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WordPress Podcast (português)

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WPpodcast Team

Informações da Comunidade WordPress

111 - Adeus, Dashicons
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  • 111 - Adeus, Dashicons

    Os ícones que acompanham o WordPress desde a versão 3.8 parecem estar prestes a desaparecer no WordPress 7.2, onde serão substituídos por gráficos vetoriais.

    Lembre-se de que pode ouvir este programa no:

    Transcrição do programa

    Olá, eu sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da Comunidade WordPress.

    Neste episódio, encontras a informação de 31 de agosto a 6 de setembro de 2026.

    Já existe um calendário para a primeira versão de manutenção da versão atual: o WordPress 7.1.1 chega a 17 de setembro. A própria equipa reconhece que o volume e a gravidade dos problemas reportados nos fóruns, no Trac e no repositório do Gutenberg desde o lançamento da versão 7.1 justificam preparar esta atualização de manutenção com maior antecedência do que é habitual.

    Como é normal nestas versões, o 7.1.1 concentra-se exclusivamente na correção de erros: só entram tickets relacionados com regressões introduzidas durante o próprio ciclo do 7.1 ou funcionalidades que tenham sido deliberadamente adiadas para o final desse ciclo. Não haverá novas funcionalidades.

    Gutenberg 23.9 com aposta nos estilos globais

    O Gutenberg 23.9 também já está disponível, concentrado sobretudo em pequenas melhorias que tornam a edição do dia a dia mais prática.

    Já não precisas de procurar o botão de inserção de blocos quando este está escondido: agora podes adicionar diretamente a partir da própria barra de ferramentas do bloco, pelo que acrescentar outra imagem a uma galeria ou um novo bloco dentro de um grupo deixa de obrigar a mudar a seleção ou a fazer scroll até encontrares o botão.

    Os Estilos Globais passam, por sua vez, a apresentar um pequeno indicador em cada bloco que tenha uma substituição de estilo personalizada, com a possibilidade de filtrar e ver de uma só vez apenas os blocos que alteraste manualmente, em vez de teres de os rever um a um.

    Entre as restantes novidades, destaca-se a possibilidade de definir espaçamentos horizontais e verticais independentes entre elementos no bloco Grupo, quando este utiliza layouts flexíveis ou em grelha, a capacidade de personalizar o estilo das etiquetas dos formulários através do theme.json e o suporte dos Estilos Globais para citações em bloco, campos de entrada e listas de seleção.

    Também podes agora adicionar a tua própria paleta de cores para duotone diretamente a partir do painel de Estilos Globais, em vez de ficares limitado às opções disponibilizadas pelo tema. As restantes alterações dizem respeito sobretudo a melhorias internas de acessibilidade e desempenho, incluindo uma seleção de blocos visivelmente mais rápida em artigos longos.

    Dashicons dão lugar a novos ícones

    Está a ser preparado um patch que substitui os Dashicons na barra de administração e no menu lateral pelos novos ícones SVG do WordPress, tirando partido da nova função introduzida no WordPress 7.1.

    A razão não é apenas estética: os tipos de letra de ícones, como os Dashicons, apresentam vários problemas de base. Os leitores de ecrã podem anunciá-los de forma imprevisível, uma vez que ocupam pontos de código Unicode sem um significado definido e, por vezes, são lidos como um carácter sem sentido no meio de uma frase.

    Também deixam de funcionar corretamente no modo de alto contraste do Windows e noutras configurações de cores forçadas, porque o sistema os trata como texto. Além disso, quando o ficheiro da fonte não carrega ou demora a carregar, surgem caixas ou símbolos estranhos que dão a aparência de um site avariado, enquanto um SVG simplesmente não é apresentado caso falhe o carregamento.

    A alteração será bastante visível para os utilizadores, pelo que a equipa está a pedir explicitamente mais feedback do que aquele que recebeu até agora no ticket. Permanecem em aberto alguns detalhes: o ícone de pesquisa fica orientado no sentido oposto ao Dashicon que substitui e o ícone das Entradas poderá deixar de ser um alfinete e passar a ser uma caneta, embora já exista debate sobre qual das opções faz mais sentido.

    Os Dashicons surgiram pela primeira vez no WordPress 3.8 Parker, lançado a 12 de dezembro de 2013. Chegaram juntamente com a reformulação da área de administração, o projeto MP6, substituindo os antigos sprites de ícones por uma fonte vetorial, mais nítida em qualquer resolução. A versão inicial incluía 167 ícones e, no WordPress 3.9, foram adicionados mais 30, passando o total para 197.

    A relação do WordPress com o PHP

    Um grupo de contribuidores participou numa conversa informal durante a WordCamp US, ao abrigo das regras de Chatham House, sobre a relação do WordPress com a linguagem PHP e com a respetiva comunidade.

    O diagnóstico de base é conhecido: uma parte significativa da comunidade PHP não considera os programadores WordPress como programadores PHP “a sério”, em parte porque o compromisso do WordPress com a retrocompatibilidade é visto como um fator que atrasa a própria evolução do PHP, e porque o WordPress participa muito pouco nas discussões onde são decididas novas funcionalidades da linguagem.

    Essa mesma janela alargada de compatibilidade também cria dificuldades reais no ecossistema de plugins, já que as dependências externas utilizadas por estes deixam, muitas vezes, de suportar versões de PHP tão antigas como aquelas que o WordPress ainda aceita.

    Os dados que mais pesam na discussão são os de adoção: o PHP 7.4 continua a ser utilizado em cerca de 18% dos sites, com poucos incentivos recentes para a atualização além das questões de segurança, já que essas versões antigas deixaram de receber correções.

    Foi discutida a possibilidade de promover uma atualização coordenada do lado dos alojamentos, de tornar o PHP 8.x visivelmente mais rápido para que o desempenho se transforme num argumento decisivo e surgiu também uma preocupação de fundo relativamente ao PHP 9: se trouxer alterações significativas à sintaxe, poderá tornar-se impossível manter uma única versão do WordPress compatível simultaneamente com PHP 7.4 e PHP 9.

