Nach Genre filtern
Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.
- 259 - Hino do violão
A valsa “Abismo de rosas”, de Américo Jacomino, o Canhoto, é considerada um hino do violão brasileiro. A gravação por Dilermando Reis, de 1952, a transformou num clássico maior ainda. Estaria para o violão como a gravação de “Chega de saudade”, por João Gilberto, está para a MPB.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 06 Oct 2026 - 258 - Carmen Miranda celebra o Rio
A marchinha “Primavera no Rio”, de João de Barro, o Braguinha, foi gravada por Carmen Miranda em agosto de 1934 para ser lançada no final de setembro e comemorar a chegada da estação das flores. É um dos hinos do paraíso carioca. Ao fundo, dirigido por Pixinguinha, o conjunto Diabos do Céu.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 29 Sep 2026 - 257 - A chegada do amor na voz de Carlos Lyra
“Chora tua tristeza” tem interpretação elegante, como Carlos Lyra sabia fazer bem. Mas a composição não é dele, e sim de Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini. Foi lançada em 1960, quando a bossa nova afirmava sua força – ou melhor, sua suavidade. O título assusta, mas não é bem assim. “Saudade vai passar/ E o amor já vai chegar”, promete a letra.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 22 Sep 2026 - 256 - Suingue e romantismo
Miltinho foi ao mesmo tempo o rei do ritmo, capaz de suingar malandro no sambalanço, e ser reconhecido como um cantor sofisticado do samba-canção. “Lembranças”, de Raul Sampaio e Benil Santos, gravado em 1961, é deste segmento.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 15 Sep 2026 - 255 - Emilinha Borba ‘escandalosa’
As paradas de sucesso estavam cheias de ritmos latinos quando, em 1947, Emilinha Borba seguiu a onda e gravou a rumba “Escandalosa”, de Moacir Silva e Djalma Esteves. A letra, com "muchachos sabidos” dizendo aos ouvidos de uma mulher “es deliciosa”, era avançada para a época.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 08 Sep 2026 - 254 - O baião de Carmélia, Humberto e Sivuca
A onda dos ritmos nordestinos estava no auge, em 1951, quando Carmélia Alves, a Rainha do Baião, gravou “Adeus Maria Fulô”, de Sivuca e Humberto Teixeira, também advogado e por isso aclamado como o Doutor do Baião. Na segunda parte da gravação, Carmélia divide o canto com seu marido, Jimmy Lester. O acompanhamento é de Sivuca e seu conjunto.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 01 Sep 2026 - 253 - O edredom em um samba-canção
A primeira opção de Herivelto Martins para gravar o seu “Edredom vermelho” era Jamelão, mas o cantor achou que, por suas referências domésticas – além do edredom, fala em quarto, tapete, cama, espelho, criado mudo –, o samba-canção ficaria melhor na voz de uma mulher. Isaurinha Garcia gravou em 1945 e lançou no ano seguinte.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastrTue, 25 Aug 2026 - 252 - O vozeirão de Agnaldo Rayol
Agnaldo Rayol era um jovem cantor-galã da recente televisão brasileira quando gravou, em 1962, o samba-canção “E a vida continua”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. O cancioneiro da era de ouro do rádio se encontrava com o moderno veículo de comunicação.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 18 Aug 2026 - 251 - Tom Jobim por Claudette Soares
A carioca Claudette Soares começou a década de 1950 com o título de Princesinha do Baião, dado pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga. No final da década, ela já estava no palco das boates da Zona Sul do Rio cantando o samba-canção moderno que anunciava a bossa nova. “Só saudade”, composta por Tom Jobim e Newton Mendonça em 1955, foi gravada por ela em 1962, com uma voz tremendamente sexy.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 11 Aug 2026 - 250 - De Bororó para Orlando
Foi o compositor Bororó quem apresentou Orlando Silva, office boy entre outras pequenas ocupações, a Francisco Alves, dando início à carreira daquele que viria ser o Cantor das Multidões. Por isso, Orlando ficou enciumado quando, em 1939, Bororó deu “Da cor do pecado” para Silvio Caldas gravar e fazer enorme sucesso. Em 1940, para ficar bem com o apadrinhado, Bororó presenteou Orlando com o choro “Curare” – e o jogo entre os dois grandes cantores estava lindamente empatado.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 04 Aug 2026 - 249 - O ‘samba-canção chopiniano’
“Samba em prelúdio”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, tem uma história curiosa. O poeta ficou tão impressionado com a beleza da melodia do parceiro que se recusou de início a fazer a letra – achou que era plágio de Chopin. Só depois da negativa de uma especialista na obra do compositor polonês – a melodia era mesmo de Baden – foi que ele se pôs a trabalhar. Classificou de “samba-canção chopiniano”. A gravação é de Geraldo Vandré e Ana Lúcia, de 1962.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 28 Jul 2026 - 248 - A ‘Palhaçada’ de Dóris Monteiro
“Palhaçada”, composição de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, surgiu com tanta força em 1961 que recebeu oito gravações naquele mesmo ano. Uma delas foi a de Dóris Monteiro, que estava abraçando o sambalanço. O suingue da interpretação, somado à letra espirituosa, garantiu o sucesso do registro da cantora.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 21 Jul 2026 - 247 - MarinaTue, 10 Mar 2026
- 246 - O lado cantor de Moacir Franco
No início dos anos 1960, Moacir Franco conseguia ser ao mesmo tempo ator cômico (era o mendigo da Praça da Alegria) e cantor de canções românticas. Fazia sucesso nos dois trabalhos. Em 1962, gravou o bolero “Ninguém chora por mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 03 Mar 2026 - 245 - Dançando na boate
