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- 145 - Elga Fontes: “Portugal é um país racista e esse racismo acaba também por chegar às editoras. A literatura não tem cor”
Elga Fontes cresceu rodeada de histórias. Por influência dos pais e dos avós, cedo os livros tornaram-se parte da sua vida, e acabaram por se tornar parte essencial da sua identidade e percurso profissional
Thu, 01 Oct 2026 - 144 - Arlinda Norris: “O meu nome era para ser Ana Cristina, mas a ir para o registo, o meu pai ouviu uma música de uma Arlinda. A minha mãe quase que o matou”Thu, 24 Sep 2026
- 143 - Didier Ferreira: “Sou amigo dos meus alunos. Gosto de me dar bem com eles, mas antes não pensava assim. Muitos professores esquecem que foram alunos”
Didier Ferreira e Diogo Rodrigues (professor e aluno) à conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso
Thu, 17 Sep 2026 - 142 - Miriam Santos: “Quando me dizem: ‘Prefiro procurar um psicólogo negro’, são pessoas que estão à procura de um espaço onde não sejam traumatizadas de novo”Thu, 10 Sep 2026
- 141 - Rodrigo Cardoso: “Eu e os meus irmãos fomos alvos de uma intervenção da CPCJ. Tinha 9, 10 anos. A educação era o único meio onde podia refugiar-me das minhas circunstâncias”
Rodrigo Cardoso: “Há esta narrativa de que não precisamos de um Estado Social, pagamos menos impostos e somos felizes. O mundo não é assim”
Thu, 03 Sep 2026 - 140 - Alexandre Teixeira: “Alguém que paga 6 mil euros a um traficante de pessoas para vir para a Europa, se tivesse um processo migratório regulado, não teria de passar por tantas dificuldades”
Filho de angolanos que deixaram Luanda em 1975, para se fixarem em Lisboa, Alexandre Nuno Teixeira aprendeu cedo como os processos migratórios podem desestruturar a vida familiar. Atento e sensível aos desafios que surgem com a integração num novo país, o convidado desta semana d’ “O Tal Podcast” tem na área das migrações não apenas um território de especialização profissional, mas também de intervenção cívica.
A chegada a Portugal confrontou a família Teixeira com uma realidade inesperada. “Vivíamos à beira da ribeira do Jamor durante a década de 70, 80, em que se jogava o lixo para a ribeira, nas traseiras”, conta Alexandre, explicando que as condições de vida adversas forçaram uma nova mudança.
“O meu pai passou por um processo de integração muito complicado, que levou a que tivesse que emigrar. A primeira vez que veio a Portugal de férias eu nem o reconheci”, recorda o jurista que, nesta conversa, revisita a infância e a adolescência.
Embora tenha nascido em Oeiras, é na margem Sul do Tejo que situa grande parte do seu património de memórias, marcado por convívios familiares ímpares, que vê como especialmente formativos da sua personalidade e identidade.
Essas vivências acabaram por moldar decisivamente a forma como olha para o mundo: Alexandre construiu uma sensibilidade particular para as questões da integração e da inclusão, aprofundada no trabalho com migrantes e refugiados.
Empenhado em criar pontes e encontrar vias de entendimento – sobretudo num tempo em que a desinformação tantas vezes aumenta distâncias e preconceitos – este especialista em migrações não mede esforços para aproximar pessoas e mundos.
É assim que, em vez de alimentar o confronto, prefere dar a conhecer experiências positivas. “Às vezes convidam-me para ir a universidades falar sobre migrações. As pessoas estão à espera, muitas vezes, de um discurso reivindicativo. E eu opto por dar exemplos. Tenho centenas de exemplos de integração maravilhosos, de projetos lindos, de pessoas lindas e maravilhosas.”
Nas histórias que encontra, à semelhança do que acontece na sua, há um lugar primordial ocupado pela família, hoje alargada às filhas. “A partir de certa altura, principalmente quando somos pais, chega um momento em que o nosso maior legado é deixar memórias.”
Ouça aqui a conversa completa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
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Thu, 27 Aug 2026 - 139 - Iolanda Évora: “Estamos cheios de verdades. Não haver esse ‘não sei, vou procurar saber’, acaba por nos consumir. Dá a impressão que tens que saber tudo, ter opinião sobre tudo”
Doutorada em Psicologia Social, investigadora associada do CESA - Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento, e professora universitária, Iolanda Évora é a convidada deste episódio d’ O Tal Podcast. Ouça aqui a conversa com Paula Cardoso e Georgina Angélica.
Thu, 20 Aug 2026 - 138 - Miguel Sambé: “Desacelerar não é importante apenas para o planeta; é também importante para nós, enquanto seres humanos. É por isso que gosto tanto desta frase: 'Sou ser humano, mas não sei ser humano'”
Especialista em análise geoespacial e ciência climática, videógrafo e fotógrafo, Miguel de Andrade Sambé é o único português na Agência Espacial da Tailândia, onde desenvolve projetos ligados às alterações climáticas através de imagens de satélite.
Thu, 13 Aug 2026 - 137 - Virgílio Varela: "Precisamos de resgatar o que hoje estou a chamar de soberania da imaginação. Quando não a temos, somos facilmente enganados, colonizados"
Fundador da Human Fleet, facilitador internacional, contador de histórias e cultivador de possibilidades, Virgílio Varela é o convidado desta semana d’ “O Tal Podcast”
Thu, 06 Aug 2026 - 136 - Gil Semedo: “Além da música, quero inspirar com a escrita. Acredito que Deus me fez um mensageiro para passar aquelas mensagens e inspirações para a multidão, e para mim”Thu, 30 Jul 2026
- 135 - Felso Ganhane: “Trabalhei com migrantes e refugiados. Foram 40 e tal nacionalidades em cerca de quase quatro anos. Despi-me de muitos estereótipos e preconceitos”
Natural de Maputo, capital de Moçambique, Felso Ganhane sonhava, desde criança, construir edifícios. Foi esse objectivo que o levou a estudar no Instituto Industrial 1º de Maio, ainda na terra natal, e mais tarde a mudar-se para Castelo Branco, onde tirou o curso de Engenharia Civil. A experiência aproximou-o do associativismo, território de descoberta de uma nova vocação
Thu, 23 Jul 2026 - 134 - Patrícia Vaz: “Amo ver o mar. O dia-a-dia é tão corrido que necessitamos destes momentos, de olhar para o nada e simplesmente apreciar”
Investigadora, gestora de programas na Fundação Calouste Gulbenkian e doutoranda em Estudos do Desenvolvimento, Patrícia Inês Vaz é a convidada desta semana d' “O Tal Podcast”
Thu, 16 Jul 2026 - 133 - Carlos Kangoma: “Assusto-me quando vou ver as notícias. Sinto que estamos a descair para um certo regime, um tipo de fascismo light”
Após cerca de vinte anos dedicados ao rap, a pandemia obrigou Carlos Kangoma, também conhecido por Lucy, a reinventar-se. Hoje é à frente do seu restaurante de gastronomia libanesa, o Mankooche, que encontra independência financeira para continuar a lutar pela justiça social e bem-estar coletivo
Thu, 09 Jul 2026 - 132 - Cátia Severino: “É importante esta sociedade começar a assumir que ser português não é ter um perfil específico. A Cova da Moura é tão Portugal como o Saldanha”
Veio de Angola na barriga da mãe, e foi no Algarve que nasceu e cresceu antes de se mudar para Lisboa, onde construiu uma trajetória académica na área da Linguística. Convidada deste episódio d’ “O Tal Podcast”, Cátia Severino descreve a entrada no ensino superior como a “realização de um sonho de sobrevivência”
Thu, 02 Jul 2026 - 131 - Grada Kilomba: “Temos que aprender a aceitar quem as pessoas são e saber negociar, estar com essas almas. Há dificuldade em dialogar, porque há dificuldade em escutar”
Dona de uma abordagem artística que corre mundos, Grada Kilomba é a convidada deste episódio d’ O Tal Podcast. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 25 Jun 2026 - 130 - Assunção Fernandes: “Agradeço ao universo por esta visão que tenho. Não demoro muito ao pé das pessoas para perceber aquilo de que a comunidade precisa”
Maria Assunção Fernandes Lopes Tavares nasceu em Fundura, no interior da ilha de Santiago, em Cabo Verde, e emigrou para Portugal com 22 anos. A convidada deste episódio d’“O Tal Podcast” cresceu numa família onde o serviço à comunidade fazia parte do quotidiano
Thu, 18 Jun 2026 - 129 - Wilds Gomes: “Poderíamos ser todos melhores humanos se tivéssemos terapia por cada indivíduo que está aqui nessa terra”
Jornalista, apresentador, gestor de marca e autor do livro infantil “A girafa do Noah”, Wilds Gomes é o convidado desta semana d’ “O Tal Podcast”
Thu, 11 Jun 2026 - 128 - Victória Pauferro: “Estava na fila da escola para lanchar e um menino disse que a minha amiga era burra. Eu disse que não, e ele falou: ‘Cala a boca macaca’. Decidi fazer uma app para ajudar pessoas que sofrem preconceitos”
Victória Vasconcelos Pauferro tem apenas 11 anos, mas já passou pela Faculdade de Ciências Tecnológicas de Lisboa, para apresentar o jogo "Aventuras com a Zoom Boom", que criou para combater preconceitos e todas as formas de discriminação. Sempre a pensar na inclusão, a convidada deste episódio de “O Tal Podcast” juntou-se à nossa celebração do Dia da Criança, com planos para programar um mundo melhor, com consciência social e inteligência artificial.
