio 41 - Balaio de Gato (Volume 3)Mon, 09 Dec 2024 - 52min
- 36 - Episódio 35 - Cátia de França (Lado B)
Este é o segundo episódio dedicado à cantora e compositora Cátia de França, com a continuidade de uma entrevista exclusiva a Raphael Dorsa Neto.
Cátia de França consolidou-se como uma artista de vanguarda na música brasileira, com uma trajetória marcada pela originalidade e pela constante renovação estética. Ao longo de sua carreira, ela se manteve fiel às suas raízes nordestinas, ao mesmo tempo em que expandia suas referências, dialogando com a música popular urbana, a literatura e as tradições regionais, sem perder o caráter inventivo.
Nos anos seguintes ao lançamento de "20 Palavras ao Redor do Sol", Cátia de França seguiu explorando seu talento multifacetado. Além de suas composições sofisticadas e liricamente complexas, Cátia se destaca como instrumentista virtuosa, tocando desde o violão e o piano até a sanfona, um instrumento icônico do Nordeste brasileiro. A riqueza sonora de sua música reflete sua profunda compreensão dos ritmos e formas tradicionais do sertão, que ela mescla com elementos da música afro-brasileira, do jazz, do blues e da bossa nova.
Um exemplo claro dessa fusão estilística aparece no álbum "Feliz Demais" (1985), que demonstra uma maior liberdade criativa e uma ampliação de seu repertório musical. O disco traz canções com arranjos mais elaborados, flertando com o experimentalismo sonoro, mas mantendo o compromisso com a música popular nordestina. Cátia nunca deixou de explorar suas raízes, mas seu espírito livre a levou a navegar por mares sonoros amplos, resultando em uma discografia cheia de nuances e de colaborações com grandes nomes da MPB, como Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo.
Outro trabalho importante é o álbum "Avatar" (1997), no qual Cátia continua seu diálogo com o imaginário popular e a literatura, abordando questões de identidade, ecologia e resistência cultural. Sua voz, sempre profunda e envolvente, é o fio condutor dessa obra que ecoa a força telúrica do sertão e ao mesmo tempo reflete sobre os desafios contemporâneos, sempre com uma sensibilidade poética e uma abordagem inovadora.
Mesmo após mais de quatro décadas de carreira, Cátia de França continua sendo uma figura essencial para a compreensão da música popular brasileira, especialmente no que diz respeito à produção nordestina. Seu estilo único, que combina o local e o universal, a tradição e a modernidade, faz dela uma artista cuja obra é fundamental para quem busca entender a pluralidade e a riqueza cultural do Brasil. Cátia permanece como uma referência para novas gerações de músicos e um exemplo de como a música pode ser um veículo de identidade, resistência e inovação artística.
Bororó também é cultura.
Mon, 28 Oct 2024 - 55min - 35 - Episódio 34 - Cátia de França (Lado A)
Cátia de França é uma das mais singulares vozes da música brasileira, especialmente conhecida por seu trabalho como compositora, cantora e multiinstrumentista.
Nascida em João Pessoa, na Paraíba, em 1947, Cátia traz em sua obra uma forte conexão com as raízes culturais nordestinas, misturando elementos da música popular regional, como o coco, o baião e o forró, com influências da MPB e da literatura brasileira. Sua carreira é marcada pela fusão criativa de música e poesia, sendo frequentemente inspirada por escritores como João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa.
Seu álbum de estreia, "20 Palavras ao Redor do Sol"(1979), é uma obra de referência para quem busca compreender a riqueza da música nordestina reinterpretada no contexto da década de 1970. O disco é um mosaico de ritmos regionais, com letras que dialogam com a tradição literária brasileira, especialmente com a obra de João Cabral, como em “Coito das Araras”. Essa capacidade de aliar a força poética de grandes escritores com uma musicalidade sofisticada fez de Cátia uma figura de culto entre os admiradores da música nordestina e da MPB.
Outro marco em sua discografia é o álbum “Estilhaços” (1980), onde sua habilidade de traduzir o cotidiano e a cultura do sertão nordestino em músicas vibrantes e engajadas se aprofunda. Ao longo dos anos, Cátia de França seguiu desafiando convenções, misturando gêneros, explorando novas sonoridades e mantendo um vínculo com a cultura nordestina que a alimenta artisticamente.