O samba de boate – alegre e dançante – é uma das marcas do que foram os chamados anos dourados do Rio de Janeiro nos anos 1950. “Recado”, composto pela dupla Luiz Antônio e Djalma Ferreira, gravada em 1959, representa bem o estilo – uma variação do sambalanço – na voz de Miltinho. Ao fundo, o conjunto Milionários do Ritmo, liderado pelo tecladista Djalma Ferreira, dono e atração da boate Drink, no Leme, na Zona Sul do Rio.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 24 Feb 2026 - 244 - Elizeth em samba-canção clássico
O samba-canção “Nossos momentos”, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, gravado por Elizeth Cardoso em 1961, costuma estar nas listas de dez maiores clássicos do gênero. O acompanhamento é apenas de órgão, pilotado por Walter Wanderley, e uma breve aparição da guitarra de Heraldo do Monte.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 10 Feb 2026 - 243 - Cauby sempre Cauby
O país deixava aos poucos a era do rádio, vivia o auge da bossa nova e, com os roquinhos de Cely Campelo, já se preparava para receber a Jovem Guarda de Roberto Carlos. Cauby Peixoto, cinco anos depois de aparecer com o sucesso “Conceição”, seguia quase indiferente a essas tendências. Em 1961, ele voltou às paradas, romântico como sempre, com o bolero “Ninguém é de ninguém”, de Umberto Silva, Toso Gomes e Luiz Mergulhão.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 03 Feb 2026 - 242 - Samba de ‘gente pobre, gente rica’
Pedro Caetano diz que compôs “É com esse que eu vou” sem maiores pretensões, mas a letra, que junta grupos diferentes, “gente pobre, gente rica”, tem um aceno significativo de confraternização social num momento em que o país acabara de passar pela ditadura de Getúlio Vargas. O samba fez sucesso no carnaval de 1948, gravado pelo grupo Quatro Ases e um Coringa.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 27 Jan 2026 - 241 - É o samba-rock, meu irmão
“Chiclete com banana”, de Gordurinha e Almira Castilho, gravado por Jackson do Pandeiro em 1959, comenta a invasão de ritmos estrangeiros no Brasil. Em 1958, o namoro do samba com o jazz tinha dado na bossa nova, e antes ainda o rock começava a ganhar suas primeiras gravações em português. A propósito, muitos críticos classificam “Chiclete com banana” como o primeiro samba-rock.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 20 Jan 2026 - 240 - Novo sucesso depois de ‘Amélia’
“Atire a primeira pedra” marca, no carnaval de 1944, a volta da dupla Ataulfo Alves e Mário Lago à boca do povo, dois anos depois da consagração com “Ai que saudades da Amélia”. Orlando Silva, o intérprete, ainda dividia o trono de maior cantor brasileiro com Chico Alves, Carlos Galhardo e Silvio Caldas, mas os críticos já identificam em sua voz os problemas trazidos pelo uso de drogas.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 13 Jan 2026 - 239 - Uma crônica para o samba
As letras de Billy Blanco costumam ser uma espécie de crônica, sempre com humor, mas em “Viva meu samba” ele adota o lirismo nacionalista para exaltar a pureza do gênero. Gravada em 1957, foi lançada em 1958, o mesmo ano de um samba nada puro, a bossa nova. Silvio Caldas já não exibe os arroubos da estreia, 28 anos atrás, mas permanece com a voz elegante e aveludada que o consagrou.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 23 Dec 2025 - 238 - A sofrência de Maysa
Maysa gravou “Suas mãos”, de Antônio Maria e Pernambuco, em 1958, recentemente desquitada do industrial paulista André Matarazzo, que não a queria na carreira artística. No samba-canção, Maysa está mais Maysa do que nunca. Sussurra sofrimento – e as letras de Antônio Maria eram perfeitas para isso. E esbanja sensualidade. Estava com 22 anos.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 16 Dec 2025 - 237 - Outro de artista de Cachoeiro
A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, além de Roberto Carlos, é o berço natal do compositor e cantor Raul Sampaio. Ele é o autor do hino não oficial da cidade, “Meu pequeno Cachoeiro”, mas ficou conhecido também por suas canções de amores complicados. Em 1961, fez enorme sucesso com o bolero “Quem eu quero não me quer”, que compôs em parceria com Ivo Santos, e foi gravado por ele próprio.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 09 Dec 2025 - 236 - A abertura de ‘O agente secreto’
A música "Samba no Arpege" está na abertura do filme “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, o principal lançamento do cinema brasileiro em 2025. Composta por Waldir Calmon e Luiz Bandeira, foi gravada pelo tecladista Waldir Calmon e seu conjunto em 1958. Arpege era o nome da boate situada na Rua Gustavo Sampaio, no Leme, e ponto fundamental no roteiro por onde se construía a bossa nova na Zona Sul do Rio de Janeiro. Waldir Calmon era o dono da boate.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 02 Dec 2025 - 235 - Cartola oculto como autor
O samba “Não quero mais” foi gravado em 1936 por Aracy de Almeida e traz, no selo do disco, Carlos Cachaça e José Gonçalves, o Zé da Zilda, como compositores, mas na verdade ele é de Cartola e Cachaça. Mais tarde, Zilda do Zé negociou com os autores para que o marido – que tinha roubado o samba – passasse a ter em novos discos uma parceria com Cartola, Cachaça. A partir da gravação de Paulinho da Viola, de 1973, a música ficou com o título de “Não quero mais amar a ninguém”.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 25 Nov 2025 - 234 - Do Rio para o mundo
O samba-exaltação “Rio de Janeiro” foi composto por Ary Barroso em 1944 para o filme norte-americano “Brazil” e chegou a ser indicado ao Oscar de canção original. Não venceu, mas a música ficou para sempre no cancioneiro nacional. Em 1951, foi gravada por Dalva de Oliveira, que começava carreira solo depois de deixar o Trio de Ouro.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 18 Nov 2025 - 233 - A última marcha de Lamartine