    O resto da conversa incidiu sobre formas de reforçar a relação com o projeto PHP:

    retomar a discussão sobre WebAssembly, anteriormente descartada por falta de interesse, mas que agora faz mais sentido tendo em conta a utilização de WASM pelo WordPress no Playground; levar para o PHP o trabalho desenvolvido pelo WordPress na HTML API, em vez de o manter exclusivamente no projeto; e ainda a ideia, por enquanto apenas numa lista de desejos, de permitir que plugins com dependências inseguras sejam carregados com permissões limitadas, marcando como não confiável qualquer código que dependa dessas bibliotecas.

    Como próximos passos concretos, fala-se em analisar se a distribuição das versões antigas do WordPress sofreu alterações e em explorar a possibilidade de enviar avisos automáticos aos programadores de plugins quando o respetivo código não for compatível com determinada versão do PHP.

    Code Reference

    A Code Reference estreia exemplos de código realmente executáveis, através do WordPress Playground: o WordPress 7.1 já inclui os dois primeiros, estando previstos mais exemplos para o 7.2.

    Nas páginas de referência existe agora um botão “Run”, que executa o fragmento de código diretamente no navegador, sem ser necessário abandonar a documentação nem configurar qualquer ambiente local.

    Estes exemplos interativos são definidos diretamente no DocBlock de cada método, dentro do próprio código do WordPress, recorrendo a uma sintaxe ligeiramente diferente da utilizada num exemplo de código convencional. A equipa promete publicar em breve uma página no Handbook com todos os detalhes para quem quiser documentar as suas próprias funções utilizando o mesmo formato.

    bbPress com atualizações de segurança

    Está na altura de atualizar os fóruns que utilizam bbPress, uma vez que a versão 2.6.15 corrige cinco falhas de segurança e inclui várias melhorias de compatibilidade.

    As correções reforçam as permissões ao editar tópicos e respostas, dividir ou juntar tópicos, atualizar perfis de utilizador e visualizar fóruns privados ou ocultos. A verificação de palavras-passe em importações provenientes de outros sistemas também foi reforçada e foram corrigidos avisos de PHP em alguns pedidos relacionados com fóruns.

    Uma das vulnerabilidades tem o seu próprio CVE.

    WordPress Day for AI anunciou segundo orador

    Sofia Correia é a segunda oradora confirmada do WordPress Day for AI Faro 2026.

    Especialista em estratégia digital e comunicação vai apresentar uma sessão sobre como a IA resolve o que o cliente não sabe explicar.

    Sofia Correia junta-se a Jamie Marsland no leque de oradores, que já tinha sido anunciado.

    A fase de apresentação de candidaturas a oradores encerrou a 31 de Agosto e em breve serão anunciados outros oradores e o programa.

    Por fim, este podcast é distribuído ao abrigo de uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol. Podes encontrar todos os links para mais informações, assim como o podcast noutros idiomas, em WPpodcast .org.

    Obrigado por ouvires e até ao próximo episódio.

    Tue, 08 Sep 2026 - 10min
  • 110 - A Secrets API está a caminho

    O WordPress está a trabalhar num sistema de encriptação para as credenciais armazenadas no sistema, tanto para APIs de serviços externos como para as utilizadas por outros plugins e ferramentas.

    Lembre-se de que pode ouvir este programa no:

    Transcrição do programa

    Olá, sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da Comunidade WordPress.

    Neste episódio, encontras a informação de 24 a 30 de agosto de 2026.

    A comunidade recebeu uma proposta de grande alcance para o WordPress 7.2: uma Secrets API, a primeira forma nativa de armazenar credenciais no WordPress.

    Atualmente, qualquer plugin que precise de guardar uma chave de API escreve-a em texto simples na tabela de opções, o que significa que acaba em todas as cópias de segurança, em todos os clones de staging e em todos os terminais partilhados. Com a chegada dos serviços de IA com chaves associadas a modelos de pagamento por utilização, perder uma credencial desta forma deixou de ser um problema menor.

    A proposta apresenta funções simples com encriptação obrigatória e sem possibilidade de a desativar, sem qualquer filtro que possa intercetar um segredo em texto simples no momento em que é obtido e com suporte para WP-CLI desde o primeiro dia, precisamente para evitar que as credenciais fiquem expostas no histórico do terminal.

    O plano de trabalho é algo invulgar: antes de chegar ao core, será publicado como um plugin autónomo para que a comunidade possa testá-lo em sites reais. Só depois chegará o patch para o core, com uma API idêntica à do plugin. A interface de administração ficará deliberadamente adiada para o WordPress 7.3, para evitar apressar uma decisão de design importante.

    A proposta já gerou um debate técnico sério nos comentários, sobretudo por parte de profissionais de alojamento gerido, que explicam que os seus sistemas externos de armazenamento de segredos são apenas de leitura para o WordPress e que a encriptação tem de ser feita nos seus HSM (Hardware Security Module – Módulo de Segurança de Hardware) externos, e não dentro do WordPress. É algo que a proposta atual não resolve bem, porque parte do princípio de que o fornecedor de armazenamento nunca recebe o segredo em texto simples. Continua a ser pedido feedback ativamente e tudo indica que o desenho final poderá mudar consideravelmente em relação a esta primeira versão antes de chegar a um patch efetivo.

    É importante explicar que HSM significa Hardware Security Module, isto é Módulo de Segurança de Hardware. É um equipamento físico, dedicado e à prova de violação, usado para gerar, guardar e usar chaves criptográficas com máximo nível de segurança

    A equipa de IA confirma dados diretamente relacionados com este tema: a Secrets API para o WordPress 7.2 já foi testada previamente, essencialmente porque é a mesma API que tem sido utilizada há vários meses como experiência de encriptação de chaves dentro do plugin de IA. A equipa alinhou formalmente a favor da sua integração no core no WordPress 7.2, embora peça que a documentação inclua uma forma simples de detetar se a função está disponível, permitindo migrar de forma limpa código antigo que ainda guarda segredos em texto simples.