Embora menos conhecida do grande público, Cátia é admirada por sua autenticidade e por sua dedicação à experimentação artística. Sua obra ecoa a força da tradição e a liberdade da criação contemporânea, posicionando-a como uma das artistas mais respeitadas e inovadoras do cenário brasileiro.
Raphael Dorsa Neto apresenta o Lado A dessa grande artista brasileira com uma entrevista especial, realizada no estado do Rio de Janeiro. Acompanhe a partir de agora essa homenagem do Bororó a Cátia de França.
Sun, 20 Oct 2024 - 59min - 33 - Episódio 32 - Candeia
Candeia, nascido Antônio Candeia Filho, foi um dos maiores compositores e intérpretes do samba, especialmente dentro da vertente do samba de raiz e do samba-enredo, marcando profundamente a história do gênero. Candeia tinha uma sensibilidade única para retratar as vivências do povo negro, a luta por dignidade e a preservação das tradições do samba e da cultura afro-brasileira.
Nascido em 17 de agosto de 1935, no bairro de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, ele cresceu imerso no universo do samba, sendo filho de um mestre de capoeira e sambista, o que desde cedo o ligou às tradições negras e populares. Começou sua trajetória na escola de samba Portela, uma das mais tradicionais do Rio, para a qual compôs sambas-enredo memoráveis. Um dos mais marcantes foi o enredo “Seis Datas Magnas” (1957), que lhe rendeu o primeiro campeonato da escola e destacou seu talento.
Além de seu papel na Portela, Candeia também se destacou por sua carreira solo. Um momento crucial em sua vida ocorreu em 1965, quando foi baleado em um confronto com um policial, o que o deixou paraplégico. Esse evento foi transformador, pois embora tenha limitado sua mobilidade física, não diminuiu sua veia criativa, e ele usou sua música para fortalecer suas lutas por igualdade racial e valorização da cultura afro-brasileira.
Sua discografia é um tesouro para qualquer amante do samba. O álbum “Axé! Gente Amiga do Samba” (1978) é um dos pontos altos de sua obra, onde Candeia expressa seu amor pelo samba de roda, a cultura popular e a religiosidade afro-brasileira, especialmente o candomblé. Outra obra essencial é o disco “Samba de Roda” (1975), em que ele aprofunda ainda mais as raízes do samba tradicional, trazendo um resgate dos sambas de terreiro e das rodas de partido alto.
Candeia também foi um ativista cultural e um dos fundadores do Grêmio Recreativo de Arte Negra Escola de Samba Quilombo, em 1975. Esse projeto tinha como objetivo resgatar a essência das escolas de samba, que, segundo ele, estavam se afastando de suas raízes comunitárias e culturais em prol de uma maior comercialização e espetáculo. O Quilombo defendia a participação da comunidade e a preservação das tradições afro-brasileiras.
Entre suas composições mais conhecidas estão canções como “Preciso Me Encontrar”, uma de suas obras-primas, eternizada pela gravação de Cartola e também famosa na voz de Marisa Monte, e “Testamento de Partideiro”, onde declara seu orgulho de ser sambista e partideiro, celebrando a força do samba como símbolo de resistência.
Candeia morreu jovem, aos 43 anos, em 1978. Ele foi um poeta do samba que expressou com profundidade a luta e o orgulho do povo negro, e sua música permanece uma referência fundamental para quem busca entender o verdadeiro espírito do samba.
Mon, 07 Oct 2024 - 55min - 32 - Episódio 31 - Nelson Cavaquinho
Nelson Cavaquinho é uma das figuras mais emblemáticas e profundas da história do samba brasileiro. Nascido Nelson Antônio da Silva em 29 de outubro de 1911, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, ele moldou o samba com uma sensibilidade crua e honesta que refletia tanto sua vida difícil quanto suas reflexões sobre o tempo, a morte e a existência humana. Ao contrário de muitos sambistas que celebravam o lado festivo do gênero, Nelson caminhou na contramão, criando uma obra marcada pela melancolia e pelo lirismo profundo.