A marcha-rancho “Os rouxinóis” foi a derradeira contribuição de Lamartine Babo para o carnaval, festa da qual foi um dos seus mais importantes compositores. Fez sucesso no carnaval de 1958, gravada pelo grupo Os Rouxinóis de Paquetá, formado por coristas anônimos da gravadora Todamérica. A música foi composta a pedido do rancho do mesmo nome, da Ilha de Paquetá, e fez parte da revista “Bom mesmo é mulher”, cantada por Araci Côrtes.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 11 Nov 2025 - 232 - Sucesso de vários gêneros
“Quem é”, de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães, teve sete gravações em 1959, seu ano de lançamento. Nos rótulos desses discos ora era classificada como rock-balada (como é o caso desta de Roberto Amaral), ora como bolero-mambo e até mesmo balada-fox. Todas essas versões estão disponíveis no site Discografia Brasileira. A romântica “Quem é” tem letra sutil, não identifica diretamente o sujeito que cobre a amada de beijos, satisfaz seus desejos e muito a quer.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 04 Nov 2025 - 231 - À moda de Juca Chaves
Juca Chaves apareceu em meio à bossa nova com um jeito diferente de cantar e também de se apresentar, sempre descalço. Mas “Por quem sonha Ana Maria?”, composta e gravada por ele em 1960, é uma modinha. No site Discografia Brasileira, você pode ouvir o outro lado artístico de Juca Chaves. Ele, de nariz avantajado, apresenta a sátira bem-humorada “Nasal sensual”.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 28 Oct 2025 - 230 - Paixão de cabaré na voz de Nelson Gonçalves
O samba-canção “Doidivana”, gravado em 1960, é uma espécie de síntese da parceria do compositor Adelino Moreira com o cantor Nelson Gonçalves, expoentes astros do repertório passional. É uma declaração de amor às avessas. A intensidade do vozeirão de Nelson Gonçalves é perfeita para transformar a paixão de cabaré em estranha poesia.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 21 Oct 2025 - 229 - Cartola e a Penha
O culto à Nossa Senhora da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, misturava fé, ritual e muito samba. Nos domingos de outubro, intérpretes e compositores apresentavam-se em rodas improvisadas ao pé do morro onde fica a igreja, testando os sambas para o carnaval do ano seguinte. Dependendo da reação, a música era gravada. Cartola e Asobert compuseram “Festa da Penha”, gravada em 1961 por Ari Cordovil.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 14 Oct 2025 - 228 - As vozes dos Cantores de Ébano
O grupo Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano estreou em 1961 com a balada “A noiva”, uma versão de Fred Jorge. O conjunto, inspirado nos corais das igrejas evangélicas americanas, harmonizava vozes negras femininas e masculinas. “A noiva”, uma canção romântica, ganha com os Cantores de Ébano ares de lamento quase religioso. Atenção para a voz de baixo profundo de Noriel Vilela.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 07 Oct 2025 - 227 - Adoniran também era triste
Os sambas de Adoniran Barbosa são reconhecidos pelo linguajar simples, que busca reproduzir, com humor, o jeito de falar da população mais pobre das ruas de São Paulo. “Iracema” é um caso raro em seu repertório. Conta a história triste de uma mulher atropelada. A gravação original é de 1956, feita pelo conjunto Demônios da Garoa.
Apresentação: Luiz Fernando Vianna
Edição: Filipe Di CastroWed, 01 Oct 2025 - 226 - O humor de Ivon Curi
O mineiro Ivon Curi era o que se chamava de chansonnier, um artista capaz de interpretar de um jeito teatral aquilo que estava cantando. Metade ator, metade cantor. Um dos seus sucessos foi o xote “Farinhada”, de Zé Dantas, de 1955. Na gravação, bem divertida, ele mostra por que se tornou um dos artistas mais solicitados para as chanchadas do cinema e, mais tarde, na televisão, chegando a fazer parte de uma das primeiras escalações do grupo Os Trapalhões, comandado por Renato Aragão.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 23 Sep 2025 - 225 - O início de Tom/Dolores
O samba-canção “Se é por falta de adeus” é a primeira música de autoria de Dolores Duran e também a primeira parceria dela com Tom Jobim. Naquele momento, em 1955, a cantora era muito mais conhecida que o jovem arranjador de gravadoras, compositor iniciante e pianista da noite. Dick Farney gravou “Se é por falta de adeus” em 1959, num arranjo enxuto e já influenciado pela bossa nova, que João Gilberto estreara um ano antes.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 16 Sep 2025 - 224 - O romantismo de Catulo
Catulo da Paixão Cearense foi o primeiro grande letrista brasileiro. “Ontem, ao luar”, com melodia de Pedro Alcântara, é um de seus primeiros sucessos. Tinha um método às vezes polêmico de composição, adaptando versos alheios e botando letras em melodias sem autorização, mas o resultado aqui é uma das mais belas canções românticas nacionais. Vicente Celestino foi o primeiro a gravar “Ontem, ao luar”, em 1917, e bisou o feito em 1952. É esta gravação que apresentamos.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 09 Sep 2025 - 223 - A felicidade de Lupicínio
O título “Felicidade”, da toada de Lupicínio Rodrigues, é enganoso. Ainda não é dessa vez que o compositor gaúcho trata de um amor bem-sucedido. A novidade é que, ao contrário de seus sambas-canção, ele não está tomado pelo ódio, pedindo vingança ou que a ex role pela estrada como uma pedra qualquer. “Felicidade” é uma toada de dor elegante. Foi gravada em 1947 pelo Quarteto Quitandinha.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 02 Sep 2025 - 222 - O samba do Quatro Ases e um Coringa
Os cearenses do Quatro Ases e um Coringa estavam no auge quando, em 1950, gravaram “Boneca de pano”, um samba do baiano Assis Valente. Eram modernos. Assim como seus rivais Anjos do Inferno, Os Cariocas e Namorados da Lua, interpretavam sambas, baiões e marchinhas de carnaval, além de seguir as últimas novidades dos conjuntos vocais americanos.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 26 Aug 2025 - 221 - As vozes do Trio de Ouro