    Equipa de Segurança anunciou a Core Security Initiative

    A equipa de Segurança anunciou a Core Security Initiative, um esforço coordenado que também ajuda a explicar algo que temos observado nas últimas semanas: a avalanche de correções de segurança na série 7.0.

    Segundo a própria equipa, o volume de relatórios de segurança cresceu enormemente durante o último ano, em grande parte porque os modelos de IA mais avançados tornam a análise de código em busca de vulnerabilidades cada vez mais acessível.

    É algo que está a acontecer em todo o ecossistema de software, não apenas no WordPress. E, segundo a equipa, é um bom problema: mais olhos sobre o código tornam o WordPress mais seguro, mas obrigam a aumentar a capacidade de classificação, validação e resolução desses relatórios.

    A iniciativa assenta em três frentes:

    A primeira passa por um processo de lançamento mais sólido e automatizado, com melhores testes end-to-end, para que as correções de segurança possam ser disponibilizadas de forma fiável e previsível. A segunda consiste em reduzir o número de relatórios em aberto, acrescentando mais pessoas à equipa e mais voluntários, com o objetivo declarado de chegar a zero problemas pendentes. A terceira passa por utilizar a própria IA para procurar proativamente vulnerabilidades antes que alguém as explore, complementando os relatórios recebidos através dos processos de divulgação responsável.

    Playground permite versões históricas

    O WordPress Playground tornou-se algo consideravelmente mais ambicioso do que uma simples sandbox: agora permite executar qualquer versão histórica do WordPress diretamente no navegador, desde a 0.7 até à 6.2, muito antes da existência do editor de blocos ou da REST API.

    A atualização é ativada através de uma nova caixa “Include older versions” no painel de definições e, nos bastidores, realiza um trabalho bastante sofisticado: para as versões do WordPress entre a 0.7 e a 4.9 utiliza uma versão WebAssembly do PHP 5.2.17, enquanto para as versões 5.0 a 6.2 fixa o PHP 7.4, porque estas versões intermédias funcionam de forma mais fiável aí do que em versões modernas do PHP. O seletor mostra até o nome de código de cada versão, pelo que testar o WordPress 2.8 “Baker” é tão simples como escolhê-lo numa lista.

    A utilidade prática é evidente para quem desenvolve plugins ou temas:

    reproduzir um problema de compatibilidade reportado por um cliente que ainda utiliza o WordPress 4.9, verificar realmente o que deixa de funcionar antes de decidir abandonar o suporte para uma versão antiga ou comparar o comportamento do editor clássico com o editor de blocos, sem ser necessário manter uma máquina virtual separada com PHP antigo e uma base de dados própria.

    Plugin GatherPress alarga testes

    Um grupo de contribuidores está a desenvolver uma alternativa ao Meetup. com para os grupos da comunidade WordPress, baseada no plugin GatherPress, e já está a pedir ajuda para a testar em Events.WordPress.org.

    A ideia é que cada grupo tenha o seu próprio site, onde as pessoas possam aderir e confirmar a presença nos eventos, com os organizadores a gerirem tudo a partir da área pública do site, sem terem de passar pelo painel de administração.

    Para testar, basta iniciar sessão no grupo de teste com uma conta WordPress, passando automaticamente a ter a função de “Member”. Existem outras duas funções com mais permissões, “Event Organizer” e “Organizer”, também acessíveis a partir da própria página de membros para quem quiser testar essas áreas.

    A equipa pede explicitamente uma primeira impressão geral, em vez de um relatório exaustivo de erros:

    aderir a um grupo, confirmar a presença num evento, consultar patrocinadores e membros e, sobretudo, comparar a experiência com o Meetup para perceber o que poderá fazer falta a alguém habituado a essa plataforma.

    Os primeiros comentários já revelaram algumas lacunas interessantes: o editor da descrição dos eventos é bastante mais limitado do que o habitual editor de blocos, o fuso horário do evento não é apresentado, algo importante para eventos online com participantes de vários países, e existe pelo menos um caso em que sair de um grupo não elimina corretamente uma confirmação de presença já guardada para um evento.

    Existem também pedidos para a criação de um site de teste em espanhol, uma vez que as equipas de tradução do Meta e da WordCamp já estão a trabalhar nas novas strings.

    WordPress assina carta aberta relacionada com IA

    O WordPress assinou a carta aberta “Open Weights and American AI Leadership”, que apela aos responsáveis políticos dos Estados Unidos para que não imponham restrições prematuras aos modelos de IA de pesos abertos, ou open-weight, aqueles que qualquer pessoa pode descarregar, analisar, modificar e executar na sua própria infraestrutura.

    A carta foi publicada a 24 de julho e já conta com mais de 270 empresas e organizações signatárias. O argumento subjacente é o mesmo que qualquer pessoa familiarizada com o código aberto reconhecerá imediatamente: a tecnologia melhora e torna-se mais segura quanto mais pessoas a podem estudar e desenvolver.

    Mary Hubbard, CEO do WordPress, enquadra a assinatura precisamente na filosofia que o projeto segue há vinte anos: quem utiliza uma tecnologia deve poder moldá-la de acordo com as suas necessidades, e os modelos de pesos abertos estendem essa mesma liberdade ao domínio da IA.

    Entre os pedidos concretos dirigidos aos legisladores estão:

    o alargamento do acesso a capacidade computacional para startups e investigadores, o investimento em recursos partilhados, como conjuntos de dados públicos e ferramentas de avaliação, a manutenção da disponibilidade de vários tipos de modelos, em vez de reduzir o mercado a um pequeno conjunto de sistemas fechados, e não considerar automaticamente como roubo práticas comuns, como utilizar os resultados produzidos por um modelo para melhorar outro.