Embora seu nome artístico faça referência ao cavaquinho, Nelson foi um mestre no violão. Curiosamente, ele desenvolveu uma técnica única de tocar violão utilizando apenas dois dedos da mão direita, algo que, embora limitado tecnicamente, lhe permitiu criar um estilo inconfundível. Sua música, com harmonia simples e melodias diretas, valorizava as letras, onde residia o coração de sua arte.
Nelson Cavaquinho cresceu em um Rio de Janeiro onde o samba ainda estava ganhando as ruas e as rodas de samba se tornavam o centro das atividades culturais das comunidades. Seu envolvimento com a Mangueira, uma das escolas de samba mais tradicionais, foi um ponto de virada em sua vida e carreira. Na Mangueira, ele se aproximou de outros gigantes do samba, como Cartola e Carlos Cachaça, e foi ali que encontrou o ambiente propício para compor algumas das suas canções mais memoráveis.
O que faz Nelson Cavaquinho singular no panteão do samba é a sua obsessão com temas como a efemeridade da vida, a morte e a desilusão. Em canções como "A Flor e o Espinho", composta em parceria com Guilherme de Brito e Alcides Caminha, há uma profunda reflexão sobre o sofrimento e a inevitabilidade da dor na experiência humana. A letra, que diz "tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor", sintetiza essa visão amarga e poética da vida, uma visão que permeia grande parte de sua obra.
Sua parceria com Guilherme de Brito foi uma das mais frutíferas da música brasileira. Juntos, criaram uma vasta obra de sambas que se tornaram verdadeiros hinos, não apenas para o público, mas para as rodas de samba e os grandes intérpretes da música popular brasileira. Essa união de talentos resultou em clássicos que equilibravam simplicidade melódica e complexidade emocional, algo raro e precioso no cenário musical.
Nelson era um homem de hábitos simples, que viveu a maior parte de sua vida sem os luxos ou o reconhecimento que suas composições mereciam. Apenas mais tarde em sua carreira, já na década de 1970, ele começou a ganhar o devido reconhecimento, com artistas renomados gravando suas músicas e levando seu nome para um público maior. Sua participação em discos importantes e documentários ajudou a consolidar sua posição como um dos grandes mestres do samba.
Embora tenha enfrentado muitas dificuldades ao longo da vida, inclusive com o alcoolismo, que marcou sua trajetória pessoal e artística, Nelson nunca perdeu a capacidade de transformar a dor em beleza. Suas canções são monumentos à condição humana, especialmente à fragilidade e à impermanência da vida. Ao ouvir sua obra, é impossível não se sentir tocado pela honestidade emocional que ele colocava em cada verso.
Nelson Cavaquinho morreu em 18 de fevereiro de 1986, deixando um legado que vai muito além do samba. Suas canções são verdadeiros poemas musicais que falam de uma filosofia de vida, de aceitação e de compreensão das limitações humanas. Nelson enxergava o mundo com olhos de poeta, e seu talento estava em expressar isso de maneira tão simples quanto profunda.
Se o samba pode ser visto como a alma do Brasil, Nelson Cavaquinho foi o cronista das suas sombras, das suas tristezas e das suas belezas mais silenciosas. Sua obra, mesmo mergulhada em temas dolorosos, encontra beleza no sofrimento e faz da melancolia um instrumento de conexão humana. Cada acorde e cada verso de suas músicas são como um espelho para a alma daqueles que o ouvem, um lembrete de que, mesmo na dor, há poesia.
Mon, 30 Sep 2024 - 55min - 31 - Episódio 30 - Elton Medeiros
Elton Medeiros (1930–2019) foi um dos mais importantes compositores e sambistas brasileiros, reconhecido por sua contribuição à música popular brasileira, especialmente ao samba, mas não apenas a ele.
Nascido no Rio de Janeiro, Elton cresceu no ambiente do samba e do carnaval, influenciado pelas rodas de samba de bairros como Glória e Lapa. Sua carreira foi marcada pela parceria com grandes nomes da música brasileira, como Paulinho da Viola, Candeia, Cartola e Zé Keti, todos em grande medida graças ao Zicartola, casa fundamental para a construção de grupos e espetáculos musicais, como o "Rosa de Ouro", que recupera a grande cantora Aracy Cortes e lança Clementina de Jesus como artista.
