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3682 - A campanha eleitoral da calamidade chega ao fim em clima de incerteza e drama
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  • 3682 - A campanha eleitoral da calamidade chega ao fim em clima de incerteza e drama

    Faltavam menos de 48 horas para o final da campanha da segunda volta das eleições presidenciais e um dos candidatos avança com uma solução radical: adiar as eleições.

    A lei eleitoral para o Presidente da República não prevê um adiamento geral do ato eleitoral, apenas adiamentos em secções de voto determinadas pelos presidentes de Câmara. Mas o apelo de André Ventura exprime bem a complexidade desta campanha estranha em que se falou mais do clima do que de política. Ventura, um jurista, sabe que o seu pedido não tem cabimento legal, mas o seu instinto político leva-o a aproveitar a intempérie para se recolocar onde mais gosta de estar: no centro das atenções.

    Seja como for, as marcas da vaga de depressões que aconteceram nas duas últimas semanas da campanha são indeléveis. O país, naturalmente, focou-se mais no drama dos portugueses afectados do que nas mensagens dos candidatos.

    Convidámos para discutir estes temas o economista Rui Moreira. Foi, até Novembro, presidente da Câmara Municipal do Porto e foi também mandatário nacional da candidatura de Luís Marcos Mendes. Depois dos resultados da primeira volta, Rui Moreira tornou público o seu apoio a António José Seguro.

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    Fri, 06 Feb 2026
  • 3681 - Depois da Ingrid, Joseph, Kristin e Leonardo, quem é que se segue?

    A depressão Leonardo provocou cheias em Grândola e Alcácer do Sal e suspendeu comboios na linha do Sul. 83 mil clientes da E-Redes continuavam sem electricidade e o Estado assumiu custos de 459 milhões de euros com linhas de crédito para as empresas afectadas pela tempestade Kristin.

    O acesso a apoios de dez mil euros exige provas de que seguros foram accionados e particulares, pequenas empresas e instituições têm de ter a sua situação regularizada perante o Estado.

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve ontem na região Centro, onde defendeu uma maior ligação entre as Forças Armadas e a Protecção Civil, e disse o que achava da comunicação do Governo às populações: “Não correu bem”. E criticou as operadoras de telecomunicações, que se portaram mal. 

    O país ainda não recuperou de uma tempestade e vai ser obrigado a confrontar-se com novas e violentas intempéries, que também se abatem sobre Espanha e Marrocos.

    Vem aí mais um rio atmosférico? O que é que isso significa? Há uma relação entre a sucessão de tempestades que atingiu a Península e as alterações climáticas?

    Para responder a estas e outras questões, convidamos Andrea Cunha Freitas, jornalista do Azul, a secção do PÚBLICO dedicada à crise climática, ambiente e sustentabilidade.

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    Thu, 05 Feb 2026
  • 3680 - Protecção Civil preocupa-se mais em socorrer do que em prevenir riscos

    O primeiro-ministro esteve ontem em Pombal, para avaliar os estragos da depressão Kristin em duas empresas, rejeitou as críticas às respostas do Estado nesta situação de emergência e anunciou a isenção de portagens em quatro auto-estradas das zonas afectadas.

    As críticas à actuação das diferentes estruturas do Governo destinam-se, sobretudo, à ministra da Administração Interna e já se fazem ouvir dentro do próprio PSD.

    Kristin foi embora e chegou a depressão Leonardo. A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil alertou para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.

    Algarve, Alentejo e Lisboa são as regiões onde se prevê que o impacto da chuva e do vento seja maior. A GNR e a Protecção Civil recomendam a preparação de um kit de emergência para 72 horas e evitar deslocações desnecessárias em zonas costeiras ou arborizadas.

    Manuel João Ribeiro, professor do ISEG e investigador do Iscte, ex-presidente e vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, é o convidado de hoje.

    Neste episódio, Manuel João Ribeiro diz que falta uma cultura de prevenção e defende uma melhor articulação entre os planos de protecção civil municipais e nacionais.

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    Wed, 04 Feb 2026
  • 3679 - Uma semana depois, a vida continua suspensa da catástrofe Kristin

    Enquanto no debate político se fazem as tradicionais operações de passa-culpas, os jornalistas empenharam-se em ir ao terreno para ver uma região a recuperar dos estragos da catástrofe Kristin. As imagens, os textos, os sons que nos fizeram chegar são arrepiantes. Um país destruído onde vivem pessoas aflitas e preocupadas com o presente e os custos dos estragos no futuro. Um país onde, uma vez mais, foi o poder político de proximidade, as autarquias, ou as instituições de proximidade, os bombeiros, a GNR ou a polícia, que deram as respostas mais eficazes. Um país que, tivemos uma vez mais a certeza, fez pouco para se preparar para a devastação dos fenómenos climáticos extremos.

    Com a ferida ainda aberta, importa saber o que aconteceu às pessoas e que custos os estragos ou a ausência do poder podem ter causado nas comunidades afectadas. A jornalista do PÚBLICO Paula Sofia Luz vive em Pombal e acompanhou a catástrofe desde o princípio. No primeiro dia, recordava a sua experiência assim: “Às 3 horas da manhã a chuva em Pombal era tão intensa que me trouxe à memória a enxurrada de 2006, quando aqui percebemos que, afinal, o nosso maior medo só era o fogo até percebermos o quanto pode a água. Sabemos agora que é o vento, afinal, o mais perigoso”.

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    Tue, 03 Feb 2026
  • 3678 - Abstenção, o fantasma que ameaça as previsões para a eleição de domingo

    António José Seguro vive assombrado pelo drama da abstenção. Desde que a corrida pela segunda volta começou, o candidato tem feito sucessivos apelos à mobilização dos seus eleitores. Ter mais votos, significa mais legitimidade, disse. As sondagens, não ganham eleições, afirma e repete a cada passo. Com a sondagem do CESOP, da Universidade Católica, para o PÚBLICO/RTP e antena 1 a dar-lhe uma vitória de 70% contra o seu opositor, André Ventura, Seguro sabe que tem de enfrentar uma ameaça: a dos eleitores que ficam em casa por saberem que não vale a pena perder tempo a votar num candidato que já ganhou.

    Perante este cenário, uma das estratégias de André Ventura é colocar no ar dúvidas aos eleitores da direita moderada que de alguma forma se sentem inclinados para o seu adversário. O ataque às personalidades dessa área política que recomendaram o voto em Seguro é uma das faces dessa estratégia.

    A abstenção nas presidenciais é por regra superior à das legislativas. Na primeira volta, registou o valor mais baixo em 20 anos de eleições do Presidente da República – 47,65%. Em escolhas com vencedor antecipado, porém, como aconteceu com a segunda eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a abstenção chegou aos 60,8%. Uma vez que este fenómeno tende a prejudicar mais o candidato favorecido nas sondagens do que o eleitorado mobilizado e fiel de Ventura, compreende-se a preocupação de Seguro e a estratégia do seu oponente.

    Vamos tentar perceber o que está em causa com os eventuais cenários da abstenção no próximo domingo. Convidámos assim para este episódio João António, Director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) e investigador no Centro de Investigação do Instituto de Estudo Políticos da mesma universidade.

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    Mon, 02 Feb 2026
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