Para festejar o 1 de junho, “O Tal Podcast” conversou com esta aluna do 5.º ano, que começou a programar e a utilizar inteligência artificial através do projeto “Technovation Girl”, no qual teve a ajuda de uma mentora para aprender a criar códigos e programar um mundo melhor através da tecnologia.
Se tivesse um botão mágico no qual carregasse e pudesse mudar o mundo, “acabava com as guerras e o preconceito”, e criaria um mundo com pessoas de todas as cores: amarelas, roxas, verdes, rosas”.
A preocupação com a injustiça social fez com que Victória criasse a “Aventuras com a Zoom Boom” - um jogo de perguntas e respostas, que utiliza inteligência artificial para combater preconceitos como o racismo, educando os jogadores sobre o significado destes conceitos, e a forma correta de agir perante estas situações. Este resultou num termo novo que inventou: “euquipa”, já que este foi um trabalho individual.
Mais tarde, a “euquipa” expandiu-se, e juntou-se a outras colegas com as quais desenvolveu a aplicação “Hug Connect”, que tem como objectivo ajudar crianças e adolescentes com dificuldade de comunicação, criando salas anónimas onde podem partilhar e discutir problemas como racismo ou bullying com outras pessoas que enfrentam as mesmas situações.
Fora do mundo da programação, Victória interessa-se por desporto, nomeadamente vólei e ténis, e faz planos artísticos, a partir do gosto pelo desenho, a que junta a diversão de brincar às bonecas.
Com ascendência brasileira, a estudante mantém contacto diário com a avó, que está do outro lado do oceano, na Bahia, através de videochamadas. Orgulhosa das origens, no final do quarto ano, a convidada de Georgina Angélica e Paula Cardoso, usou um vestido de “princesa africana”, simbolizando a importância de recordar as suas raízes e história familiar.
Ouça aqui a conversa.
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Thu, 04 Jun 2026 - 127 - Ana Martins: “Sempre vi a minha mãe e a minha avó a correrem riscos e irem atrás de coisas em que as pessoas diziam: ‘Não podes. Isto não é para ti’. Então, eu sempre quis ser mais”
Empreendedora, fundadora da Mella Supply e co-fundadora do The Fam Kitchen Group, Ana Martins constrói pontes dentro da comunidade negra, com foco na promoção de uma maior representatividade e solidariedade. Neste episódio de “O Tal Podcast”, a convidada de Georgina Angélica e Paula Cardoso revisita o percurso que a levou da diplomacia à restauração, sem nunca abandonar a missão de criar impacto social.
Formada em Relações Internacionais e Estudos de Conflitos no Reino Unido, Ana sonhava trabalhar em diplomacia, mas cedo percebeu as barreiras de acesso a determinados lugares.
Entre Inglaterra e Estados Unidos da América, foi construindo um olhar crítico sobre representatividade, pertença e liderança, até regressar a Portugal por motivos familiares e decidir abraçar o sonho da mãe: transformar o The Fam Kitchen num projeto familiar que honra o legado da avó cabo-verdiana, imigrante que enfrentou inúmeras dificuldades para construir uma vida melhor.
Ao longo da conversa, partilhou também a relação complexa com o pai ausente, reencontrado apenas aos 20 anos durante os estudos no estrangeiro. Foi precisamente entre o luto, a pressão do empreendedorismo e a solidão da pandemia que nasceu a Mella Supply.
O projeto começou ligado ao autocuidado e à beleza negra, mas rapidamente evoluiu para uma plataforma focada em conexão, mentoria e partilha de conhecimento entre talentos negros .“Como é que nos reconhecemos como líderes dentro dos nossos próprios nichos?”, questiona Ana, que defende a importância de fortalecer redes internas, combater a fragmentação da comunidade e esbater as barreiras que impedem acessos a lugares.
Entre workshops, encontros e debates, a fundadora da Mella Supply procura criar espaços onde a comunidade se possa ouvir, organizar e apoiar mutuamente. A gastronomia surge também como ferramenta de encontro e diplomacia, enquanto os novos projetos do The Fam Kitchen Group — como as casas de hospedagem no norte de Portugal — prolongam essa ideia de acolhimento, descanso e pertença.
Entre memórias de imigração, empreendedorismo e viagens em família organizadas através de um mealheiro coletivo, Ana Martins revela-se uma “super connector”: alguém que acredita que abrir portas para os outros também é uma forma de transformar o mundo.
Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
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Thu, 28 May 2026 - 126 - Marco Mendonça: “O humor é uma porta de entrada para um lugar de empatia, escuta, compreensão. Ou mesmo que não seja compreensão, de respeito”
Marco Mendonça é o convidado deste episódio d’ “O Tal Podcast”, e sobe hoje ao palco do Planetário da Marinha, em Lisboa, com “Hotel Paradoxo”
Thu, 21 May 2026 - 125 - Raquel Lima: “Tendo um filho, é importante ele sentir que estou bem. Não dá para reproduzir a mãe estressada. Quero muito estar bem e feliz à volta dele”
Poeta, investigadora, arte-educadora e ativista, Raquel Lima é a primeira intelectual portuguesa, angolana e são-tomense galardoada com o Prémio Emma Goldman, recebido no último mês de março, em Viena de Áustria
Thu, 14 May 2026 - 124 - Ângelo Delgado: “A nacionalidade não vale por si só. Tens que ir provando que tens os mesmos hábitos. É aí que está a validação. Não é o bilhete de identidade”
Nascido em Portugal em 1981, ano em que a Lei da Nacionalidade entrou em vigor, o escritor Ângelo Delgado reflecte sobre a relação entre documentos e acolhimento
Thu, 07 May 2026 - 123 - Cirila Bossuet: “O meu trabalho é emprestar o meu corpo. Tudo que eu tenho, eu dou”
Nomeada para os Prémios Sophia 2026, Cirila Bossuet vai disputar a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, pela interpretação no filme “Banzo”
Thu, 30 Apr 2026 - 122 - Rita Évora dos Santos: “Uma coisa que as mulheres têm é empatia. A minha mentora, que me trouxe às finanças sistémicas, diz: cada mulher que encontro traz-me notícias de mim”
Licenciada em Gestão, e empresária há mais de uma década, Rita Évora dos Santos transformou as aprendizagens num programa de mentoria exclusivo para mulheres, e focado em finanças sistémicas. Uma abordagem que desenvolve a partir do entendimento de que “o dinheiro é emoção”, conforme partilha neste episódio de “O Tal Podcast” com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 23 Apr 2026 - 121 - Marco Aurélio Mendes: “As lideranças estratégicas cada vez mais serão entregues a mulheres. Isto é uma revolução que África irá viver nos próximos anos”
Marco Aurélio Mendes, filho de angolanos, nascido no Algarve, gestor e empreendedor conta, neste episódio de “O Tal Podcast”, o que o levou a trocar Portugal por Angola, há quase 15 anos
Thu, 16 Apr 2026 - 120 - Aoaní: “O sonho americano é um pesadelo. Vivia em estado de alerta 24 sobre 24 horas. Estou a falar principalmente da questão racial”
Em vésperas de subir ao palco com a peça “Kabeça Orí”, que estará em cena no Teatro São Luiz, em Lisboa, de 11 a 18 de abril, Aoaní revela, neste episódio de “O Tal Podcast”, como a representação sempre fez parte dos sonhos de infância, igualmente povoados de aspirações jornalísticas.
Thu, 09 Apr 2026 - 119 - Didi: “Nos meus quase oito anos de Portugal, tive chances de viajar pelo interior e entender que podemos ser muito parecidos diante das nossas diferenças do que imaginava”
DJ e artista multidisciplinar, Diego Cândido, mais conhecido como Didi, tornou-se uma referência da cultura negra, queer e imigrante de Lisboa. Hoje coletivamente alicerçado nas “Afrontosas” e na “União Negra das Artes”, o também pesquisador brasileiro conta, neste episódio d’ “O Tal Podcast”, como as viagens o ajudaram a reconstruir a ideia de família e de casa. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica Paula Cardoso.
Thu, 02 Apr 2026 - 118 - Episódio Especial ao Vivo: “Quando temos filhos estamos condenados a ter esperança. Tenho esperança em que se este planeta prevalecer ainda teremos pessoas que possam fazer a diferença”
No Dia Internacional e Nacional para a Eliminação da Discriminação Racial, assinalado no último sábado, dia 21, o “O Tal Podcast” saiu de estúdio e foi para a Casa Capitão para conversar ao vivo com José Rui Rosário e Justino Sacalumbo.