Elton Medeiros foi um compositor que sempre prezou pela qualidade poética e melódica de suas canções, criando sambas clássicos como "O Sol Nascerá" (com Cartola), "Coração Vulgar" e "Pressentimento" (com Hermínio Bello de Carvalho).
Sua obra é marcada por uma profunda sensibilidade e capacidade de traduzir as emoções do cotidiano em letras comoventes e melodias refinadas, que o tornaram um ícone no cenário do samba. Ao longo de sua vida, Elton Medeiros preservou as raízes do samba, mas também soube inovar, o que garantiu seu lugar entre os grandes nomes da música popular brasileira.
Sun, 22 Sep 2024 - 57min - 30 - Episódio 29 - Zé Keti
Zé Keti, nascido em 16 de setembro de 1921, completaria 103 anos HOJE. Claro que o BORORÓ e a Rádio Cultura de Brasília não ficariam de fora dessa celebração. Afinal, a música de Zé Keti é uma celebração da alma carioca e da luta do povo.
Compositor, cantor e um dos maiores sambistas do Brasil, Zé Keti foi um cronista musical das favelas, das rodas de samba e das injustiças sociais, tornando-se uma voz fundamental na resistência cultural do país.
Seu legado é vasto e repleto de obras que refletem a vida cotidiana dos trabalhadores, dos boêmios e dos marginalizados. Músicas como "A Voz do Morro", "Mascarada" e “Opinião" tornaram-se hinos da resistência e expressões genuínas das lutas sociais. Ele foi um dos protagonistas do espetáculo “Opinião", um marco na história do teatro brasileiro que uniu música e política em plena ditadura militar, mostrando que a arte podia ser uma poderosa forma de protesto.
Zé Keti não apenas compôs sambas inesquecíveis, mas também ajudou a construir uma identidade musical brasileira que ecoa até hoje. Seu estilo único, que mistura alegria e melancolia, resistência e celebração, continua a inspirar novas gerações de músicos e amantes do samba.
Celebrar os 103 anos de Zé Keti é celebrar o poder transformador da música e a persistência de um homem que, através de suas canções, deu voz aos invisíveis e eternizou as paisagens humanas do Rio de Janeiro.
Seu legado permanece vivo nas rodas de samba, nos corações dos que lutam por justiça e na história da música brasileira. Zé Keti é e sempre será a voz do morro. a voz do povo.
Bororó também é cultura.
Mon, 16 Sep 2024 - 55min - 26 - Episódio 25 - Erlon Chaves
Erlon Chaves foi um artista completo. Começou como cantor e ator mirim e tornou-se um menino prodígio. Estudou piano, arranjo, harmonia e tornou-se um dos maestros mais requisitados do rádio e da televisão brasileira.
O Maestro Erlon Chaves foi fundamental para a construção de uma identidade musical para a TV brasileira, que naquele período dava seus primeiros passos.
Compôs o tema de abertura do Festival Internacional da Canção e tornou-se com o tempo seu maestro e arranjador. Em 1970, no V Festival Internacional da Canção, a apresentação de Erlon Chaves e sua Banda Veneno na final do evento provocou a ira de parte da sociedade e da polícia em plena ditadura militar. Contamos essa história em detalhes no programa, de forma a mostrar o racismo e a truculência da qual Erlon Chaves foi vítima.
Mas enquanto houver memória musical brasileira, a obra de Erlon Chaves jamais será esquecida.
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Fri, 16 Aug 2024 - 55min - 20 - Episódio 19 - Newton Mendonça
O BORORÓ desta semana é dedicado a um dos compositores que ajudaram a moldar a música brasileira a partir de meados dos anos 50.
NEWTON MENDONÇA tocava vários instrumentos, destacou-se como pianista e compôs maravilhas da nossa música popular, como "Desafinado", "Samba de uma nota só", "Meditação", "Caminhos cruzados", "Foi a noite", essas com seu parceiro Tom Jobim.
Vamos falar do processo de composição da dupla e desmistificar a ideia de que Newton Mendonça seria apenas um "letrista" de canções de Tom.