    Jamie Marsland no WordPress Day for AI, em Faro

    A organização do WordPress Day for AI, agendado para 24 de outubro, em Faro, anunciou o primeiro orador confirmado: Jamie Marsland.

    Head do canal do YouTube do WordPress.com mas também com um canal em nome próprio com mais de 200.000 subscritores, Jamie passa os dias a explicar WordPress a pessoas com problemas reais. Já falou em diversos WordCamp, incluindo o WCEU, o WCUS e WC Ásia. Agora vem a Faro.

    A sessão que vai apresentar chama-se “From Idea to Product with AI: Building a Canva-Style WordPress Editor and Beyond”. Vai mostrar como a IA o ajudou a construir o Gogh, um editor de páginas ao estilo do Canva para WordPress que guarda tudo em blocos nativos do Gutenberg.

    Vai ainda revelar como o mesmo fluxo de trabalho deu origem a uma aplicação de apoio ao cliente, gerou documentação, criou vídeos e artigos, escreveu textos de marketing e fechou o ciclo, transformando conversas com utilizadores em melhorias concretas do produto.

    Por fim, este podcast é distribuído sob uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol. Podes encontrar todos os links para mais informações, assim como o podcast noutros idiomas, em WPpodcast.org.

    Obrigado por ouvires e até ao próximo episódio.

    Tue, 01 Sep 2026 - 12min
  • 109 - Futuro plugin Accessibility Lab ganha vida

    Já temos um protótipo do futuro plugin Accessibility Lab, seguindo o modelo dos plugins de IA e Performance.

    Lembre-se de que pode ouvir este programa no:

    Transcrição do programa

    Olá, sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da Comunidade WordPress.

    Neste episódio, encontras a informação de 17 a 23 de agosto de 2026.

    O WordPress 7.1 foi finalmente lançado a 19 de agosto, com o nome de código Mary Lou, depois de passar por quatro versões candidatas a lançamento. A RC4 chegou com mais de 26 correções adicionais em relação à RC3 e o congelamento do código foi prolongado para além das habituais 24 horas, a pedido expresso dos committers, para dar tempo a verificar devidamente o pacote final antes da sua publicação. A equipa Core já está à procura de voluntários para as versões de manutenção 7.1.x, estando a 7.1.1 prevista para o início de setembro, dependendo da gravidade dos bugs que forem surgindo.

    Para os administradores de servidores: o WordPress 7.1 mantém o PHP 7.4 como versão mínima e é totalmente compatível desde o PHP 7.4 até ao PHP 8.5. O PHP 8.3 já se encontra apenas em suporte de segurança e o PHP 8.2 chega ao fim de vida a 31 de dezembro deste ano. Por isso, se tens sites nestas versões, vale a pena começar a planear a migração.

    O lançamento não aconteceu sem algum drama. Anne McCarthy, responsável pelo lançamento desta versão, publicou um extenso registo das decisões tomadas ao longo do ciclo, onde detalha, entre muitas outras coisas, o que realmente aconteceu na WordCamp US durante o dia do lançamento: um commit desencadeou prematuramente as atualizações automáticas, com cerca de 300 000 sites já atualizados e um problema de compatibilidade com o WP Rocket reportado em direto, enquanto Matt Mullenweg ainda estava em palco sem ter confirmado se pretendia “carregar no botão” do lançamento pessoalmente. Perante a falta de comunicação de Mullenweg e com as atualizações automáticas já em curso, McCarthy decidiu publicar diretamente o anúncio, sem esperar pelo evento em palco, assumindo publicamente a responsabilidade pela decisão.

    Gutenberg 23.8 com atualizações visuais

    O Gutenberg 23.8, lançado no mesmo dia que o WordPress 7.1, inclui as Revisões Visuais, que dão mais um passo em frente: agora podes criar uma ligação direta para uma revisão específica, já que o URL é atualizado à medida que navegas pelo histórico. Assim, partilhar uma alteração concreta com um colega passa a ser tão simples como copiar a ligação. Foi também adicionada uma vista das diferenças no código diretamente no editor. As Notas, por sua vez, completam o sistema de menções: quando alguém menciona outro utilizador com um arroba, este recebe agora um email no seu próprio idioma, com uma ligação direta para a conversa.

    A outra grande atualização é exclusivamente dedicada ao desempenho: a vista de lista recebeu um conjunto de melhorias que, combinadas, a tornam muito mais rápida em conteúdos extensos. Num artigo com 1 000 parágrafos, selecionar todos os blocos passa de 16,8 para 0,4 segundos. A área vazia do editor também deixa de apresentar uma simulação de um bloco e passa a renderizar um bloco real por predefinição, pelo que aquilo que vês antes de começares a escrever corresponde exatamente ao resultado final.

    O bloco Playlist, ainda experimental, melhora o processo de conversão a partir do bloco Audio e permite selecionar vários ficheiros de uma só vez na Biblioteca de Multimédia. Já o bloco Tabs passa a permitir navegação através do teclado com as teclas Home e End.

    Plugin IA também com atualização

    A equipa de IA lançou o plugin AI 1.3.0, com duas novas experiências no editor: tradução de conteúdos, que permite traduzir blocos de parágrafo, títulos e, opcionalmente, o título da publicação sem sair do editor, deixando sempre o resultado disponível para revisão antes da publicação; e geração de slugs, que sugere ligações permanentes concisas com base no título e no conteúdo, disponível tanto nos controlos da ligação permanente como no processo de pré-publicação.

    Há também um reforço significativo da segurança: verificação de nonces antes da geração de texto alternativo ou de resumos de blocos, validação de que os URLs de imagens externas são públicos e de um tipo permitido, e limites configuráveis de tamanho e tempo de espera para o download de imagens personalizadas.