Mon, 30 Mar 2026 - 116 - Cláudio Gonçalves: “Pessoas de sucesso nos bairros sociais há muitas, que conseguiram vencer e sair. Só que é necessário que voltem atrás e digam: vou ensinar, empoderar os outros para conseguirem também”
Manequim com carreira internacional, que tem no currículo campanhas para gigantes da moda, como Dolce&Gabbana, Gucci, Prada e Louis Vuitton, Cláudio Gonçalves não esquece de onde veio
Thu, 19 Mar 2026 - 115 - Kai Fernandes: “O contraste entre o meu corpo feminino, de mulher biológica, com esta expressão da masculinidade define-me muito bem”
Vislumbrou na Psicologia uma tábua de salvação da própria dor e acabou frustrado, admite Kai Fernandes, o convidado desta semana de “O Tal Podcast”
Thu, 12 Mar 2026 - 114 - Amina Bawa: “Falo, brincando e com muita humildade, que nós brasileiros viemos do futuro. Tudo o que Portugal vai passar [politicamente], a gente já viu”
Amina Bawa, jornalista e produtora cultural, partilha neste episódio de “O Tal Podcast” o seu olhar sobre as transformações políticas em curso em Portugal, além de refletir sobre fronteiras raciais, familiares e académicas. Ouça aqui mais uma conversa na companhia de Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 05 Mar 2026 - 113 - Ana Josefa Cardoso: “Na escola, não aprendemos só a ler, a escrever e a contar, porque o professor não ensina só o que sabe, também ensina o que é”
Aos cinco anos, na pré-primária, em Cabo Verde, Ana Josefa Cardoso tinha dores de barriga só de pensar em falar português. Hoje faz do ensino da ‘língua de Camões” profissão, enquanto mantém vivo o idioma materno. “A língua que une efetivamente todos os cabo-verdianos é o crioulo”, sublinha neste episódio de “O Tal Podcast”, em que reflete sobre o papel da escola e do professor, num contexto cada vez mais desafiante. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 26 Feb 2026 - 112 - ROD: “O futuro é queer. Queer é esse confronto, esse contraste, essa luta sem fim, essa tentativa de desencaixar de expectativas, de ter 50 anos, mas parecer ter 20”
Rodrigo Saturnino, ou simplesmente ROD, conta, neste episódio de O Tal Podcast, como os seus primeiros anos de vida se inscrevem numa trajetória “mais comum do que parece”. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 19 Feb 2026 - 111 - Carlos Lopes: “É um orgulho tremendo ter amigos há quase 50 anos. Há um núcleo muito forte de partilha, amor, irmandade”
Filho de cabo-verdianos, nascido em Lisboa em 1976, Carlos Alberto Monteiro Lopes gravou no corpo, como assinatura de identidade, a frase “Blood of a Slave, Heart of a King”. É o convidado desta semana d'O Tal Podcast. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 12 Feb 2026 - 110 - Ao vivo no PodFest: Lei da Paridade, Consulta Aberta e O Tal Podcast
Veja também em youtube.com/@45_graus
Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso.
Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”.
Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”.
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Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa.
Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus.
A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes.
Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas.
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Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo Oliveira
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Wed, 11 Feb 2026 - 109 - Margarida Valença: “Vivemos num mundo que valoriza as grandes figuras, os grandes eventos. A História é feita das pequenas estórias do dia-a-dia, e das pessoas que são completamente invisíveis no espaço público”
Margarida Valença, apesar do gosto pelas cadeiras de Biologia, Química ou Física, a convidada deste episódio de “O Tal Podcast” conta que o curso não lhe despertava paixão.
Thu, 05 Feb 2026 - 108 - Silvania de Barros: “Trabalhar o silêncio e a solitude é ótimo. Mas no início fiquei a pensar: será que me estou a esconder de algo? Somos ensinados a estar sempre com pessoas”
Cidadã ativa em defesa da igualdade de género, a são-tomense Silvania de Barros lembra que continua a ser necessário assinalar o óbvio: esta não é uma luta apenas sobre mulheres.
Thu, 29 Jan 2026 - 107 - Ismael Santos: “Com o fim da minha relação, dei por mim como se tivesse falhado como homem. Porque tinha uma responsabilidade, filha, companheira, casa. Tínhamos planos”
O convidado deste episódio de "O Tal Podcast" conta como se desencantou com a via militar, e partiu à aventura para Londres, destino que trouxe um “grande abre-abrolhos”: a formação em Economia. Mas é no desporto, como personal trainer, que Ismael Santos acabou por encontrar a vocação.
Thu, 22 Jan 2026 - 106 - Cleo Diára: “Digo a mim mesma: tu és uma reparação histórica. Porque havia momentos em que os nossos não podiam entrar pela porta da frente, quanto mais sentar à mesa”
, Cleo Diára continua a firmar créditos internacionais, depois de vencer o prémio de melhor atriz na secção Un Certain Regard, do Festival de Cannes, pela interpretação em "O Riso e a Faca", de Pedro Pinho. Neste episódio de “O Tal Podcast”, a também encenadora revisita as emoções de Cannes, recorda a infância em Cabo Verde, partilha as primeiras impressões sobre Portugal, e a inesperada trajetória artística. Ouça aqui a entrevista de Paula Cardoso e Georgina Angélica.
Thu, 15 Jan 2026 - 105 - Miguel de Barros: “A combinação entre a falta de consciência histórica, o vedetismo e a mercantilização das relações está a produzir seres egoístas”
Ainda não tinha 40 anos quando foi distinguido como a personalidade mais influente da África Ocidental, no mesmo ano de 2018 em que também recebeu o prémio humanitário Pan-Africano de Excelência em Pesquisa e Impacto Social. Hoje com 45 anos, Miguel de Barros, convidado deste episódio de ‘O Tal Podcast’, continua a somar distinções. Ouça-o aqui em entrevista com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 08 Jan 2026 - 104 - Rita Cruz: “Ser uma boa pessoa é uma relíquia, ter em atenção o outro. Nós estamos num sítio de muito umbigo, fechados. Temos de procurar mais o outro”
Escreve, encena, interpreta e também canta. Artista para muitos espetáculos e produções, Rita Cruz está habituada a desdobrar-se entre o teatro, a televisão, o cinema e a música. “O problema é estar quieta”, diz a autora do single ‘Cuidado’, gravado com Dino d’Santiago. Além de nos apresentar esta sua novidade discográfica, a convidada desta semana de ‘O Tal Podcast’ revela como a “teimosia” e uma “escolha um pouco inconsciente e meio infantil” se concretizaram numa carreira no mundo da representação.
Ainda pequena, Rita Cruz sonhou e anunciou o próprio futuro: “vou ser atriz”. A certeza, conta nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, foi-se acentuando enquanto crescia, nas “pequenas rábulas” que fazia na escola. “Era mais forte do que eu, essa necessidade de colocar a criatividade em prática”.
Os planos artísticos acabaram, contudo, adiados, ao esbarrarem em alertas de precariedade laboral.
Por um lado, a mãe aconselhou-a a tirar um curso superior com uma saída profissional estável. Por outro lado, o pai estava bem consciente dos desafios da vida de artista. “Era músico, mas também tinha uma profissão dita normal. Acho que ele via em mim este gosto pela arte, mas também me dizia: vai por uma coisa mais segura”.
Rita foi, e por isso formou-se em Reabilitação e Inserção Social, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada, antes de seguir o destino que desde cedo reconheceu como seu.
Licenciada em Teatro – Atores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, avançou para os palcos e nunca mais recuou.
“Cofundei o Teatro do Eléctrico já com a vontade de construir oportunidades. Só mais tarde percebo a importância que teve, porque jovens vieram ter comigo: ‘olha, fui para a escola de teatro porque te vi num palco, nunca tinha visto uma atriz negra’”.
Hoje consciente da importância de todas as pessoas se sentirem identificadas na ficção, Rita defende que a “falta de representatividade fecha-nos a possibilidade de sonhar”.
Ela própria ‘órfã’ de referências negras – “Em criança via quem? A Whoopi Goldberg, e pouco mais” –, reconhece que a sua trajetória foi construída a partir de uma “grande vontade de fazer”, combinada com uma certa dose de inconsciência.
“Ouvi muitos “nãos’ e ‘mais vale não vires ao casting porque não fazes parte do perfil’. Eu percebia o que se queria dizer, era pura e simplesmente a cor. Mas ia, e aconteceu-me variadíssimas vezes o encenador ter gostado da minha prestação e ficar com o papel”.
Contra as probabilidades, numa altura em que “não via Ritas na televisão, na publicidade, ou na música”, a multifacetada artista considera que, a partir da exposição a outras Ritas, as novas gerações expandiram o imaginário, e, com isso as aspirações.
“Há uns tempos, tivemos uma conversa com diferentes gerações, em que se falou de representatividade, e viu-se a diferença geracional: os miúdos de 20 anos são muito mais frontais, [dizem]: “isto é um direito meu’”.
Além das palavras, a atriz sublinha a importância de combater atos de discriminação, algo que procura fazer também através da educação do filho.