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Fri, 05 Jul 2024 - 58min - 19 - Episódio 18 - Letieres Leite (& Orkestra Rumpilezz)
O BORORÓ desta semana é dedicado ao Professor Luminoso. Vamos falar daquele Maestro que inventou uma linguagem musical, por meio do diálogo entre a tradição da música matricial africana e o modelo europeu de pensar a música.
LETIERES LEITE dedicou sua vida para mostrar que as músicas nacionais das Américas são o resultado da mistura da música matricial africana com os sons locais, quer dos povos originários, quer dos colonizadores.
A inovação musical que aposta no diálogo entre a ancestralidade e a chamada "modernidade" faz de Letieres Leite um dos maestros, compositores e arranjadores fundamentais para compreender a história de nossa música, por meio da relação entre elementos rítmicos, étnicos e históricos na construção de nossas identidades musicais.
Fri, 28 Jun 2024 - 58min - 18 - Episódio 17 - Ernesto Nazareth
O Episódio 17 do BORORÓ é dedicado a um dos pais fundadores de nossa música. Um dos inventores da nossa música popular, a partir do diálogo de muitas linguagens. Raphael Dorsa traz hoje um retrato completo da vida e da obra de ERNESTO NAZARETH.
Da genialidade precoce às salas de cinema e de teatro, Nazareth compôs peças que fazem parte daquilo que podemos chamar de standards da nossa música popular.
Bororó também é cultura.
Tue, 25 Jun 2024 - 58min - 17 - VinhetaTue, 12 Mar 2024 - 00min
- 16 - Episódio 16 - Johnny Alf
"GENIALF", diria Tom Jobim. A esfinge da música brasileira, segundo alguns. Para Ed Motta, ele é "um dos Jedis da música brasileira". O Bororó vai se debruçar sobre a vida e a obra de um cantor, compositor, músico e arranjador chamado Alfredo José da Silva, filho de uma lavadeira e de um militar morto na revolução de 1932.
Ele é um dos pais da música moderna brasileira. Ele é JOHNNY ALF.
Alexandre da Maia vai trazer suas origens, a influência da música americana e a formação musical de Johhny Alf, que ia da música clássica a Custódio Mesquita.
Johnny Alf foi expulso de casa por decidir ser músico. Um dos objetivos do programa é desfazer essa lenda de que Johnny Alf é um injustiçado. Ele só fez o que quis e assumiu sozinho todas as consequências das suas escolhas artísticas e de vida.
Johhny Alf moldou a música moderna brasileira com suas harmonias e melodias de rara beleza. Para quem ama a música brasileira, Johnny Alf é eterno.
Fri, 14 Jun 2024 - 59min - 15 - Episódio 15 - Victor Assis Brasil
Agora o Bororó vai começar a trazer também temas ligados ao jazz feito no Brasil. Falar de Victor Assis Brasil é reafirmar a sua competência como músico, compositor e arranjador. Um maestro de pouca idade. Alexandre da Maia trará um perfil desse grande músico da nossa história.
Vitor Assis Brasil (ainda sem o "C"mudo) gravou seu primeiro disco pelo histórico selo Forma, no ano de 1966, quando tinha apenas 20 anos de idade. Participou de concursos no exterior e por ter sido escolhido o melhor saxofonista do festival de jazz de Berlim, ganhou como prêmio uma bolsa de estudos na presgiada Berklee College of Music, onde estudou de 1969 a 1973.
Gravou e tocou com grandes músicos, no Brasil e no exterior, retornou ao Brasil e gravou 3 músicas suas, incluindo o tema de abertura, da novela "O Grito, a convite da TV Globo.
Faleceu aos 35 anos, em 14 de abril de 1981, por conta de uma doença grave, rara e autoimune chamada poliarterite nodosa, e seu legado segue vivo como nunca. Deixou mais de 300 músicas inéditas, e esse acervo está à dispisição para quem quiser aprofundar no mergulho dessa obra tão importante para a história da música brasileira.
Fri, 07 Jun 2024 - 59min - 13 - Episódio 13 - A Era dos Festivais (Lado A)
"Prepare o seu coração para as coisas que eu vou contar".
O BORORÓ desta semana trará o primeiro episódio de um período de ampliação das linguagens da música brasileira, consolidando a chamada MPB. O BORORÓ vai tratar da chamada "Era dos Festivais".