    Além disso, já há indicações sobre o caminho que está a ser seguido: tendo em vista o WordPress 7.2, a equipa pretende levar para o core um padrão de Abilities ao estilo CRUD, em vez de expor diretamente a REST API. Desta forma, cada ability poderá indicar de forma precisa se é apenas de leitura ou se executa uma ação destrutiva.

    Tutorial sobre API de ícones do 7.1

    O Blog de programadores publicou um tutorial prático e abrangente sobre a nova API pública de ícones do WordPress 7.1. O tutorial constrói, passo a passo, um plugin de exemplo com ícones de restaurantes e, embora seja bastante orientado para programadores nos detalhes, resume bem o processo básico: registar uma coleção, registar cada ícone passando-lhe um nome e o conteúdo SVG ou o caminho para um ficheiro, e utilizar o resultado diretamente no bloco Ícones. Como recomendação de desenvolvimento, sugere a utilização de enums PHP com valores, disponíveis desde o PHP 8.1, em vez de arrays soltos, para evitar erros tipográficos e beneficiar do preenchimento automático no editor.

    Protótipo do plugin Accessibility Lab

    E aqui está ele. O primeiro protótipo do plugin Accessibility Lab já chegou, apenas alguns dias depois de ter sido discutido. Segue o modelo já conhecido do Performance Lab e do plugin AI: reunir num único local experiências destinadas ao core do WordPress e ferramentas práticas já testadas pela comunidade, com a diferença de que tudo permanece agrupado num único plugin, em vez de ser distribuído por vários plugins mais pequenos. A equipa faz questão de sublinhar aquilo que o plugin NÃO é: não substitui a correção direta dos problemas de acessibilidade no core. Bugs evidentes, como atributos ARIA mal colocados, labels em falta ou problemas de navegação por teclado, continuam a ser corrigidos onde devem ser, sem terem primeiro de passar por este plugin.

    O protótipo já inclui três módulos funcionais.

    O primeiro expande as opções de visualização da Biblioteca de Multimédia para além do simples seletor de scroll infinito que chegou com o WordPress 7.1, acrescentando controlo sobre o número de elementos apresentados, a densidade e a possibilidade de manter o nome do ficheiro sempre visível. Foi concebido explicitamente para recolher feedback real sobre a forma como esta questão deverá ser resolvida no core. O segundo incorpora o trabalho já existente de Troy Chaplin com o seu plugin Block Accessibility Checks: validação em tempo real dos blocos, metacampos e estrutura do documento de acordo com as WCAG, com um sistema de avisos de três níveis e possibilidade de integração por blocos de terceiros. O terceiro consiste numa validação da hierarquia de títulos, que alerta imediatamente quando um bloco Heading salta um nível, por exemplo, quando um H2 é seguido diretamente por um H4, algo que é pedido há anos no Gutenberg sem ter sido resolvido.

    Olhando para o futuro, a ideia que está a gerar maior entusiasmo é tornar pesquisável o texto alternativo das imagens, que atualmente está guardado nos metadados das publicações e, por isso, não pode ser indexado nem pesquisado em escala. É uma questão que tem um ticket aberto no Trac há vários anos.

    Descontos no alojamento para o WP Day for AI, em Faro

    A organização do WordPress Day for AI, que será em Faro, a 24 de Outubro, anunciou que O AP Eva Senses Hotel, o local onde decorre o evento, preparou tarifas especiais para os participantes.

    Para aproveitares, basta usares o código promocional WORDPRESS26 ao fazeres a reserva. O código só é válido para reservas feitas até 6 de setembro de 2026. A partir dessa data, ficas sujeito às tarifas normais do hotel.

    Os bilhetes para o evento (e serão vendidos apenas 100) estão já disponíveis.

    Porto WordPress Meetup de Agosto

    Por falar em IA… “A IA faz sites. E nós, fazemos o quê”? É esta a pergunta que Pedro Fonseca irá responder na sessão de Agosto do Porto WordPress Meetup.

    Em concreto, promete abordar como usar a IA para proteger margem, acelerar projetos e aumentar o valor do trabalho numa agência WordPress.

    Cumprindo a tradição, este será um evento mais relaxado apesar da importância e peso do tema.

    O Porto WordPress Meetup de Agosto será no dia 27, às 19h00, na Kaksi Media, Rua Conde de Alto Mearim, 734, sala 2, Matosinhos, bem perto do centro da cidade.

    A entrada é gratuita, mas solicita-se o registo de presença na página do evento no Meetup com.

    Por fim, este podcast é distribuído sob uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol. Podes encontrar todas as ligações para mais informações, bem como o podcast noutros idiomas, em WPpodcast .org.

    Obrigado por ouvires e até ao próximo episódio.

    Tue, 25 Aug 2026 - 10min
  • 108 - Temas acessíveis? Para quê?

    Surgiu uma nova controvérsia em torno dos temas acessíveis, com a comunidade WordPress a assumir uma posição muito clara.

    Lembre-se de que pode ouvir este programa no:

    Transcrição do programa

    Olá, sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da comunidade WordPress.

    Neste episódio, encontras a informação de 10 a 16 de agosto de 2026.

    A equipa de Acessibilidade passou dois anos a atualizar, pela primeira vez em catorze anos, os critérios para a etiqueta accessibility-ready dos temas do repositório WordPress, passando das WCAG 2.0 para as WCAG 2.1 Nível AA e revendo mais de uma centena de temas do repositório.

    O trabalho estava previsto terminar antes de 30 de setembro, até Matt Mullenweg intervir diretamente para declarar a iniciativa “adiada permanentemente”, acrescentando que qualquer committer pode ignorar as recomendações da equipa de Acessibilidade. A resposta de Joe Dolson, responsável pela equipa, foi imediata: o programa é voluntário e continuará até à data prevista. Amber Hinds, que tinha liderado a reformulação, pediu a Mullenweg que esclarecesse se a intenção é permitir que qualquer tema utilize a etiqueta sem revisão, algo que, tecnicamente, já acontece e que constitui precisamente o problema que a equipa tem tentado resolver ao longo dos últimos anos. A pergunta continua sem resposta.