“Quando eu era mais jovem sentia-me sozinha e não sabia porquê. Era um sítio de solidão, este não dizer, sentir, mas não saber dar nome, este não lugar. Portanto, acho muito importante falar [sobre racismo] com os pais, com a professora, e com o meu filho”.
Um dos temas de discussão, aponta Rita, tem sido o lápis cor de pele. “Basta colocar várias mãos à frente, e conseguem perceber que há diferentes tons de pele. Isto é muito importante para as crianças não se sentirem sozinhas, num sítio de exclusão”.
O compromisso com a inclusão, presente na representação e na maternidade, estende-se à música, e tem no tema ‘Cuidado’, gravado com Dino d’Santiago, um sonoro manifesto.
“Ser uma boa pessoa é uma relíquia, ter em atenção o outro. Nós estamos num sítio de muito umbigo, fechados. Temos de procurar mais o outro”.
Ouça a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso aqui.
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Thu, 01 Jan 2026 - 103 - Carlos Andrade: “Preciso de fazer coisas em crioulo. Sinto que tenho uma responsabilidade com Cabo Verde, porque não há muitas pessoas a fazer conteúdos em crioulo”
Carlos Andrade, o humorista cabo-verdiano conhecido como Artolash, conquistou o público com sua comédia única em crioulo. Seu espetáculo “Berdianos ka Konxi Limiti” lotou o Auditório Nacional da Praia, e ele se tornou uma referência para a nova geração de comediantes. Mais do que fazer rir, Artolash celebra a cultura cabo-verdiana e a força da sua mãe em sua trajetória. Conheça aqui a sua história.
Thu, 25 Dec 2025 - 102 - Mariana Gil (Parte 2): “Não represento ninguém. Apresento-me, e isso pode servir de representatividade, que são coisas diferentes”
Maria e Mariana Gil, mãe e filha, são as convidadas deste episódio de ‘O Tal Podcast’, para ouvir em duas partes. As histórias da família sobre o seu embate étnico e racial são o ponto de partida para a segunda parte deste episódio, conduzido por Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 18 Dec 2025 - 101 - Maria Gil (Parte 1): “É muito cansativo educar os nossos filhos para uma militância permanente. Educá-los sobre um estado constante de vigilância é de uma violência enorme”
Mãe e filha, Maria e Mariana Gil são as convidadas deste episódio de O Tal Podcast, para ouvir em duas partes. Nesta primeira metade da conversa, Georgina Angélica e Paula Cardoso percorrem os afetos familiares, indissociáveis de uma herança coletiva de desafetos.. Ouça aqui o episódio d'O Tal Podcast
Fri, 12 Dec 2025 - 100 - José Baessa de Pina: “Não há trabalho precário. Há trabalhos mal pagos que tornam a pessoa precária”
José Baessa de Pina, conhecido como Sinho, nasceu em 1976, no mesmo ano em que Portugal aprovava a sua Constituição, mas sem usufruir dos direitos que nela se inscrevem. Filho de cabo-verdianos, cresceu entre as Fontainhas e a Boba e toda a sua infância ficou marcada por deslocações forçadas. No novo episódio d'O Tal Podcast, recupera a sua história pessoal para denunciar ausências do Estado e reivindicar a dignidade das vidas periféricas.
Thu, 04 Dec 2025 - 99 - Telma Tvon: “A minha avó já era coach de desenvolvimento pessoal. Essa história de ‘tu é suficiente, magnífica, fantástica’ ela dizia-me a mim, aos meus primos e à minha irmã”
A rapper Telma Tvon é a convidada desta semana de Georgina Angélica e Paula Cardoso. “Sempre fui muito boa aluna. Fiz um teste de português e fui a melhor, mas a professora achou que tinha copiado. Disse: como é que uma aluna que veio da Angola pode ter a melhor nota?”, conta. Conheça a sua história no novo episódio d'O Tal Podcast.
Thu, 27 Nov 2025 - 98 - Bruno Furtado: “Colocam em causa a legitimidade do meu documento porque nasci em Santa Maria [no hospital] e sou cabo-verdiano. É como se fosse um gajo falsificado, como se não existisse”
A vida de Bruno Furtado, nascido em Lisboa mas nunca reconhecido como português, revela a realidade dura dos “órfãos do Estado”. No documentário Complô, que estreia esta quinta-feira nas salas de cinema, vemos como a falta de documentos o empurrou para a institucionalização, para a prisão e para uma existência marcada por violência e abandono. Hoje rapper e ativista, com o nome artístico de Ghoya, expõe as falhas de um sistema que o invisibiliza como cidadão. Conheça a sua história à conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 20 Nov 2025 - 97 - Pedro Hossi: “As nossas cabeças são lugares violentíssimos e horríveis. Nós somos os nossos piores inimigos, somos extremamente duros connosco”
Às vezes em estúdios de televisão, outras nos palcos do teatro, e também pelos plateaux de cinema, Pedro Hossi veste e despe personagens há mais de duas décadas. As inesperadas categorias profissionais, que conheceu a partir das lições do veterano George Loros, marcam o arranque desta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso n'O Tal Podcast. Ouça aqui a conversa.
Thu, 13 Nov 2025 - 96 - REWIND - Paula Almeida
“A mulher negra sempre acolheu”, assinala Paula Almeida nesta conversa, entre partilhas sobre a sua própria viagem pela maternidade.
Tue, 11 Nov 2025 - 95 - Ana Paula Costa: “Migrar é também renascer de alguma forma, é ir-se reconstruindo. Tive o privilégio de construir boas relações interpessoais”
“As pessoas imigrantes têm sido usadas para expiar muitos dos problemas sociais do país”, afirma Ana Paula Costa, presidente da Casa do Brasil de Lisboa. Neste episódio d’O Tal Podcast, conduzido por Georgina Angélica e Paula Cardoso, as políticas de imigração estão no centro da conversa. Entre a experiência profissional e a vivência pessoal, Ana Paula Costa conhece de perto as práticas e as leis que moldam o fenómeno migratório. “Estamos a viver um atentado a direitos conquistados”, alerta. Conheça aqui a sua história.
Thu, 06 Nov 2025 - 93 - REWIND - Ana Marta Faial
Sem tabus, a antiga modelo partilha a violência que sofreu na última relação, tão abusiva que chegou a temer pela vida.
Tue, 04 Nov 2025 - 92 - Ana Paula Tavares: “Comecei a seduzir pela palavra. Era eu que fazia as redações dos colegas. Era uma forma de exercer poder”
Hoje celebramos a vida e a obra de Ana Paula Tavares, que neste 30 de Outubro festeja o 73º aniversário, depois de no passado dia 8 ter sido aclamada vencedora da 37.ª edição do prestigiado Prémio Camões.
O reconhecimento literário da poeta e historiadora dá o mote para esta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, iniciada com uma proposta de releitura da obra “Ritos de Passagem”.
Quatro décadas depois da publicação, que marcou a sua estreia editorial, será que Ana Paula Tavares encontra novos significados nas palavras que escreveu lá atrás?
“Ultimamente, não só por causa do prémio e das entrevistas que provoca, senti muita necessidade de voltar aos princípios, a uma linguagem que escolhi, e que tinha, digamos, alguns frutos do bioma angolano, das coisas que são angolanas, e das coisas que chegaram ao país, entre os muitos trânsitos, e os milhares de migrantes que foram fazendo aquela entidade histórica, social, psicológica e linguística que é a Angola dos nossos dias”.
Nesse exercício de regresso ao início, a poeta nota que ainda há muito “por nomear, por tratar poeticamente”, observação que pede “um novo ciclo de frutos, para ser outra vez transformado em objeto do poema”.
Talvez resulte daí uma revisita aos “Ritos de Passagem”, antecipa Ana Paula, que neste episódio d’ O Tal Podcast partilha outros revisitares da sua história, por muitos ainda desconhecida.
“É muito engraçada a cara de espanto com que as minha vizinhas agora me olham. Dizem: vi uma pessoa tão parecida consigo na televisão. E eu não desfaço este pequeno equívoco. De resto, a vida continua normal”, garante, recuando aos tempos de mobilização anticolonial.
“Por volta dos 18, 19 anos, sou surpreendida com a grande tarefa de tentar fazer alguma coisa por Angola. Não digo que logo nessa altura tivesse consciência de me inscrever na luta armada, ou tomasse posições políticas fortes, mas, sobretudo a partir da orientação de pessoas mais velhas, houve maneira de tentar participar e sobretudo alfabetizar adultos”
O compromisso para a libertação nacional sucedeu a uma rutura com a igreja – “aí por volta dos 16, 17 anos” –, experiência que a poeta recorda pela ligação ao campismo missionário, projeto “absolutamente colonial”, inserido “dentro daquelas normas de evangelizar os indígenas”.
“Éramos um grupo de meninas, e íamos para o campo, com senhoras mais velhas, ensinar as mulheres, por exemplo, a dar banho aos bebés, a vesti-los, a fazer pequenas coisinhas como se não tivessem um ensinamento de séculos de como tratar dos seus filhos”, descreve a convidada de Georgina Angélica e Paula Cardoso, realçando a aprendizagem.