A despeito do enfoque da pesquisas históricas em determinar o período áureo da Era dos Festivais entre os anos de 1965 e 1972, este primeiro momento mostrará a busca da construção de uma linguagem própria de um novo meio de comunicação em massa no Brasil: a televisão.
Antes da expansão das novelas no horário nobre da TV brasileira, os festivais funcionavam ao mesmo tempo como um programa de televisão e uma competição entre canções.
Este episódio trata da chamada "I Festa da Música Popular Brasileira", em 1960, no Guarujá, a partir de uma ideia de Tito Fleury, até o III Festival da Música Popular Brasileira, em 1967, que nos deu canções como "Ponteio" (Edu Lobo/ Capinan), "Roda viva" (Chico Buarque), "Domingo no Parque" (Gilberto Gil), "Eu e a brisa" (Johnny Alf), "Alegria, alegria" (Caetano Veloso).
Bororó também é cultura.
Tue, 28 May 2024 - 55min - 12 - Episódio 12 - Robson Jorge & Lincoln Olivetti (Lado B)
O Bororó apresenta o segundo episódio (Lado B) dedicado a Robson Jorge e Lincoln Olivetti, produzido por Alexandre da Maia, com participação mais que especial da flautista Beth Ernest Dias. Neste episódio, falamos do "Hot Parade vol. 1", de 1970 e das gravações dos anos 70, bem como o lançamento em digital do LP de Robson Jorge de 1977, lançado pela CBS. Falamos também do lançamento, pelos selos @discovoadoroficial e @discobertas, do "The MM Sessions", com gravações feitas na casa do produtor, músico e compositor Mauro Motta com Robson Jorge. O lançamento foi em novembro de 2022, nos 30 anos da morte do compositor carioca. Destacamos o lançamento em 2023 de "Deja vu", EP com 5 músicas retrabalhadas em estúdio com material inédito da parceria Robson Jorge e Lincoln Olivetti. Bororó também é cultura.
Wed, 22 May 2024 - 58min - 11 - Episódio 11 - Robson Jorge & Lincoln Olivetti (Lado A)
O BORORÓ desta semana é o primeiro de dois episódios dedicados a duas das pessoas mais talentosas da história da música brasileira: Robson Jorge e Lincoln Olivetti. Robson e Lincoln trabalharam como arranjadores, músicos e compositores que mudaram o som da música popular no Brasil do início dos anos 80, com influência nas mais variadas gerações de musicistas e músicos do Brasil. Trabalharam com Gal Costa, Maria Bethânia, Marcos Valle, Sandra de Sá com todo mundo que era relevante no cenário musical e artístico da época. Em 1982, lançaram aquele que, para muitos, é um dos discos mais bem produzidos e bem gravados da nossa história. “Robson Jorge & Lincoln Olivetti”, o disco, é referência de qualidade musical e de produção e engenharia de som. Neste primeiro episódio, Alexandre da Maia fala sobre as origens da dupla, o primeiro trabalho juntos em 1976, na gravação de “Fim de Tarde”, interpretada por Cláudia Telles, até o projeto Directory, de 1983. Bororó também é cultura.
Tue, 14 May 2024 - 57min - 9 - Episódio 9 - Heitor Villa-Lobos (Lado A)
O nono episódio do BORORÓ: a música no Brasil do século XX é o primeiro dedicado a um dos pais fundadores da música brasileira: Heitor Villa-Lobos (1887-1959).
Heitor Villa-Lobos foi um dos artistas fundamentais na ruptura das barreiras tradicionais das Academias de Música, nas quais havia uma fronteira nítida e hierarquizada entre o “erudito” e o “popular”.
Villa-Lobos vai além dessas dicotomias artificiais e inautênticas, sempre na busca da construção de uma “identidade” para além das fronteiras, forjada na diferença da experiência de vida e da percepção musical.
A obra de Villa-Lobos traz o diálogo entre lendas tradicionais e a música europeia. Compôs uma obra vasta e estudada no mundo inteiro. Ganhou uma biografia escrita pelo musicólogo finlandês Eero Tarasti, recentemente traduzida para o português.
É a grande influência dos músicos, maestros e arranjadores que aparecem nas gerações futuras, todas tributárias de sua fundamental contribuição para a construção da arte no Brasil.