O Trio de Ouro existiu de 1937 até meados de 1970, com diversas formações e ótimos serviços prestados à música brasileira. O que gravou o bolero “Negro telefone”, de Herivelto Martins e David Nasser, em 1953, já não tem mais Dalva de Oliveira, sua voz feminina original. É formado por Lourdinha Bittencourt, Herivelto Martins e Raul Sampaio.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 19 Aug 2025 - 220 - No coração do povo
O escritor Paulo Cesar de Araújo, em seu livro “Eu não sou cachorro não”, diz que o baiano Anísio Silva é um dos fundadores daquilo que mais tarde seria chamado de “brega”, e ele aqui não emprega o termo no sentido pejorativo. Brega é o popular, a canção romântica que fala ao coração do povo. O bolero “Alguém me disse”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, gravado por Anísio em 1960, é uma joia desse tipo de música.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 12 Aug 2025 - 219 - O balanço de Ed Lincoln
O carioca Helton Menezes foi um nome fundamental na afirmação do sambalanço, o samba que era uma espécie de bossa nova para dançar e que fez muito sucesso, principalmente no Rio de Janeiro, no início dos anos 1960. “Vou rir de você”, gravado por Ed Lincoln e seu conjunto em 1962, é um dos destaques do movimento.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 05 Aug 2025 - 218 - Gonzagão e a seca
Luiz Gonzaga teve dois importantes parceiros ao compor sua galeria de clássicos. Talvez Humberto Teixeira, com quem fez “Asa branca”, fosse o mais politizado. Zé Dantas era tido como mais pitoresco – mas nem sempre. “Vozes da seca”, sua parceria com Gonzaga, gravada por este em 1953, é das canções mais fortes sobre a realidade nordestina. Foi lançada em meio à seca que começou em 1952 e só terminaria dois anos depois.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 29 Jul 2025 - 217 - Caymmi e seus dois Joões
Em “João Valentão”, que compôs e gravou em 1953, Dorival Caymmi botou em cena alguns dos elementos espalhados em sua obra de poucos títulos, mas monumental para a cultura brasileira. O João também vive à beira da praia e não é só valentão, tem seus momentos de amor e ternura. O acompanhamento é da orquestra de Oswaldo Borba. Quando está em cena o Valentão, samba rasgado; quando aparece o João romântico, um lindo samba-canção.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 22 Jul 2025 - 216 - Bichos no estúdio
“Bicharada” é um baião divertido em que Djalma Ferreira reproduz, ao teclado do órgão, sons de galos, galinhas, porcos e outros bichos, como se transformasse o estúdio num grande quintal do Brasil rural de 1951. Ele está acompanhado do seu conjunto Milionários do Ritmo e não esquece, além do humor, de fazer o que era seu grande charme: botar o ouvinte para dançar.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 15 Jul 2025 - 215 - E o breque: ‘Na Glória!’
O choro “Na Glória”, de Raul de Souza e Ari dos Santos, é um clássico das pistas de dança. Gravado em 1949 sob a liderança do trombone do próprio Raul, é um tema instrumental, cortado apenas por uma espécie de breque, quando os músicos gritam as divertidas três notas do título da canção. Raul e Ari compuseram “Na Glória” – alusão a um bairro da Zona Sul do Rio – quando eram colegas de orquestra no Dancing Eldorado, na Praça Tiradentes, no Centro.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 08 Jul 2025 - 214 - Em ritmo de rumba-rock
A orquestra de Silvio Mazzuca era uma das maiores big bands nacionais quando, em 1958, ele gravou a rumba-rock “Tequila”, do americano Chuck Rio. Mazzuca era uma versão paulista de Ed Lincoln, o rei dos bailes de formatura do Rio de Janeiro.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 01 Jul 2025 - 213 - O balanço de Cyro e Mariuza
Cyro Monteiro já estava em cena desde meados dos anos 1930 – um cantor moderno de voz ao mesmo tempo balançada e bonita – quando, em 1955, gravou “Tem que rebolar”, de José Batista e Magno de Oliveira, num dueto com Mariuza. A cantora faria apenas outras duas gravações e desapareceria, sem deixar referências biográficas nos dicionários da música brasileira.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 24 Jun 2025 - 212 - O samba sincopado de Germano Mathias
“Falso rebolado”, de Venâncio e Jorge Costa, uma gravação de 1957, é citada como um clássico em qualquer conversa sobre samba sincopado. O intérprete é Germano Mathias, paulistano da Barra Funda. Ele marcava o ritmo na tampa da lata de graxa, herança dos antigos engraxates e sambistas negros da Praça da Sé, no Centro de São Paulo.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 17 Jun 2025 - 211 - Um samba que Wilson Batista vendeu
O samba “Não tenho lágrimas”, também conhecido como “Quero chorar”, foi lançado em agosto de 1937, atravessou todo o final do ano e acabou explodindo como um dos sucessos do carnaval de 1938. Oficialmente, os autores são Max Bulhões e Milton de Oliveira. Wilson Batista seria um dos autores originais, mas cedeu a vez a Milton em troca de 30 mil réis. O samba teria muitas gravações, entre elas as de Nat King Cole, nos anos 1950, e Nara Leão, nos anos 1970. A original é de Patrício Teixeira.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 10 Jun 2025 - 210 - Dalva responde a Herivelto
“Que será”, de Marino Pinto e Mário Rossi, gravado por Dalva de Oliveira em 1950, tem todos os dramas inerentes a um bom bolero – e com o plus de que é tudo verdade. A gravação é um dos capítulos da separação entre Dalva e o compositor Herivelto Martins, uma briga que foi parar nos
discos. A cada música de Herivelto apontando Dalva como vilã, a cantora
respondia com outra. “Que será” é uma dessas respostas.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 03 Jun 2025 - 209 - A bossa de Aracy de Almeida