“Forçou-me a olhar o outro, com outro olhar. Foi aí que comecei a interrogar: afinal, de que lado estou?”
Além dos questionamentos individuais e das interpelações coletivas, Ana Paula Tavares percorre, neste episódio, leituras mais e menos proibidas; revela uma profunda conexão à filha e ao neto; surpreende pela veia musical; conta como fez da palavra instrumento de poder, e partilha uma ‘encomenda familiar’ que continua por desembrulhar. “A minha avó Felicidade disse-me muitas vezes: foste a primeira pessoa da família que estudou, portanto tens a obrigação de contar a minha história, a da outra tua avó, a da tua mãe e a tua. E até te vou dar um título: “As Filhas da Pouca Sorte”. Nunca fui capaz de escrever”.
Saiba porquê, ouvindo o episódio completo aqui.
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Thu, 30 Oct 2025 - 91 - REWIND - Jonathan Ferr
Com uma visão única, Jonathan desconstrói ideias pré-concebidas sobre prosperidade e revela a importância de estar rodeado de pessoas que também vibram em abundância.
Tue, 28 Oct 2025 - 90 - Miguel Cardoso: “Se pusermos de lado o compromisso com o antirracismo, o que antes eram fantasmas e agora são pessoas, vai ganhar mais força”
Miguel Cardoso é o convidado deste episódio d’O Tal Podcast. Ouça-o aqui à conversa com Paula Cardoso e Georgina Angélica.
Thu, 23 Oct 2025 - 89 - REWIND - Maria Gorjão Henriques
Maria Gorjão Henriques consolidou carreira no mundo financeiro, até ao dia em que decidiu agir de acordo com o que sentia e intuía. Despediu-se, mergulhou numa série de formações na área do desenvolvimento humano e espiritual, e tornou-se facilitadora de consciência sistémica.
Tue, 21 Oct 2025 - 88 - Ana Markl: “A menopausa traz uma grande libertação. Não estava a contar, mas devo dizer que é um conhecimento sobre mim que me faz sentir mais jovem”
Gravado ao vivo na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, este episódio d’O Tal Podcast junta Ana Markl e Tânia Graça para uma conversa franca sobre o que significa envelhecer — no corpo, na mente e nas relações — num tempo em que o feminismo enfrenta resistências e as masculinidades tóxicas ganham novo fôlego. Ouça aqui este especial ao vivo do podcast
Thu, 16 Oct 2025 - 87 - REWIND - Juninho Loes
Juninho Loes, especialista em cabelos crespos, cacheados e ondulados, partilha experiências de renascimento e crescimento, vividas a partir de processos de aceitação, transformação e celebração capilar.
Tue, 14 Oct 2025 - 86 - Inocência Mata: “Tem de haver políticas linguísticas em África que promovam as línguas, mas não apenas como línguas folclóricas. Temos de transformá-las em línguas úteis, para se discutir, falar, conversar”Thu, 09 Oct 2025
- 85 - REWIND: Mirza LauchandTue, 07 Oct 2025
- 84 - Israel Campos: “Termos a possibilidade de chegar a certos lugares também é consequência direta dos nossos privilégios”
Desde a infância atento ao que acontece ao seu redor, Israel Campos recorda, nesta conversa, como o ambiente familiar o preparou para ler, questionar e escrever sobre a atualidade. “Tive de ir assinar o meu primeiro contrato aos recursos humanos da Rádio Nacional com a minha mãe porque era menor de idade”, conta entre risos. Filho de Graça Campos, referência incontornável do jornalismo em Angola, o convidado desta semana de Georgina Angélica e Paula Cardoso reflete sobre a importância de ter sido exposto a tantos conhecimentos numa fase tão prematura da sua vida. Conheça aqui a sua história.
Thu, 02 Oct 2025 - 83 - REWIND: Kwenda LimaTue, 30 Sep 2025
- 82 - Vânia Andrade: “Ser vegana trouxe-me muitas coisas. É um descanso. Sinto que o meu corpo está menos propício a ficar doente”
De microfone na mão, aos pés da escadaria da Assembleia da República, Vânia Andrade projetou a voz em defesa dos direitos das trabalhadoras da limpeza. O repto, lançado a 25 de fevereiro de 2023, marcou a primeira manifestação do movimento Vida Justa, e colocou no centro das atenções reivindicações habitualmente classificadas de periféricas.
“Já me disseram: tu foste das primeiras mulheres a assumir, com a idade que tens, que trabalhavas nas limpezas”, conta Vânia, neste episódio de O Tal Podcast.
Mais de dois anos depois dessa intervenção diante do Parlamento, a poetisa e performer sublinha a importância dos modelos de referência para a definição das nossas escolhas.
“Acredito muito que tudo o que vamos fazer tem muito a ver com quem está à nossa volta. Há propósitos que seguimos quando somos impulsionados”.
Da mesma forma que hoje outras mulheres olham para ela como uma inspiração, Vânia encontra sustentação nas suas raízes femininas.
“As mulheres que me criaram dizem-me que sou inteligente, em silêncio, e isso é maravilhoso. São as que mais acreditam em mim”.
Nascida em Portugal, com ascendência cabo-verdiana, ‘Puma’, como também é conhecida, expande a força construída no seio familiar a teias de transformação coletiva, onde se inclui o grupo “Mulheres Negras Escurecidas”.
“Surge muito da minha vontade de estar e partilhar coisas com outras mulheres”, explica a ativista antirracista, destacando a necessidade de se proteger de espaços de opressão.
“Tenho feito questão de estar em lugares onde sou acolhida, onde não sou vista como agressiva, como aquela que fala muito alto, que não quer ter amigos, que é muito antipática”.
O autocuidado estende-se à intervenção no espaço público, que, cada vez mais, Vânia procura harmonizar com o descanso. “Aprendi a não me sentir mal quando não posso estar”.
A busca de equilíbrio ganha novas urgências com a proximidade dos 40 anos. “Há um medo que aparece. Há várias coisas que ainda não estão feitas, que tens que fazer, e outras que não querias ter feito. Então, é um trajeto que começa a trazer algumas dúvidas e medos que, por vezes, começam a ser mais salientes. Tenho sentido isso”.
Mais do que refletir sobre direções de vida, nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, que pode escutar aqui, Vânia Andrade pondera o efeito das escolhas que fazemos, nomeadamente alimentares.
“Ser vegana trouxe-me muitas coisas. É um descanso. Sinto que o meu corpo está menos propício a ficar doente, que estou mais calma desde que deixei de comer carne”.
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Thu, 25 Sep 2025 - 81 - REWIND: Elisabete Moreira de Sá
“Estava a tentar provar o meu valor a partir de um lugar que não era meu”, conta neste episódio, guiando-nos pelos caminhos que a conduziram a casa
Tue, 23 Sep 2025 - 80 - Saliu Djau: “Tendo nascido e crescido na Guiné, vivi muito a cultura comunitária, de entreajuda e ligação com outras pessoas”
Neste episódio de O Tal Podcast, Saliu Djau partilha a sua trajetória de ativismo social e cívico, desde as suas raízes na Guiné-Bissau até à sua atual atuação na Fundação Gulbenkian. Com uma abordagem única sobre inclusão, justiça social e responsabilidade cívica, Djau explora os desafios e as oportunidades de promover mudanças significativas na sociedade. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 18 Sep 2025 - 79 - REWIND: Lura
Lura fala sobre o poder da maternidade, numa conversa recheada de memórias, desfiadas com múltiplos significados.
Tue, 16 Sep 2025 - 78 - Carla Adão: “A maternidade traz-nos grandes inseguranças. Se calhar, até as sinto mais agora do que quando os meus filhos eram pequenos, porque eles estão crescidos, quase emancipados, e eu questiono: ‘Será que fiz tudo certo?’”
“A primeira boneca que tive em Portugal foi de trapos, feita pela minha irmã Maria José de quem a minha mãe não sabia há mais de um ano [por causa da guerra em Angola]”, conta Carla Adão neste episódio d'O Tal Podcast. A subdiretora da RTP África veio conversar com Georgina Angélica e Paula Cardoso sobre o seu passado, os desafios da maternidade e os projetos que tem para o futuro do canal. Ouça aqui o podcast.
Thu, 11 Sep 2025 - 77 - REWIND: Victor Hugo Mendes
Com uma trajetória recheada de prémios e reconhecimentos, Victor Hugo Mendes sobressai igualmente como orador em palestras sobre vários temas para a juventude, e ainda pelo apoio a causas de impacto social.