    A ambiguidade de Mullenweg não é apenas uma questão interna. A Diretiva (UE) 2016/2102 exige que os sites do setor público cumpram as WCAG 2.1 Nível AA, e o WordPress está por detrás de uma enorme proporção desses sites na Europa. Se a etiqueta accessibility-ready deixar de ter qualquer verificação, quem instalar num site público um tema identificado dessa forma poderá estar a violar a legislação do respetivo país.

    Ryan Boren, antigo committer de peso no projeto, classificou esta abordagem como uma forma de terminar uma discussão sem a debater. Eric Eggert, especialista em acessibilidade com experiência na transposição de diretivas europeias, questionou diretamente o estilo de liderança e a forma como são tratados os colaboradores voluntários. Elena Brescacin, utilizadora invidual e oradora habitual em WordCamps, recordou que a acessibilidade não se destina apenas a pessoas com incapacidades permanentes: qualquer pessoa pode, em algum momento da vida, precisar de acesso por teclado, alto contraste ou navegação por voz.

    O resultado é um impasse pouco habitual: Dolson afirma que a equipa continua o trabalho, Mullenweg diz que terminou, e permanece por esclarecer o que acontecerá a 1 de outubro aos temas que não tenham solicitado revisão.

    Plugin canónico “Accessibility Labs”

    Em paralelo, Anne McCarthy, Release Lead da versão 7.1, propôs a criação de um plugin canónico “Accessibility Labs”, seguindo o modelo do Performance Labs, que funcione como espaço para testar funcionalidades de acessibilidade antes da sua integração no core. Dolson manifestou o seu apoio, com uma condição: tem de existir um caminho real para a integração no core. Sem essa garantia, o plugin poderá transformar-se num repositório de funcionalidades que nunca chegam a ser integradas, precisamente o que aconteceu com outras iniciativas de acessibilidade ao longo dos anos.

    WordPress Contributor Toolkit

    Já está disponível a primeira versão do WordPress Contributor Toolkit, a aplicação para desktop que começou em abril como “Core Dev Environment Toolkit” e que resolve uma das maiores barreiras para quem dá os primeiros passos no desenvolvimento do core: configurar um ambiente wordpress-develop completo sem ter de instalar manualmente Git, Node ou Docker. Disponível para Windows, macOS com Apple Silicon e Linux, esta versão representa um salto em relação à anterior: não se limita a deixar o ambiente preparado, mas acompanha todo o processo de contribuição, desde a associação de um ticket do Trac até à submissão do trabalho final.

    Outra melhoria prática é a possibilidade de o mesmo site alojar trabalho sobre vários tickets em simultâneo, cada um no seu próprio branch, sem ser necessário repetir a instalação completa de cada vez. Existe também um botão para atualizar para a versão de desenvolvimento mais recente sem perder o trabalho em curso. Esta versão chega mesmo a tempo do Contributor Day do WordCamp US e foi explicitamente concebida para que tanto quem contribui pela primeira vez como quem facilita estas sessões possa concentrar-se no próprio ticket, em vez de perder tempo com a configuração do ambiente.

    Nova atualização de segurança

    Terceira ronda de correções de segurança em pouco mais de um mês: o WordPress 7.0.4 corrige uma vulnerabilidade de execução remota de código para utilizadores autenticados com a função de Autor ou superior, através do carregamento de ficheiros maliciosos em sites que utilizem Imagick e Ghostscript para processar imagens. A falha foi novamente comunicada pela equipa da pwn.ai e tem a referência CVE-2026-65640. Como já se tornou habitual, as correções estão a ser retroportadas até à versão 4.7, e o WordPress 7.1 RC3, lançado no mesmo dia, já as incorpora.

    A propósito desse RC3: a versão 7.1 continua a cumprir o calendário previsto, com mais de 90 correções desde o RC1, 37 no editor e 57 no core, e coincide com um marco importante do ciclo: o congelamento total das strings. A partir de agora, os Polyglots podem traduzir a versão final sem receio de alterações nos textos. A data de lançamento mantém-se em 19 de agosto.

    Arranca planeamento do WordPress 7.2

    Olhando já para o futuro, arrancou o planeamento oficial do WordPress 7.2, com uma data de lançamento proposta entre 8 e 10 de dezembro, coincidindo com o State of the Word. A equipa de Core procura voluntários para a Release Squad: Release Lead, coordenação, Tech Leads, Triage Lead e Test Lead, com prazo para apresentação de candidaturas até 28 de agosto.

    A equipa de Training anunciou que os kits de atividades práticas já estão disponíveis no Learn WordPress: pacotes completos e prontos a utilizar por qualquer pessoa que queira organizar uma sessão de formação sobre WordPress sem ter de preparar materiais de raiz. Cada kit inclui um guia para o facilitador e slides, todos concebidos para funcionar no WordPress Playground sem necessidade de instalar nada ou criar contas, com uma duração entre 60 e 90 minutos e um resultado concreto no final da sessão.

    Estão disponíveis onze kits, com temas muito variados: desde os primeiros passos para contribuir para o projeto ou criar conteúdos com blocos até sessões mais técnicas, como debugging para programadores com ferramentas como Query Monitor e Xdebug, ou comércio eletrónico com WooCommerce. Existem ainda dois kits dedicados à IA, um para gerir um site local com o Claude Desktop através de linguagem natural utilizando o adaptador MCP, e outro para utilizar o plugin WordPress AI diretamente a partir do desktop, além de kits sobre acessibilidade, SEO, segurança e Playground.

    WordPress Credits reforçado

    O WordPress Credits, programa criado há um ano para ligar estudantes de todo o mundo a contribuições reais para o WordPress, estreou um dashboard público com dados atualizados semanalmente: estudantes inscritos, instituições participantes, contribuições para o projeto, sites criados e testemunhos de quem está a viver esta experiência em primeira mão.