“Tenha pena de mim", sucesso no carnaval de 1938, tem um ritmo animado e letra triste, um dos charmes da tradição do samba. De autoria de Ciro de Souza e Babaú, ganhou a interpretação ao mesmo tempo chorosa e balançada, magistralmente cheia de bossa, de Aracy de Almeida.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 27 May 2025 - 208 - Flores de carnaval
O sucesso das marchas “Florisbela” e “A jardineira” no carnaval de 1939 fez com que a exaltação às flores persistisse em 1940, com “Dama das camélias” e “Malmequer”. Esta última, de Newton Teixeira e Christovão de Alencar, foi gravada por Orlando Silva, aos 24 anos, já reconhecido como o Cantor das Multidões. No concurso oficial, “Dama das camélias”, com voto do jurado Villa-Lobos, ficou em primeiro lugar. “Malmequer”, com voto de Pixinguinha, em terceiro – mas hoje é mais lembrada que a adversária.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 20 May 2025 - 207 - A ternura de Dolores Duran
O reconhecimento de Dolores Duran como grande compositora só surgiu após sua morte aos 29 anos, infartada, em 1959. Antes, era apreciada mais como cantora. A letra de “Ternura antiga” foi encontrada numa gaveta do apartamento em que ela morava em Copacabana. Ganhou música do pianista Ribamar, seu parceiro nas boates da Zona Sul do Rio, e, em 1961, a primeira gravação, por Luciene Franco.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 13 May 2025 - 206 - As regras da gafieira
Embora paraense, o compositor Billy Blanco forma ao lado do cantor carioca Jorge Veiga uma dupla de grandes representantes do samba feito no Rio de Janeiro. Em “Estatutos da gafieira”, gravação de 1957, estão a crônica de costumes e o bom humor, dois elementos básicos desses artistas.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 06 May 2025 - 205 - O samba da terra de Caymmi
O Bando da Lua fez a primeira gravação de “Samba da minha terra”, de Dorival Caymmi, em 1940. Era um “samba sacudido”, como definia o compositor baiano, e na bossa vocal do grupo carioca, sempre bem-humorada, ficava ainda mais. Na letra, estão alguns dos versos mais conhecidos de Caymmi, como “Quem não gosta de samba/ Bom sujeito não é/ É ruim da cabeça/ Ou doente do pé”.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 29 Apr 2025 - 204 - Bossa carioca em voz paulistana
Isaurinha Garcia tinha um jeito tão particular de cantar que era chamada de A Personalíssima. O sotaque paulistano não foi empecilho para que ela interpretasse com muita bossa o samba de estilo carioca “De conversa em conversa”, de Haroldo Barbosa e Lúcio Alves, sucesso de 1947. Foi acompanhada na gravação pelos Namorados da Lua, que tinha Lúcio como um dos integrantes.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 22 Apr 2025 - 203 - Lembranças de São Paulo
A valsa-choro “Rapaziada do Brás” é uma das mais firmes marcas musicais, ao lado de “Sampa” e “Trem das Onze”, da cidade de São Paulo. Ela foi composta em 1917 por Alberto Marino. Em 1960, Carlos Galhardo foi o primeiro a gravá-la com letra, de Álvaro Rodrigues.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 15 Apr 2025 - 202 - Uma mulher, uma cidade
A toada “Maringá” foi gravada por Gastão Formenti em 1932. Ninguém sabe de onde o compositor Joubert de Carvalho tirou o nome para batizar a bela cabocla obrigada a deixar sua cidade para fugir da seca nordestina. Nem antes, nem depois, o nome foi comum em mulheres, mas em 1947 Maringá batizou a cidade ao redor da recém instalada Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 08 Apr 2025 - 201 - Samba fantasmagórico
“Sistema nervoso”, gravado em 1953 por Orlando Correia, é um samba bem fora do padrão de Wilson Batista. Conta mais uma vez a história de um solitário, mas com ar de paródia de filme B de terror. No abandono da madrugada, ele ouve passos e sente a presença da amante no frio que o abraça. Para criar um clima fantasmagórico, o recurso possível para a época foi registrar a voz de Orlando Correia ecoando entre os azulejos do banheiro da gravadora. Wilson Batista teve Roberto Roberti e Arlindo Marques na parceria.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 01 Apr 2025 - 200 - O morro não tem vezA versão social da bossa nova
A bossa nova estreou em 1958, mas, já nos primeiros anos da década seguinte, seus compositores deixavam de lado a temática do sol-sal-sul e engajavam-se em temas da questão social brasileira. O samba “O morro não tem vez”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, gravado em 1963 por Jair Rodrigues, que havia estreado no ano anterior, é bom exemplo disso.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 25 Mar 2025 - 199 - A triste ‘Mãe preta’“Mãe preta”, de Caco Velho e Piratini, é uma toada triste, como todas as que contam histórias da escravidão no Brasil. Ficou famosa internacionalmente ao ganhar nova letra de compositores portugueses e se transformar em “Barco negro”, um fado de Amália Rodrigues. Pior: sem crédito para os autores brasileiros. “Mãe preta” foi gravada em 1943 pelo Conjunto Tocantins
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 18 Mar 2025 - 198 - O grito do BafoO Bafo da Onça, criado em 1956, é uma das inspirações dos megablocos que hoje enchem as ruas do carnaval do Rio de Janeiro. Seu forte era o samba batucado, como “Oba”, que seu compositor, Oswaldo Nunes gravou em 1962 e que continua a ser cantado.Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di CastroTue, 11 Mar 2025
- 197 - O hino “Carinhoso”
A melodia de “Carinhoso” foi criada por Pixinguinha em torno do ano de 1920 e gravada, apenas instrumental, em 1928 pela orquestra típica Pixinguinha-Donga. A letra, de João de Barro, só apareceria em 1937, numa gravação de Orlando Silva. Tornou-se imediatamente uma espécie de Hino Nacional Romântico.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 25 Feb 2025 - 196 - O bolero de outro filho de Cachoeiro