Tue, 09 Sep 2025 - 76 - Blessing Lumueno: “O grande marco é José Mourinho. Os treinadores desenvolveram-se muito a partir daí. O problema é que depois a própria máquina começa a asfixiá-los”
Num autorretrato que cabe em três palavras, Blessing Lumueno apresenta-se: “Fanático pela liberdade”. É assim que se vê, na relação com os outros, o mundo, e com ele próprio, revela neste episódio d’ O Tal Podcast, gravado antes de rumar para o Kuwait, como treinador-adjunto do Al-Arabi. Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 04 Sep 2025 - 75 - REWIND: Henda Vieira Lopes
Neste episódio, o psicólogo Henda Vieira Lopes aponta caminhos que nos ajudam a separar o homem do masculino, e a construir uma masculinidade positiva e inclusiva
Tue, 02 Sep 2025 - 74 - Verónica Pereira: “A verdade liberta, não me causa medo. Se não a contar, não tenho paz”
Tinha 36 anos quando se tornou a primeira e, até agora, única diretora da edição impressa do “Novo Jornal”, em Angola. Cerca de uma década depois, Verónica Pereira revisita, neste episódio d' O Tal Podcast, as marcas que acumulou com essa experiência. Ouça aqui a conversa com Paula Cardoso e Georgina Angélica.
Thu, 28 Aug 2025 - 73 - REWIND: Ana Sofia Martins
Da projeção à notoriedade, Ana Sofia Martins traça distâncias. Quão longe fica uma realidade da outra? Que caminhos se atravessam entre os dois pontos
Tue, 26 Aug 2025 - 72 - Milton Gulli: “O papel dos artistas é muito importante, porque a arte tem de questionar, criticar, apontar o dedo”
Neste episódio d'O Tal Podcast, Paula Cardoso e Georgina Angélica conversam com Milton Gulli, músico e produtor, sobre a sua trajetória de quase 30 anos, marcada por vivências em Portugal, Moçambique e Arábia Saudita.
Thu, 21 Aug 2025 - 71 - REWIND: Isabél Zuaa
A multifacetada artista Isabél Zuaa partilha como tem feito esse caminho de emancipação emocional, a partir de um lugar de amor-próprio e de autocuidado
Tue, 19 Aug 2025 - 70 - Iris de Brito: “Fiz a audição para o filme Evita com um dos bailarinos principais do Michael Jackson. Fiquei, saltei, estava toda contente”
Diante da pergunta “Que idade tinhas quando a dança entrou na tua vida?”, Iris de Brito revê a resposta de sempre. Habituada a apontar como referência a iniciação no balé, vivida quando tinha cerca de 8 anos, hoje a coreógrafa partilha outro entendimento. “A dança e o movimento entraram em mim quando comecei a andar”, realça no início deste episódio d’ O Tal Podcast, já livre das velhas programações. Ouça aqui o podcast de Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 14 Aug 2025 - 69 - REWIND: Dino D' Santiago
Entre o desejo de ser pai, e o medo de falhar nesse papel, Dino d’ Santiago encontrou na terapia um lugar de entendimento.
Tue, 12 Aug 2025 - 68 - Saint Caboclo: “A música não é suposto ser elitista, mas para todos. As pistas de dança foram criadas de uma certa forma de rebelião”
Oiça a conversa com Saint Caboclo, figura de destaque na cultura urbana e alternativa portuguesa, com uma atuação que mistura música, ativismo e identidade
Thu, 07 Aug 2025 - 67 - Jimmy P: “Fui-me tornando mais sensível, e tinha vergonha disso. Com a idade, percebi que não é uma coisa má, acho que é um superpoder”
Nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, Jimmy P revela ainda como constrói a sua sorte e resiliência: “Não foram as 10 músicas que tiveram sucesso que me tornaram o artista que sou. Foram as outras que ninguém ouviu”.. Ouça aqui 'O Tal Podcast'.
Thu, 31 Jul 2025 - 66 - Monica Lafayette: “Quando assinei contrato com a Nike, como Fashion Icon, mudei o jogo. Foi por causa do Cristiano Ronaldo que existiu esta campanha”
Apontada por Cristiano Ronaldo como ícone de moda, Monica Lafayette conta, neste episódio d’ O Tal Podcast, o poder dessa convocatória. “Quando assinei contrato com a Nike, como Fashion Icon Ibérica, mudei o jogo”. Siga a conversa, na companhia de Georgina Angélica e Paula Cardoso
Thu, 24 Jul 2025 - 65 - Mayra Andrade: “O que é significa ser africana no mundo? A primeira palavra que me vem é orgulho”
Mayra Andrade, premiada este ano com o Lifetime Africa Achievement Prize nos Millennium Excellence Awards, lembra que “é difícil pensar num futuro brilhante para o continente africano sem pensar numa mudança global”. Acompanhe a conversa, com Georgina Angélica e Paula Cardoso, em mais um episódio d'O Tal Podcast.
Thu, 17 Jul 2025 - 64 - Episódio Especial ao Vivo: “Precisamos voltar a esta cena super futurista que é estarmos juntos uns com os outros”
A jornalista Catarina Marques Rodrigues e a multifacetada artista Selma Uamusse ao vivo na Fábrica Braço de Prata com O Tal Podcast
Thu, 10 Jul 2025 - 63 - Joana Gorjão Henriques: “Todos os dias faço uma desaprendizagem dos meus preconceitos”
Humanista da parte de pai e mãe, Joana Gorjão Henriques partilha, neste episódio d’ O Tal Podcast, como o património de valores familiares se tornou um ativo para a vida. Ouçam-na à conversa com Paula Cardoso e Georgina Angélica.
Thu, 03 Jul 2025 - 62 - Fernando Cabral: “Tenho sangue revolucionário fortíssimo. Acho que por isso me apaixonei pelo reggae”
Filho de Luís Cabral, primeiro Presidente da República da Guiné-Bissau, e sobrinho de Amílcar Cabral, o histórico líder do PAIGC, Fernando Cabral encontrou nas raízes musicais da Jamaica um lugar de autodeterminação. “Quando as pessoas perguntam porque é que tens uma ligação forte com o reggae, eu digo: porque é uma música revolucionária, e eu tenho sangue revolucionário”, conta. Conheça a sua história em mais um episódio d'O Tal Podcast com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
Thu, 26 Jun 2025 - 61 - Nara Couto: “Até hoje eu estou me recuperando da pandemia, das perdas”
A dança, aprimorada no Balé Folclórico da Bahia, carimbou-lhe o passaporte para vários países, mas é entre o Brasil de nascimento e a África de múltiplos pertencimentos que encontra o seu palco principal, hoje construído entre o movimento e a música. Nara Couto é a convidada desta semana de Georgina Angélica e Paula Cardoso n'O Tal Podcast
Thu, 19 Jun 2025 - 60 - Solange Salvaterra Pinto: “Desistir é uma palavra que não está no meu dicionário”
Solange Salvaterra Pinto é a convidada desta semana de Georgina Angélica e Paula Cardoso n'O Tal Podcast. “Desistir é uma palavra que não está no meu dicionário”, ouça aqui a sua história inspiradora
Thu, 12 Jun 2025 - 59 - Francisco Borges: “Não tenho telemóvel. Costumo ler 10 livros por semana"
Junho começou com a comemoração do Dia da Criança e, n’ O Tal Podcast, a data foi assinalada na companhia do estudante Francisco Borges, que, depois das aulas, ainda teve energia para conversar sobre direitos e deveres. Ouça aqui mais uma conversa com Paula Cardoso e Georgina Angélica.
Thu, 05 Jun 2025 - 58 - André Biveti: “Sempre senti que era um produto do Estado Social português”
Campeão nacional de atletismo em várias categorias, André Biveti já tinha conquistado um lugar no Centro de Alto Rendimento do Jamor quando uma lesão o afastou das pistas.
Precocemente arredado da competição, numa altura em que conciliava as provas desportivas com os exames de Direito, encontrou na política partidária novas metas, traçadas a partir da sua própria realidade.
“Aquilo que eu sou é, no fundo, o exemplo de como as políticas públicas e sociais são necessárias”, assinala nesta conversa, sublinhando a importância de continuarmos a defender o Estado Social.
“É a comunidade que nos permite continuar a ter este imaginário de coletivo, ser solidários, e pensar que existem pessoas que necessitam de mais apoio.”
Firmemente posicionado à esquerda, André começou por integrar a Juventude Socialista, movimentando-se hoje nas fileiras do poder local, na Junta de Freguesia de São Vicente, em Lisboa.
“É o trabalho de proximidade que nos permite chegar às pessoas, aos nossos vizinhos, e fazer um trabalho comunitário. E é aí que está o coletivo”.
Foi também nesse ‘chão comum’ que o hoje jurista começou por fincar a sua identidade.
“Antes de me considerar português, já me considerava do bairro da Graça, porque aquelas pessoas já me reconheciam, já diziam que eu era um deles. E, portanto, o espírito comunitário tem essa lógica muito importante de criar raízes”.
Filho de mãe angolana e pai congolês, que chegaram ao país como refugiados, André Biveti nasceu em Portugal a 10 de junho de 1992, mas só obteve a nacionalidade aos 15 anos, resultado que parece ter beneficiado da sua performance no atletismo.
“Acredito que o desporto ajudou a acelerar o processo, porque chegaram a dizer que eu era um bom exemplo de integração”.