    Em paralelo, foi apresentada uma proposta para resolver uma lacuna evidente no programa: atualmente, quando um estudante termina o curso, não existe um passo seguinte definido e todo o impulso criado acaba precisamente quando essa pessoa está mais preparada para continuar a contribuir. A proposta sugere transformar o WordPress Credits no primeiro degrau de um percurso mais longo, com um caminho claro para a certificação oficial WordPress Developer e para o WordPress Jobs, além de projetos concretos de contribuição especificamente concebidos para diplomados que pretendam regressar, em colaboração com as próprias equipas Make.

    Ao nível do ecossistema, o elemento mais relevante é um modelo que já está a ser explorado com empresas: estas financiam vagas para os exames de certificação dos diplomados, que ficam disponíveis quando o estudante conclui uma contribuição verificável após terminar o curso, em troca de acesso preferencial a esse talento. O plano será executado em três fases: primeiro, a infraestrutura básica; depois, um projeto-piloto centrado na área de desenvolvimento; e, posteriormente, a expansão para outras áreas, com um objetivo de retenção de 25% nesse piloto.

    Extensão oficial do WordPress para Chrome (Chromium) e Safari

    A extensão oficial do WordPress para browsers já está disponível para Chrome e browsers baseados em Chromium através da Chrome Web Store, e para Safari no macOS através da Mac App Store.

    É um projeto open source que resolve um problema bem conhecido: a barra de administração do WordPress, sempre visível no topo do ecrã quando tens sessão iniciada, pode interferir com sites que utilizam cabeçalhos fixos ou efeitos de scroll, enquanto desativá-la no perfil também elimina os seus atalhos de acesso rápido. A extensão esconde essa barra, mas mantém os atalhos mais utilizados a apenas um clique de distância, no próprio ícone da extensão na barra do browser. Se precisares da barra completa, podes recuperá-la em apenas dois cliques.

    O ícone da extensão indica, durante a navegação, se o site utiliza WordPress e se tens sessão iniciada, sem ser intrusivo. Num site que administres, permite ir diretamente para o painel ou para o editor da página, artigo, taxonomia ou template específico que estás a visualizar, incluindo templates de temas de blocos, que abrem diretamente no Editor do Site. A extensão guarda localmente a lista dos sites onde tens sessão iniciada, permitindo aceder-lhes mesmo quando estás a navegar num site completamente diferente.

    WP Day for AI em Faro começa a vender bilhetes

    A organização do WordPress Day for AI, agendado para 24 de Outubro, em Faro, lançou esta semana o primeiro lote de 50 bilhetes para vender. No total serão vendidos apenas 100, porque é a lotação real do espaço e é também a lotação que pretendida para este evento.

    O bilhete custa 35 euros e dá:

    acesso a todas as sessões do dia, nas duas tracks; almoço desse dia, no próprio hotel; café e bebidas nas duas pausas para café, uma de manhã e outra à tarde; um dia inteiro de aprendizagem prática, com exemplos reais de quem já está a usar IA no trabalho e não apenas a falar sobre ela; networking com a comunidade WordPress portuguesa; e a oportunidade de ajudares a definir o futuro do WordPress.

    E, para terminar, este podcast é distribuído sob uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol; podes encontrar todos os links para mais informações e o podcast noutros idiomas em WPpodcast .org.

    Obrigado por ouvires e até ao próximo episódio.

    Tue, 18 Aug 2026 - 12min
  • 107 - WordPress 7.0.3: segunda ronda de correções de segurança num mês

    Depois do lançamento de emergência do WordPress 7.0.2 devido ao wp2shell, chega agora o WordPress 7.0.3 como versão de manutenção de segurança, com 12 correções de segurança que afetam sobretudo o ecrã de início de sessão.

    Lembre-se de que pode ouvir este programa no:

    Transcrição do programa

    Olá, sou José Freitas e estás a ouvir o WPpodcast, com as notícias semanais da comunidade WordPress.

    Neste episódio, encontras a informação de 3 a 9 de agosto de 2026.

    Matt Mullenweg publicou uma reflexão breve, mas com implicações de grande alcance, sobre como desenhar o WordPress para um futuro com mais agentes de IA a operar nos sites, apresentando uma série de princípios de design de dados “defensivo”:

    enviar algo para o lixo deve ser fácil, mas eliminá-lo definitivamente deve ser difícil; publicar um rascunho para todo o mundo deve exigir mais do que criá-lo; as alterações devem ser reversíveis e visíveis sempre que possível; e as mensagens de erro devem explicar o porquê, não apenas o que aconteceu, incluindo um botão para copiar a mensagem e colá-la diretamente num motor de pesquisa ou numa IA.

    Defende também que tudo o que vem do exterior, seja através da rede, de um formato ou de uma estrutura, deve ser considerado não apenas pouco fiável, mas potencialmente hostil, e que se deve privilegiar uma linguagem simples e direta em vez de jargão técnico.

    A publicação gerou bastante debate nos comentários, com membros da equipa do Gutenberg a confirmarem que já estão a atualizar guias de estilo e documentação para agentes de IA com base nestes princípios, e com várias melhorias concretas já integradas nas mensagens de erro relacionadas com a gravação de conteúdos.

    Entre as propostas que mais repercussão tiveram está a “2FA (segundo fator de autenticação) humana”: determinadas tarefas seriam classificadas como sensíveis e só poderiam ser concluídas após aprovação explícita de uma pessoa, com um agente intermediário a explicar em linguagem simples o que está prestes a acontecer antes de pedir autorização.

    Outro comentário assinala que este princípio de tornar a publicação mais difícil está alinhado com a antiga proposta de um estado de revisão agendada, em que um agente de IA que edite conteúdos já publicados cria, por defeito, um futuro rascunho pendente de revisão, em vez de publicar diretamente a alteração.

