Filtrer par genre

CBN Vitória - Entrevistas

CBN Vitória - Entrevistas

Rádio CBN Vitória

Entrevistas relevantes sobre os temas que impactam o dia a dia do Espírito Santo, sob o comando da jornalista Fernanda Queiroz

3658 - Sabatina: “Sou de centro-direita, mas sou democrático”, diz Ferraço
0:00 / 0:00
1x
  • 3658 - Sabatina: “Sou de centro-direita, mas sou democrático”, diz Ferraço

    Ricardo Ferraço (MDB) foi entrevistado nesta sexta-feira (9) por CBN Vitória e A Gazeta , dentro da programação da cobertura das Eleições 2026 da Rede Gazeta. A sabatina com o governador do Espírito Santo, que disputa a reeleição, teve transmissão ao vivo pelo site, pela rádio e pelas redes sociais. Acompanhe como foi!


    Fri, 09 Oct 2026 - 1h 02min
  • 3657 - Tanajuras na praia de Camburi: o que levou a este fenômeno?

    Cenas da cidade. Um rastro escuro formado por milhares de formigas-cortadeiras tomou conta da areia de praias da Grande Vitória nesta semana. Conhecidas como tanajuras ou saúvas, elas costumam sair das colônias durante o período de reprodução, ato favorecido pelas chuvas e pela umidade. Como não voam por longas distâncias, as formigas podem ser levadas pelo vento e acabar no mar. Depois, são carregadas pela maré até a faixa de areia. Elas também podem ser atraídas pela iluminação. Na praia de Camburi, por exemplo, algumas tanajuras foram encontradas vivas na areia. Parte delas, pode não sobreviver, enquanto outras podem estar em busca de um local para formar uma nova colônia.

    O período de reprodução ocorre geralmente em outubro, no início da temporada de chuvas, quando a umidade deixa o solo mais adequado para a formação de novas colônias. O fenômeno deve diminuir nas próximas semanas e as tanajuras voltarão a aparecer em grande quantidade apenas no próximo período de reprodução. Em entrevista à CBN Vitória, o professor do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Marcelo Teixeira Tavares, fala sobre o assunto.

    Thu, 08 Oct 2026 - 12min
  • 3656 - Projeto em Vila Velha resgata a tradição das rendeiras de bilro

    O assunto em destaque agora no CBN Vitória é tradição capixaba. As rendeiras de bilros são símbolo da Barra do Jucu, em Vila Velha, há mais de um século. Porém, devido ao processo de industrialização, as rendeiras diminuíram a produção há cerca de 50 anos. Desde 2013, a arquiteta e urbanista Regina Maria Ruschi, que atualmente preside o grupo "Barra de Renda", iniciou uma pesquisa sobre o patrimônio cultural imaterial. Os anos passaram, algumas delas continuaram fazendo rendas e outras abraçaram a tradição. Isso aconteceu a partir de 2015, quando o trabalho de resgate à cultura voltou a crescer na comunidade.

    Diante desse cenário, para fortalecer a tradição, a comunidade da Barra do Jucu intensifica o processo de formação de novas rendeiras, focando, principalmente, no ensino das técnicas da confecção da renda manual a jovens e pessoas que nunca tiveram contato com esta expressão da arte. É o projeto “Bilros da Barra: Saber, Ensino e Sustento” que, por cinco meses, vai realizar, gratuitamente, formação em renda de bilro para cerca de 40 mulheres de todo o Estado. As aulas serão ministradas na sede do grupo Barra de Renda, na Rua Vasco Coutinho, 292, na Barra do Jucu.


    Segundo o grupo, o objetivo é avançar na qualificação das atuais rendeiras e abrir espaço para novas aprendizes, incluindo principalmente jovens interessadas em conhecer essa tradição de suas avós e bisavós. Esta iniciativa já projetou o trabalho desenvolvido na Barra do Jucu em muitos espaços como a Casa Cor, o projeto Brasil Original, a feira de artesanato ArteSanto, e agora é possível encontrar a renda barrense no Centro de Referência do Artesanato Capixaba, localizado no Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória. Em entrevista à CBN Vitória, a presidente do projeto, Regina Maria Ruschi, fala sobre o assunto.


    Wed, 07 Oct 2026 - 13min
  • 3655 - Jardim de Penha: você conhece a origem do bairro 'labirinto'?

    Atualmente, o bairro Jardim da Penha possui cerca de 45.400 habitantes, sendo o segundo bairro mais populoso de Vitória, atrás apenas de Jardim Camburi (IBGE 2022). Fotografias e documentos como legislações, plantas urbanísticas e levantamentos cadastrais, preservados no Arquivo Público de Vitória, resgatam uma época em que o bairro, um dos mais conhecidos da Capital, não tinha ruas, prédios, carros, padarias nem moradores. A região era apenas uma grande fazenda cercada de mata nativa.