Com ou sem o empurrão das pistas para garantir a cidadania portuguesa, é inegável que foi entre corridas que o ex-atleta encontrou o impulso para se afirmar. “Cresci como uma pessoa bastante tímida, reservada, e o atletismo deu-me um boostde autoestima”.
O impacto positivo do pódio estendeu-se à escola, onde o socialista entrou para a lista dos melhores alunos. “Comecei a ter melhores notas quando comecei a evoluir mais no atletismo”.
Formado em Direito – curso que concluiu depois de uma passagem desapontante por Ciência Política –, André conta que “apesar de já ter conquistado algumas coisas”, o peso dos “traumas geracionais” faz com que sinta a pressão de, a cada momento, saber se está a corresponder às expetativas. A começar pela paternidade, que classifica como a maior reinvenção de todas.
Continue a seguir esta história, na companhia d’ O Tal Podcast, com Georgina Angélica e Paula Cardoso.
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Thu, 29 May 2025 - 57 - Luísa Semedo: “Nunca tive problemas em aceitar cargos de responsabilidade. Quando era miúda pensei ser Presidenta da República”Thu, 22 May 2025
- 56 - Carlos Dias: “A nossa maior força é o que sentimos. Na realidade não é aquilo em que acreditamos”
Além de homenagear o poder feminino, nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, Carlos Dias revela aquele que é seu papel mais importante: ser pai. Ouça aqui o novo episódio d'O Tal Podcast'.
Thu, 15 May 2025 - 55 - Aua Baldé: “Quando me sento na Assembleia Geral das Nações Unidas, estou lá eu, o meu afro e ainda ponho o turbante. É essencial celebrar-se a diversidade”
Aua Baldé é formada em Direito, professora universitária, mestre pela Harvard Law School, e doutoranda na Católica Global School of Law, destino académico que, sem os estímulos familiares, seria, à partida, inimaginável. Conheça a sua história neste episódio d'O Tal Podcast
Thu, 08 May 2025 - 54 - Eva Cruzeiro: “Só não perdoa quem tem uma expectativa quase desumanizada do outro. Eu estou sempre à espera que as pessoas errem”
Oiça aqui a conversa entre a “candidata sensação do PS”, Eva Cruzeiro, e as apresentadoras Georgina Angélica e Paula Cardoso, n'O Tal Podcast.
Thu, 01 May 2025 - 53 - Gutto: “Black Company aparece nos livros da escola, faz parte da História”
Oiça aqui a conversa com Gutto, músico que fez história com os Black Company, popularizados pelo hit “Nadar”, e tantos outros sucessos que marcaram a década de 90
Wed, 23 Apr 2025 - 52 - Vem aí uma nova temporada d'o Tal Podcast. Desta vez na companhia do Expresso
Georgina Angélica e Paula Cardoso conversam sem guião, com convidadas e convidados sempre muito especiais e surpreendentes
Wed, 16 Apr 2025 - 51 - A quarta temporada
Entre tudo o que os nossos cérebros não compreendem, o infinito ocupa - naturalmente - um lugar central. A partir de uns quantos zeros, os números ganham vida própria e abandonam a realidade próxima e perceptível. O Big Bang, os fractais, o numero de possíveis combinações do ADN, os grãos de areia de todas as praias imaginadas e já percorridas. A nossa mente não é capaz de segurar com propriedade esta imensidão, do enorme ao microscópico.
A internet e a primeira e a definitiva infinitude cultural da humanidade. O universo digital expande-se a uma velocidade diária estonteante e submerge-nos num oceano de informação e significado - onde ainda não aprendemos a respirar. 500 horas de vídeo criadas em cada minuto, 8 bilhões de chips por ano, 400 milhões de podcasts. Um mundo medido em zettabytes, em si uma medida provisória, está para além da nossa capacidade de toque, de absorção, de reflexão. Habituados - crentes? - a um mundo com limites rígidos, estamos agora perante a fluidez e a potência do que é exponencial e extremado, em tudo.
A lógica bipolar da internet produz, do outro lado, a longa cauda dos números ínfimos e invisíveis. O reverso da viralidade é o silêncio em que vive a esmagadora maioria dos conteúdos online, para os quais a luz das partilhas e da atenção colectiva nunca chegará a brilhar. A celebridade, quando chega, é traiçoeira e instável, sempre pronta a abençoar os próximos candidatos com o seu brilho irresistível e desapaixonado. Do outro lado dos números longos vivem os dados que nunca são vistos e que só interessam a muito poucos.
E nesse espaço construímos O Tal Podcast e aprendemos os contornos do que parecem ser as regras do século: é mesmo muito difícil transitar da aritmética da criação para a álgebra da sustentabilidade, é ainda mais impossível planear a longo prazo, a atenção repentina é uma armadilha letal. E ainda outra regra, provavelmente dourada: quando alguém escuta, uma e outra vez, quando alguém sustem o olhar para isso que colocamos no mundo, significa que encontrámos a linha de fuga.
Essa audição e esse olhar são muitas vezes individuais, familiares, animados por uma comunidade que cabe à volta de uma mesa. Na maior parte dos casos, não serão suficientes para a longa viagem na invisibilidade da rede. Mas quando a excepção acontece, o que aprendemos é que o caminho certo fica na direccao da proximidade, do toque, da presença. São os círculos pequenos e concêntricos que nos ensinam a força do que fazemos.Concluímos a quarta temporada d’O Tal Podcast com ainda mais questões, mais inquietação. Como ser pequeno sem ser insignificante? Como crescer sem esquecimento? Como brilhar de forma límpida e colectiva? O futuro que nos aguarda será definido por estas respostas.
Queremos desenhá-las convosco.
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Wed, 05 Feb 2025 - 50 - Victor Hugo Mendes
Pai de três, Victor Hugo Mendes (VHM)poderia muito bem fechar as contas da sua paternidade numa dezena de descendentes. Escrito de outro modo: gostaria de ter 10 filhos. O número impressiona, em especial numa Europa com algumas das mais baixas taxas de fertilidade do mundo, porém VHM não se deixa intimidar, assumindo valores ancestrais africanos na relação com a ascendência e descendência. Mas, em que medida as diferenças culturais – e até alguns choques –poderão ter comprometido o seu processo de adaptação a Portugal?
Victor descomplica a mudança, e dá a conhecer, neste episódio, vários traços da sua personalidade. “Não consigo estar onde não sou bem-vindo. Prefiro abraçar o sacrífico a deixar-me estar”, diz, sempre pronto para acolher um novo desafio: “Preparo-me para as oportunidades”.
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Nascido na província angolana de Malanje, há 42 anos, cedo Victor Hugo Mendes começou a destacar-se como comunicador. Primeiro na rádio, onde assumiu as vezes de locutor e apresentador, e mais tarde na televisão, o hoje anfitrião do programa “Tem a Palavra”, da RTP África, também é reconhecido pela assinatura literária. Autor de seis obras, onde encontramos títulos como “Face 69”, “Tchiwekinha o menino vencedor” e, mais recentemente, “Nagrelha 2030”, Victor lembra-nos, no seu site oficial, que “Quem lê um livro nunca mais é a mesma pessoa”.
Com uma trajetória recheada de prémios e reconhecimentos, o apresentador sobressai igualmente como orador em palestras sobre vários temas para a juventude, e ainda pelo apoio a causas de impacto social.
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Wed, 22 Jan 2025 - 49 - Cátia Semedo Ramos
Chegou a estar na iminência de um esgotamento, porque “tinha muita dificuldade em dizer não”. Sempre disponível para os outros, Cátia Semedo Ramos foi-se esquecendo das suas necessidades, até viver uma depressão. Os sintomas da doença, silenciosamente incorporados, não escaparam à mãe, que, ao testemunhar algumas explosões de choro da filha, a aconselhou a procurar ajuda médica.
As lágrimas continuaram a correr, mas, com medicação, sessões de terapia e tempo, ‘desaguaram’ numa nova consciência. A vivência, que Cátia partilha neste episódio, e sobre a qual fala abertamente, em palestras, entrevistas e workshops, surpreendeu muitas pessoas à sua volta, evidenciando a importância de conversarmos, sem tabus, sobre saúde mental, e de sermos capazes de reconhecer o problema e de pedir ajuda.
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Cátia Semedo Ramos considera que a sua melhor história “é contada na primeira pessoa”, e, sem hesitar, apresenta-nos o título: “From the Hood to Hollywood”, ou, em versão portuguesa “do bairro para Hollywood”. Filha de cabo-verdianos, criada no entretanto demolido bairro da Pedreira dos Húngaros, Cátia chegou a Hollywood como uma das batukaderas de Madonna.
A viagem aconteceu em 2019, na tour de apresentação do álbum “Madame X”. No regresso a Portugal, esta orgulhosa “Doméstica Rara”, como também se apresenta, formou-se como Coach. Hoje, além de prestar serviço doméstico, trabalha como coach de hábitos e rotinas, é formadora, palestrante, atleta e autora do e-book “20 Receitas Práticas, Económicas e Saudáveis”. Mais recentemente, publicou o diário de autocuidado “My Journal, Hoje eu Afirmo!”.