Raphael Dorsa Neto traz este que é o primeiro episódio dedicado ao Maestro, já que o tempo de um programa é insuficiente por conta da quantidade de informação relevante sobre a obra e a vida de Villa.
Participação mais que especial da professora e poeta brasiliense Sandra Araújo, que nos conta a lenda do Uirapuru.
Ao buscar ser muito brasileiro, Villa-Lobos tornou-se universal.
Tue, 30 Apr 2024 - 54min - 8 - Episódio 8 - Cláudio Santoro (edição especial)
No especial dedicado aos 64 anos de Brasília e aos 36 anos da Rádio Cultura FM de Brasília - 100,9, o BORORÓ: a música no Brasil do século XX apresenta um episódio dedicado a CLAUDIO SANTORO.
Aluno da onipresente Nadia Boulanger em Paris, o compositor e maestro manauara foi fundador do Departamento de Música da @unb_oficial e também criador, em 1979, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, que hoje leva também o seu nome.
Raphael Dorsa Neto preparou um episódio especial, com uma hora e meia de duração, para todos nós. Coisa linda de se ouvir, com as entrevistas mais que especiais da flautista Beth Ernest Dias e do pianista Pablo Marquine.
O BORORÓ: a música no Brasil do século XX é amanhã, 21h.
Reprise na quarta, 11h, na @cultura1009
Bororó também é cultura.
Tue, 23 Apr 2024 - 1h 25min - 4 - Episódio 4 - Nara Leão
Ninguém podia ser cretino com Nara Leão.
Das salas do apartamento 303 do bloco Louvre do Edf. Palácio Champs Elysées à consagração nacional como violonista e intérprete, Nara Leão sempre prezou pela integridade de sua arte. Alexandre da Maia traz os detalhes da carreira e da vida dessa que é uma das nossas grandes cantoras.
Nunca ficou presa aos modismos, tampouco desejou fama, sucesso e notoriedade. Ela deixa o show Opinião, inclusive, por achar que toda a aclamação da imprensa e do público ao espetáculo findava por desvirtuar o objetivo do show: ser um espaço de resistência à ditadura militar.
Portanto, rotular Nara Leão como “musa da Bossa Nova” é algo historicamente falso. Se a bossa nova tinha sua “musa”, ela era Sylvinha Telles. E por que a necessidade de se ter “musas” em movimentos culturais?
Ademais, Nara sempre pensava à frente. Gravou um disco inteiro só com composições de Roberto e Erasmo quando a “intelligentsia" da época, vertida nos jornais em forma de crítica cultural, considerava cafona e de mau gosto a obra de uma das maiores duplas de compositores da história da nossa música popular.
Nara Leão nunca foi, tampouco quis ser uma mulher encaixável em rótulos. E o quarto episódio do BORORÓ é dedicado a essa grande, imensa artista da nossa música, falecida com apenas 47 anos de idade.
Bororó também é cultura.
Tue, 26 Mar 2024 - 51min - 2 - Episódio 2 - Chiquinha Gonzaga
Raphael Dorsa traz um retrato biográfico e musical de uma das artistas mais importantes para a própria construção de uma identidade musical brasileira, em toda sua diversidade: Chiquinha Gonzaga (1847-1935).
Neta de avó escravizada, Chiquinha foi uma das inventoras da música brasileira, sobretudo a música popular. Sua importância para a história da música brasileira é inconteste.
Wed, 13 Mar 2024 - 56min - 1 - Episódio 1 - Bororó
Alexandre da Maia e Raphael Dorsa Neto conversam sobre um dos nomes mais importantes da música no Brasil do século XX: Alberto de Castro Simões da Silva, o Bororó.
Compositor, violonista e para muitos o maior boêmio da história da Zona Sul do Rio de Janeiro, Bororó (1898-1986) foi fundamental na consolidação de nomes como Orlando Silva e tantos outros. Bororó foi o primeiro compositor a trazer um elemento sensorial ao falar de amor nas letras. Um dos gigantes da nossa música, mas infelizmente pouco falado. O Bororó homenageia esse grande personagem da cultura brasileira.
Wed, 13 Mar 2024 - 57min
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