Raul Sampaio nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e é o autor de “Meu pequeno Cachoeiro”, imortalizado pelo conterrâneo Roberto Carlos. Como cantor, chegou a participar de uma das formações do Trio de Ouro. Em 1961, no auge da bossa nova elegante, ele fez sucesso gravando o bolero “Quem eu quero não me quer”, parceria com Ivo Santos.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 18 Feb 2025 - 195 - Proparoxítonas musicais
A dupla paulista Alvarenga e Ranchinho cantava o Brasil rural da primeira metade do século XX. Sempre com bom humor. “Drama da Angélica”, de M.G. Barreto, gravada em 1942, é toda rimada em proparoxítonas, do mesmo jeito que, em 1971, Chico Buarque faria na letra de “Construção”. Exímios também no humor político, Alvarenga e Ranchinho chegaram a ser presos no Estado Novo de Getúlio Vargas.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 11 Feb 2025 - 194 - Na toada do sertão
Há quem considere a toada “Luar do sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, uma espécie de “hino afetivo brasileiro”. Ela apareceu em 1914, em meio a muita discussão sobre sua autoria, com alguns defendendo que a música era adaptação de um tema folclórico. Vicente Celestino foi um de seus intérpretes notáveis, numa gravação de 1952.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 04 Feb 2025 - 193 - Rock pioneiro
“Marcianita”, uma versão de Fernando César, era considerada em 1960 um fox-trot, mas entrou para a história como um dos primeiros rocks nacionais. A gravação é de Sérgio Murilo, estudante de Direito. Tudo muito delicado, de palavras fofas, como era o espírito da música jovem. Rita Lee disse que roqueiro brasileiro tinha cara de bandido, mas isso foi bem mais tarde.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 28 Jan 2025 - 192 - O frevo de Tom
Em sua obra de mais de 300 músicas, Tom Jobim deixou apenas um frevo, de nome “Frevo”, com letra de Vinicius de Moraes. A primeira gravação é de 1959. “Frevo” faz parte da trilha sonora do premiadíssimo “Orfeu negro”, dirigido por Marcel Camus, ganhador em 1959 da Palma de Ouro do Festival de Cannes e em 1960 do Oscar de melhor filme estrangeiro.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 21 Jan 2025 - 191 - Voz de Dalva, arranjo de Tom
Os compositores Klécius Caldas e Armando Cavalcanti eram militares, generais do Exército, e prestaram bons serviços à música brasileira, como no samba-canção “Neste mesmo lugar”. Gravado em 1955, com elegância dramática por Dalva de Oliveira, conta a história de um fim de caso no cenário clássico da dor de cotovelo, o bar. O arranjo é do ainda novato Antonio Carlos Jobim.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 14 Jan 2025 - 189 - A canção dos Joões
O João Gilberto compositor tem poucas músicas, em torno de uma dezena, e uma delas é uma parceria com seu xará de arte e alma, João Donato. Eles assinam o samba “Minha saudade”, gravado por Alaíde Costa em 1959.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 10 Dec 2024 - 188 - A ‘Fascinação’ de Galhardo
Carlos Galhardo dividiu com Orlando Silva, Francisco Alves e Sílvio Caldas o trono das mais lindas vozes masculinas da canção brasileira na primeira metade do século XX. Se o gênero em competição fosse apenas o de maior cantor de valsas, aí seria diferente. Galhardo era considerado o melhor, e ninguém gravou mais valsas do que ele. “Fascinação”, a versão de Armando Louzada que ele registrou em 1943, é um dos clássicos do gênero.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 03 Dec 2024 - 187 - A Conceição de Cauby
O samba-canção “Conceição”, de Dunga e Jair Amorim, gravado em 1956, foi o maior sucesso da carreira de Cauby Peixoto. Em sua longa trajetória, finda apenas ao morrer, aos 85 anos, em 2016, o cantor precisava atender o público, que em todos os shows pedia a música.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 26 Nov 2024 - 186 - Crítica e humor entre Rio e Niterói
Antes da inauguração da Ponte Rio-Niterói, em março de 1974, o transporte entre as duas cidades era feito em barcas pouco eficientes, sempre atrasadas e malconservadas, da empresa Cantareira. “Mambo da Cantareira” é uma crítica àquele tipo de transporte. De autoria da dupla Eloide Warthon e Barbosa da Silva, foi gravada em 1960 por Gordurinha. Responsável por clássicos que comentam o sofrimento do povo nordestino com a seca, como “Súplica Cearense”, em “Mambo da Cantareira” Gordurinha mantém com humor o tom de crítica, agora solidário ao trabalhador das grandes metrópoles.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 19 Nov 2024 - 185 - Um samba para o Flamengo
O Clube de Regatas do Flamengo tem um hino oficial, de Lamartine Babo, mas há outros que, também pela qualidade, se aproximam do mesmo status. O “Samba rubro-negro”, de Wilson Batista e Jorge de Castro, é um desses casos. Foi gravado por Roberto Silva em 1955. A propósito, o Flamengo é o clube mais homenageado na música brasileira. O site Discografia Brasileira tem 31 músicas com o seu nome no título.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 12 Nov 2024 - 184 - Balada para um seriado
“Bat Masterson” foi um dos primeiros seriados da televisão brasileira, ainda no tempo das válvulas, e a sua música-tema era uma balada de Bart Corwin e Havens Wray, cantada na versão de Edson Borges por Carlos Gonzaga. Mineiro, radicado em São Paulo, Gonzaga foi, ao lado dos
irmãos Tony e Cely Campello, um dos pioneiros do rock no país.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 05 Nov 2024 - 183 - Partido alto gravado
O partido alto, na definição de um de seus mestres, o compositor Nei Lopes, é a modalidade de samba cantada em desafio por dois ou mais sambistas. Tem um refrão e improvisos. “O samba é bom assim”, de Norival Reis e Hélio Nascimento, que Jamelão gravou em 1959, é um dos primeiros registros do gênero em disco. O cantor Risadinha participa no duelo de improvisos.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 29 Oct 2024 - 182 - O xote “Fiz a cama na varanda”