    Atualização de segurança

    Poucas semanas depois do lançamento de emergência da versão 7.0.2 devido à cadeia de exploração wp2shell, o WordPress publica outra atualização de segurança, a 7.0.3, que corrige doze vulnerabilidades de uma só vez.

    A que mais se destaca, e a única que dispõe já de um CVE público, é a CVE-2026-64638, uma vulnerabilidade XSS refletida no ecrã de início de sessão que não exige autenticação e que, em determinadas circunstâncias, poderia permitir a execução de código PHP.

    As restantes falhas, embora ainda sem CVE próprio, também não são menores:

    vários problemas de XSS armazenado que exigem, pelo menos, a função de Colaborador, nas definições de emojis, no bloco de conteúdo do artigo, na Edição rápida em sites com muitos utilizadores e no bloco da data do artigo; uma escalada de privilégios em redes multisite com registo aberto que permitia criar um novo site; um SSRF na validação de URLs; uma forma de contornar o filtro de CSS seguro para utilizadores com a função de Autor ou superior, curiosamente reportada pela Anthropic; e vários problemas de divulgação de informação: comentários de artigos protegidos por palavra-passe expostos através do bloco Comentários recentes, notas reveladas nos feeds de comentários e enumeração dos slugs dos artigos.

    Ao contrário da versão 7.0.2, que foi um lançamento de emergência fora do calendário devido à gravidade da cadeia de execução remota de código, esta versão 7.0.3 apresenta um perfil mais próximo de uma atualização normal de manutenção de segurança. Ainda assim, a recomendação é a habitual: atualizar o mais rapidamente possível.

    O que se destaca é a dimensão do backport: a ficha técnica no HelpHub confirma que foram lançadas 24 versões diferentes de uma só vez, desde a própria 7.0.3 até à 4.7.34, cada uma com o subconjunto de vulnerabilidades que lhe era aplicável. A versão 6.9 recebe 11 das 12 correções, enquanto os restantes ramos ativos até à versão 4.7 recebem entre 7 e 8, dependendo das vulnerabilidades que os afetavam. Ao nível do código, as correções concentram-se em ficheiros muito específicos: wp-login e wp-signup para o XSS no início de sessão e o bypass da confirmação de email, kses para o filtro de CSS reportado pela Anthropic, canonical para a enumeração de slugs, http para o SSRF, e os ficheiros de gestão de utilizadores e Edição rápida para a escalada de privilégios e o respetivo XSS.

    O WordPress 7.1 RC2, publicado no mesmo dia, já incorpora todas estas correções, pelo que quem estiver a testar a versão 7.1 não precisa de fazer nada adicional. Mais uma vez, verifica a versão instalada e atualiza todos os sites assim que possível.

    WordPress 7.1 em RC2

    O WordPress 7.1 entrou oficialmente na fase de Release Candidate, com o RC2 já publicado, o que ativa uma série de regras internas da equipa de Core até ao lançamento da versão final. A mais relevante é que, até ser criado um branch específico para a versão 7.1, algo que foi adiado alguns dias devido aos trabalhos em curso com GitHub Actions, qualquer alteração no desenvolvimento principal necessita da aprovação de dois committers diferentes em vez de apenas um, para minimizar o risco de introdução de regressões numa fase tão delicada do ciclo de desenvolvimento.

    O primeiro Release Candidate marca também o string freeze: a partir deste momento, não são permitidos novos textos, salvo em exceções muito específicas e devidamente assinaladas, dando assim luz verde à equipa de Polyglots para começar a traduzir a versão para diferentes idiomas assim que esse branch estiver disponível.

    Quanto ao que ainda pode ser alterado antes do lançamento, apenas são aceites dois tipos de tickets: regressões introduzidas durante este ciclo de desenvolvimento e expansões da suite de testes, que podem ser adicionadas em qualquer momento sem restrições.

    Acessibilidade faz balanço de um ano

    A equipa de Acessibilidade fez o balanço de um ano de trabalho dedicado à reorganização de toda a sua documentação, um projeto que começou depois de se ter concluído, durante a WordCamp Europe em Turim, que a informação sobre acessibilidade estava dispersa, duplicada e incompleta.

    O resultado é a nova WP Accessibility Knowledge Base, que passa agora a funcionar como fonte única de referência: inclui desde uma introdução às WCAG e ao programa de temas accessibility-ready até normas para conteúdos, imagens, formulários e código de frontend, incluindo guias para testes manuais e testes com leitores de ecrã. Entretanto, o handbook da equipa no Make WordPress foi reduzido exclusivamente aos assuntos relacionados com a própria equipa e às formas de contribuir, ficando toda a componente técnica concentrada na nova base de conhecimento.

    WP Day for AI; venda de bilhetes começa em breve

    A organização do WordPress Day for AI, que será realizado em Faro, a 24 de outubro, deve lançar a venda de bilhetes muito em breve.

    Os ingressos serão disponibilizados no site oficial do evento. Serão vendidos apenas 100 bilhetes.

    Estão ainda abertas as chamadas a patrocinadores e oradores.

    Meetup de Lisboa em Agosto

    Esta terça-feira, dia 11, há uma nova edição do Meetup WordPress Lisboa. Trata-se da já quase tradicional edição de Agosto, com contornos mais ligeiros. Sem apresentação, sem tema, todos estão convidados a ir jantar e falar sobre WordPress e comer frango.

    Como sempre, vai valer a pena. Podes fazer a tua inscrição na página do evento no Meetup .com.

    Por fim, este podcast é distribuído sob uma licença Creative Commons como versão derivada do podcast em espanhol; podes encontrar todos os links para mais informações, bem como o podcast noutros idiomas, em WPpodcast .org.

    Obrigado por ouvires e até ao próximo episódio.

    Tue, 11 Aug 2026 - 10min
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