    O traçado peculiar do bairro, que ficou conhecido como uma espécie de "labirinto", foi projetado na década de 1950, sobre ideais modernistas e muito ousados para a época. As largas avenidas diagonais e ruas que começam e acabam em praças – e que podem confundir os visitantes – foram planejadas para estimular a vivência comunitária e a circulação das pessoas. Em entrevista à CBN Vitória, a professora, arquiteta e urbanista, Luciana Nemer, que participa dessa imersão no Arquivo Público, fala sobre o assunto.


    Durante séculos, a cidade de Vitória ficou concentrada no Centro e arredores. A parte continental era uma área rural distante, separada da ilha pelo Canal de Camburi, manguezais e trechos de mata. A primeira ligação com o continente foi feita por uma ponte de madeira construída no final do século XVIII. Por ela passavam pedestres, cavaleiros, carroças e animais de carga. O imperador Dom Pedro II utilizou essa travessia, em sua viagem ao Espírito Santo, para seguir de Vitória para o Norte da província.

    Próximo à ponte, ficava a Fazenda Mata da Praia, também conhecida como Sítio Queiroz. A propriedade foi registrada em 1891 em nome do capitão Justiniano Azambuja Meyrelles. Era uma região coberta de Mata Atlântica, com cajueiros, bromélias, goiabeiras, palmeiras, orquídeas e uma vasta restinga. E de qualquer parte daquela área era possível avistar o Convento da Penha.


    Foi em meados dos anos 1960 que chegaram os grandes projetos industriais do Espírito Santo e o decorrente crescimento demográfico. A ocupação da Ponta de Tubarão, com a inauguração do Porto de Tubarão, a expansão da antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD, atual Vale) e, um pouco mais tarde, a instalação da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST, atual Arcelor Mittal) e da antiga Aracruz Celulose (atual Suzano). Na mesma época, houve a expansão do Aeroporto de Vitória e da Universidade Federal do Espírito Santo, com a criação do campus de Goiabeiras. Todos esses empreendimentos atraíram trabalhadores, técnicos, professores, engenheiros e empresários. Para responder a essa expansão, havia o recém-criado Banco Nacional da Habitação (BNH), que financiou várias moradias. Em 1968, surgiu o Inocoop-ES, responsável pela implantação de vários conjuntos habitacionais destinados aos trabalhadores organizados em cooperativas.

    [fonte: com informações do Arquivo Público de Vitória]

    Wed, 07 Oct 2026 - 28min
  • 3654 - Ufes participa de pesquisa internacional que busca cura da Hepatite B em pacientes com HIV

    O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), é um dos participantes de um consórcio internacional, liderado pelos Estados Unidos e formado ainda por grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda, que está recrutando pessoas que vivem com HIV e Hepatite B crônica para um estudo sobre estratégias para cura da Hepatite B em pacientes com HIV.

    Hepatites virais podem causar doenças agudas ou crônicas, e, em muitos casos, colocar as pessoas em alto risco de morte por cirrose ou câncer de fígado. Apesar de prevenível por vacina, a Hepatite B ainda não tem cura. A ideia é utilizar a medicina translacional, conhecida como “ciência da bancada à beira do leito”, para buscar a cura da doença.


    No Brasil, o estudo inédito, que teve início em agosto deste ano, está sendo realizado também pela Universidade de São Paulo. No Hucam-Ufes, a pesquisa está sendo conduzida pela professora Tânia Reuter e equipe. Trata-se de uma metodologia que integra a pesquisa científica básica com a prática clínica.

    “Este estudo pretende desenvolver pesquisas que possam auxiliar tanto na cura de pessoas infectadas com a Hepatite B, quanto em pessoas infectadas com os dois vírus juntos, no mesmo indivíduo (Hepatite B e HIV)”, explica. A pesquisa, que terá duração de cinco anos, está recrutando pessoas que vivem com HIV e Hepatite B crônica. Somente no Hucam-Ufes, serão 75 pacientes. Já foram selecionados 40 pacientes, sendo 25 com Hepatite B e 15 pacientes com Hepatite e HIV juntos.


    “Inicialmente, recrutamos pacientes já em acompanhamento no Hucam, mas fizemos parcerias com as prefeituras da Grande Vitória e com a Secretaria do Estado do Espírito Santo a fim de ampliar a oferta para outros municípios do estado”, explica a médica.


    Ao todo, o consórcio, que é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins Medicine e conhecido popularmente como BICC, pretende recrutar 600 pacientes, sendo 400 coinfectados HIV/HBV e 200 monoinfectados HBV. De acordo com a professora, o período de seleção desses pacientes terá duração de um ano, entre julho de 2026 e junho de 2027, ou até completar o número necessário de pacientes.


    “Ainda estão sendo disponibilizadas vagas para portadores de Hepatite B também coinfectados com o HIV. Nossa equipe de pesquisa está disponível para atender solicitações de médicos ou pacientes”, relata a professora.

    SERVIÇO:

    Os interessados podem entrar em contato pelo telefone celular do estudo (27) 99920.3010 ou pelo email: bresbicc@gmail.com

    Tue, 06 Oct 2026 - 12min
Afficher plus d'épisodes