A maranhense Dilu Melo foi uma das estrelas da onda de cantoras folclóricas dos anos 1940. Deixou pelo menos um clássico, o xote romântico “Fiz a cama na varanda”, de 1944, composto em parceria com Ovídio Nunes. O acordeom no acompanhamento é da própria Dilu. Mais tarde, em 1955 e 1960, ela regravaria a música, mas em ritmo de tango e samba. Cantoras sofisticadas, como Nara Leão e Dóris Monteiro, atualizaram “Fiz a cama” para as gerações seguintes.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 22 Oct 2024 - 181 - Um tema para Miss Brasil
O concurso Miss Brasil foi um dos grandes eventos do calendário nacional entre as décadas de 1950 e 1960. “Canção das misses”, de 1963, tem a assinatura de Lourival Faissal e recebeu uma gravação em tom solene, com Ellen de Lima à frente de um coral de vozes femininas. Deu sorte, porque a Miss Brasil 1963, a gaúcha Ieda Maria Vargas, ganhou pela primeira vez para o país o Miss Universo. A propósito: Ellen de Lima, morena, corpo violão, era uma espécie de Miss Brasil das cantoras.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 15 Oct 2024 - 180 - De Francisco Alves para as crianças
Gravar música para o Dia das Crianças era uma tradição do mercado fonográfico. A mais clássica de todas talvez seja “Canção da Criança”, na voz de Francisco Alves, que também era seu autor ao lado de René Bittencourt. A faixa foi gravada em 3 de setembro de 1952 e acabara de ser lançada quando o cantor morreu, em 27 de setembro, num desastre na estrada Rio-São Paulo.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 08 Oct 2024 - 179 - Para as mulheres de 30 anos
A intenção era homenagear as que estavam naquela faixa etária, mas elas não aprovaram “Mulher de trinta”, o sambalanço de Luiz Antônio que Miltinho gravou em 1960. Acharam indevido apresentá-las como sofredoras amorosas. A gravação fez enorme sucesso. Miltinho, com seu balanço irresistível, começava a carreira solo, depois de se desligar da posição de crooner e pandeirista do conjunto Milionários do Ritmo, que Djalma Ferreira comandava na boate Drink, em Copacabana.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 01 Oct 2024 - 178 - Helena, Helena
O conjunto Anjos do Inferno tinha esse nome engraçado para pegar carona no sucesso do Diabos do céu, o conjunto de Pixinguinha. Era mais do que engraçado, porém. Seus arranjos vocais eram modernos, antenados com os dos grupos americanos de jazz. O samba “Helena, Helena”, de Antônio Almeida e Secundino, foi sucesso no carnaval de 1941.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 24 Sep 2024 - 177 - O ‘violão amigo’ de Gilberto Alves
Gilberto Alves foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio, um período que o Brasil viveu entre as décadas de 1930 e 1950. É dele a primeira gravação de “Violão amigo”, de Bide e Marçal. Há críticos que escutam semelhanças entre as melodias de “Violão amigo” e “Desafinado”, de Tom Jobim e Newton Mendonça.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 17 Sep 2024 - 176 - A moda de viola de Tonico e Tinoco
“Rei do gado” é uma moda de viola de Teddy Vieira gravada por Tonico e Tinoco em 1959. Narra o encontro de dois oponentes rurais, o que dá título à canção e o rei do café. As duas culturas se enfrentam entre goles de cachaça, do rei do gado, e champanhe, do adversário, num causo típico da moda de viola.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 10 Sep 2024 - 175 - Amor em clima de Paris
“Hino ao amor”, a canção que Edith Piaf e Marguerite Monnot compuseram em 1950, voltou à cena na festa de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, cantada por Céline Dion. No Brasil, ela recebeu uma versão de Odair Marsano e foi gravada com sucesso pela cantora paulista Wilma Bentivegna, em 1959. O site Discografia Brasileira tem outros sete registros da canção.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 03 Sep 2024 - 174 - O surgimento de Kid Morengueira
“O rei do gatilho”, de Miguel Gustavo, conta em ritmo de samba de breque a história de Kid Morengueira em luta contra um bandoleiro transviado. Kid Morengueira é Moreira da Silva. A gravação é de 1961. Em formato divertido, cheia de sonoplastias cinematográficas, cavalos em disparada, tiros para todos os lados, ela atualiza o cantor, em cartaz desde a década de 1930, para as novas audiências.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 27 Aug 2024 - 173 - Joia revelada por João Gilberto
Criado para o carnaval de 1944, o samba “Não vou pra casa”, de Antônio Almeida e Roberto Roberti, não aconteceu. Permaneceu ignorado até 1999, quando ganhou a gravação balançada e elegante de João Gilberto. Desde então, “Não vou pra casa” já teve outros quatro registros.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 20 Aug 2024 - 172 - No último pau de arara
O baião “Último pau de arara”, de José Guimarães, Venâncio e Corumba, de 1956, fala da seca, do orgulho do nordestino em não migrar para o Sul maravilha, de enfrentar a natureza – pois “quem foge à terra natal em outro canto não para”. Venâncio e Corumba são os intérpretes.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 13 Aug 2024 - 171 - Angela Maria em “Babalu”
Em ritmo afro-cubano, “Babalu”, com Angela Maria acompanhada pelo conjunto do tecladista Waldir Calmon, é um convite à pista de dança. A autoria é da cubana Margarita Lecuona. A gravação, de 1958, mostra Angela, aos 28 anos, no auge da carreira.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 06 Aug 2024 - 170 - O amor enquanto dure