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Wed, 15 Jan 2025 - 48 - Paula Almeida
“Estejamos mais abertos para acolher as nossas crianças!”. Mais do que a expressão da sua experiência profissional e da vivência pessoal, as palavras de Paula Almeida refletem a sua consciência sobre a necessidade de um despertar comunitário. “A mulher negra sempre acolheu”, assinala nesta conversa, entre partilhas sobre a sua própria viagem pela maternidade.
Mãe de uma menina que, até ao seu acolhimento, vivia numa instituição, Paula conta como o seu trabalho de intervenção social a alertou para uma realidade que pretende ver alterada: a falta de famílias negras disponíveis para acolher e adoptar as “nossas” crianças. Consciente da força que poderá surgir de um maior envolvimento negro nestes processos, a filha da Dona Martina, neta da D. Guilhermina e bisneta da D. Mariana, partilha um dos ensinamentos recebidos da sua linhagem feminina: “Quem tem um filho, tem todos os outros filhos”.
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Dona de uma longa e vasta experiência em intervenção social e comunitária com crianças e jovens em situação de risco, Paula Almeida soma formações ao serviço da igualdade, e contra a exclusão social. Sempre em busca de novas ferramentas para aproximar grupos, Paula optou pela licenciatura em Estudos Africanos, na variante História e Desenvolvimento, porque viu nessa formação uma via para sustentar o trabalho que desenvolve junto da comunidade negra.
A par da ligação aos mais novos, inclusivamente em instituições de acolhimento, Paula atua como técnica de intervenção familiar, facilitando a reparação e regeneração de contextos disfuncionais. Por uma sociedade mais humana.
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Wed, 08 Jan 2025 - 47 - Sofia Medina Andrade
“Na vida há uma beleza muito grande em vermos as coisas acontecerem”. Sofia Medina Andrade ouviu esta frase em Moçambique, da boca do ex-colega Fernando, e nunca mais a esqueceu. “Fui um livro aberto e voltei preenchida”, conta, plena de tanta cultura que teve a oportunidade de absorver.
Na altura ao serviço da organização Médicos do Mundo, a hoje especialista em aquisição de talentos revisita a temporada em Maputo como quem percorre um manancial de aprendizagens. A determinada altura dessa viagem, recorda Sofia, o controlo emocional desapareceu: “Saio do carro, e começo a chorar imenso”. O momento de catarse, na sequência da exposição a testemunhos sobre violência contra mulheres, favoreceu o início de uma busca consciente de autocuidado. Onde a coragem para dizer não, e o merecimento, significam trabalho em construção.
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Bélgica, Brasil, Moçambique e Portugal sinalizam direções na rota profissional de Sofia Medina Andrade, iniciada a partir da licenciatura em Comunicação e Jornalismo. Depois de sete anos nessa área, com experiência em assessoria de imprensa, gestão de eventos e desenvolvimento estratégico, Sofia encontrou, em 2021, um novo rumo nos Recursos Humanos.
Hoje especialista em aquisição de talentos, empenha-se em promover e defender os valores da Diversidade e Inclusão. Não apenas nas empresas por onde passa, mas também aos microfones do podcast “Colour at Work”, projeto que criou para amplificar vozes sub-representadas no mercado de trabalho.
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Wed, 11 Dec 2024 - 46 - Maria Gorjão Henriques
Assistimos a guerras e genocídios como se fossem obras de ficção, das quais nos desligamos quando mudamos de canal ou fechamos o jornal. Acompanhamos a crescente polarização dos debates, e habituamo-nos a repetir a palavra ódio, colada a discursos e campanhas.
“Estamos num cruzamento essencial”, nota Maria Gorjão Henriques, para quem “nunca foi tão urgente honrarmos o nome da raça humana”. Facilitadora de consciência sistémica, Maria sublinha: “Ou nos permitimos despertar para a humanidade em Nós, ou nos vamos perder”. Ao encontro de Nós, a também terapeuta, escritora e psicóloga de formação empenha-se em mobilizar a força do “Amor puro e genuíno”, lembrando que a Consciência aliada ao Amor promove Cura. Mas como alimentar este movimento de humanização da vida, quando, conforme aponta, “vivemos num mundo de embalagem, e não de conteúdo?”. Buscamos respostas neste episódio, e todas elas convocam a nossa unidade.
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Formada em Psicologia, Maria Gorjão Henriques consolidou carreira no mundo financeiro, até ao dia em que decidiu agir de acordo com o que sentia e intuía. Despediu-se, mergulhou numa série de formações na área do desenvolvimento humano e espiritual, e tornou-se facilitadora de consciência sistémica.
Cerca de 20 anos depois, dedica a vida a ajudar outras pessoas a encontrarem o seu propósito, e “a fazerem o seu processo de cura emocional e da sua ancestralidade, rumo a um despertar da consciência individual e coletiva”. Para isso fundou o Espaço Amar, a Consciência Sistémica em Portugal, o Campus de Consciência Sistémica e o Lagar das Almas, além de ter criado o movimento internacional “Unidos num só Coração”. Em 2023 publicou o livro “O despertar da consciência com as constelações familiares” e, já neste ano, lançou “Relacionamentos Amorosos - O espelho das histórias e dos traumas familiares”.
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Wed, 04 Dec 2024 - 45 - Solange Hilário
Tinha apenas 15 anos quando se tornou um rosto conhecido do grande público, através da participação no concurso televisivo Ídolos, para descoberta de novos talentos musicais. Hoje, aos 31 anos, Solange Hilário recorda os altos e baixos dessa experiência, com o entendimento de que todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de viver os desafios de um programa de TV do género.
“Ajudou-me a crescer”, conta, sem mascarar dores nem desilusões. “Nos meus sonhos era de uma maneira”, admite, defendendo que conhecer a realidade permitiu-lhe compreender, livre de deslumbramentos, alguns processos de ruptura por que passam os artistas. Apesar das inúmeras pressões para caber numa caixa artística mais vendável, a hoje designer de interiores não se deixou "embrulhar" num destino que não sentia seu. Dona e senhora das suas escolhas, Sol considera que, a par do apoio familiar, sempre teve muita sorte com as pessoas que a acompanharam. Como Manuel Moura dos Santos, que, aos 16 anos, a protegeu do assédio de uma revista masculina para posar nua.
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Mestre na arte da reinvenção, Solange Hilário iniciou-se na música, ainda adolescente, mas a sua força criativa não permitiu que ficasse presa ao frenesim da agenda de espectáculos, inaugurada a partir da participação no concurso televisivo Ídolos. Multifacetada, Sol – como é carinhosamente tratada por familiares e amigos – também deu cartas na apresentação televisiva e na representação. Aliás, ainda hoje é reconhecida pelo papel que interpretou na novela angolana “Windeck”, experiência que lhe permitiu mergulhar fundo nas suas raízes angolanas. Hoje dedica-se inteiramente ao design de interiores, área na qual se especializa, através da marca Solange Interiors. Tem 31 anos, é natural de Matosinhos, casada e mãe da Sara, uma menina de 8 anos.
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Wed, 27 Nov 2024 - 44 - Jonathan Ferr
Sem filtros, Jonathan fala sobre como a espiritualidade ajudou a dissipar o ceticismo e trouxe uma nova compreensão da vida, focada no processo, e não na ansiedade de resultados. Com uma visão única, Jonathan Ferr desconstrói ideias pré-concebidas sobre prosperidade e revela a importância de estar rodeado de pessoas que também vibram em abundância. “Quanto mais me desconheço, mais quero aprofundar no ser chamado EU”, afirma, num diálogo que nos convida a repensar o que significa realmente prosperar.
Jonathan reflete ainda sobre a prática diária da gratidão, não apenas pelo presente, mas pelo que ainda está por vir, como um exercício essencial para viver em prosperidade. Para ele, prosperar é encontrar alegria no processo, abraçar o inesperado e reconhecer a sacralidade da jornada. Com a influência do budismo, aprendeu a agradecer em vez de pedir, assumindo a abundância como um estado de consciência. Esta conversa inspiradora é um convite a mergulhar na profundidade do autodesconhecimento e a abraçar uma visão mais ampla e plena de prosperidade.
Nascido em Madureira, no Rio de Janeiro, Jonathan Ferrcresceu rodeado pela riqueza cultural urbana que moldou a sua paixão pela música. Foi nesse ambiente que, ainda jovem, encontrou no piano a ferramenta para transformar o jazz, fundindo-o com hip-hop, R&B e música eletrónica, criando o conceito de urban jazz. Determinado a democratizar o género, destacou-se com álbuns como Cura e Liberdade, marcando a sua ousadia e inovação no panorama musical. Hoje, Jonathan é reconhecido não apenas pelo talento ao piano, mas também pelo impacto cultural que promove. Divide-se entre grandes palcos, como o Rock in Rio, e palestras sobre espiritualidade e inclusão, mantendo a essência das suas raízes em Madureira, enquanto inspira novas gerações a romper barreiras através da música.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Wed, 20 Nov 2024
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