“Lealdade”, gravada por Orlando Silva para o carnaval de 1943, seria mais um samba bonito da dupla Wilson Batista e Jorge de Castro, se não fosse um detalhe provocante da letra. Ao tratar da dificuldade dos relacionamentos amorosos, Orlando canta que, quando um cansar dos beijos do outro, deve bater a porta sem olhar para trás – e essa liberdade de dar o fora cabia também à mulher. Foi um sucesso.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 30 Jul 2024 - 169 - Amor de Verão
A primeira gravação de “Chuvas de verão”, o samba-canção que viria a se tornar um clássico mais tarde, com Caetano Veloso, é de Francisco Alves. Foi realizada em 1948, com discreto sucesso ao ser lançada em 1949. É de autoria do pernambucano Fernando Lobo, também jornalista, e conta, com a mesma leveza que ele empregava nas crônicas sobre a vida noturna do Rio, o fim de um relacionamento amoroso.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 23 Jul 2024 - 168 - O alegre hino do Rio
A marchinha Cidade Maravilhosa foi composta inicialmente para uma festa de primavera, mas acabou chegando ao carnaval e, consagração final, ao posto de hino oficial do Rio de Janeiro. A gravação é de setembro de 1933, com o próprio autor, André Filho, e Aurora Miranda, a bela irmã de Carmen e também precursora nos avanços femininos. Naquele momento, gravar música de carnaval também não era coisa de meninas.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 05 Mar 2024 - 167 - O “boato” de Elza Soares
Além de renovador das marchinhas, João Roberto Kelly participou, no início dos anos 1960, do sambalanço, que levou a bossa nova para a pista de dança. Um dos seus sucessos no gênero foi “Boato”, gravado em outubro de 1960 por outra iniciante e que também, com estilo diferente na maneira de cantar, modernizaria o samba. Era Elza Soares.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 27 Feb 2024 - 166 - Dalva canta Humberto Teixeira
Em 1950, por motivos burocráticos ligados à arrecadação de direitos autorais, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga desfizeram a parceria responsável por obras como “Asa branca”. Gonzagão continuou com Zé Dantas a fazer outros clássicos. Teixeira, sozinho, compôs o sucesso “Kalu”, gravado em 1952 por Dalva de Oliveira à frente da orquestra do maestro escocês Roberto Inglez. A gravação foi feita em Londres. É baião, mas com a pitada sentimental tão ao estilo de Dalva.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 20 Feb 2024 - 165 - “Saca rolha”, sempre sucesso
A marcha “Saca rolha” foi sucesso do carnaval de 1954 e continua, 70 anos depois, sendo cantada nas ruas, um dos hinos da grande festa brasileira. A autoria é de José Gonçalves, Zilda Gonçalves e Waldir Machado. Zé e Zilda, casados na vida real, também são os intérpretes. Zé morreria no final daquele mesmo ano, dias depois de ter gravado com Zilda a continuação do “Saca rolha”, a marchinha “Ressaca”, sucesso no carnaval do ano seguinte.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 06 Feb 2024 - 164 - O lançamento de “Barracão”
Heleninha Costa era uma personalidade discreta no estrelar elenco da Rádio Nacional, mas o fato de ter feito a primeira gravação de “Barracão”, de Luiz Antônio e Oldemar Magalhães, é glória suficiente para eternizá-la. O samba, na tradição da letra triste para um ritmo bem animado, foi um grande sucesso do carnaval de 1953.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 30 Jan 2024 - 163 - O nascimento do samba-rock
Os selos dos discos de 78 rotações por minuto traziam, além das informações sobre intérpretes e autores, o gênero a que a música pertencia. No selo de “Bacará”, do guitarrista Bola Sete, interpretada por ele e seu conjunto, foi anotado pela primeira vez, em 1957, o gênero “Samba-rock”. Bola Sete, apelido do carioca Djalma de Andrade, logo em seguida iria para os Estados Unidos e seria reconhecido como um grande guitarrista do jazz.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 23 Jan 2024 - 162 - O Natal de Assis Valente
“Boas festas”, de Assis Valente, é uma espécie de hino oficial do Natal brasileiro, uma marchinha de letra triste e arranjo alegre, quase carnavalesco, feito por Pixinguinha à frente do conjunto Diabos do Céu. A gravação original, de 1933, é de Carlos Galhardo. Conhecida também por “Anoiteceu”, em razão de seu primeiro verso, inaugurou no Brasil a tradição de se compor para as festas de fim de ano.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 19 Dec 2023 - 161 - Uma canção para os gaúchos
“Gauchinha bem querer” é uma canção regional, com direito a citação do Rio Guaíba, mas tem todos os ingredientes costumeiros de seu intérprete e compositor, o romântico paulista Tito Madi, um dos renovadores do samba-canção e precursor da bossa nova. Ela foi composta em 1955 em homenagem aos 20 anos da Radio Farroupilha. O acompanhamento é da orquestra do gaúcho Radamés Gnattali.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 12 Dec 2023 - 160 - Declaração de amor ao Rio
Nas enquetes sobre a música mais bonita composta sobre o Rio de Janeiro – e são muitas – está sempre “Valsa de uma cidade”, da dupla Ismael Netto, um paraense, e Antônio Maria, um pernambucano. A gravação original é de Lúcio Alves, de 1954. Pela delicadeza da melodia, os versos solares e a interpretação moderna, “Valsa de uma cidade” é um dos anúncios mais evidentes de que a bossa nova (que também cantaria o Rio) estava chegando.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 05 Dec 2023 - 159 - Um tango para Carlos Gardel
O cantor franco-argentino Carlos Gardel foi homenageado com um tango, com seu nome no título, escrito por Herivelto Martins e David Nasser. A gravação foi em 11 de março de 1954, no timbre viril do gaúcho Nelson Gonçalves. No outro lado do disco, também assinado pela dupla, há um samba com o título “Francisco Alves”, o cantor falecido em 1952 e grande ídolo de Nelson. Os críticos são unânimes em reconhecer que “Carlos Gardel” ficou mais bonito.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di CastroTue, 28 Nov 2023
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