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3669 - 8 de Fevereiro, um dia crucial para o futuro da política em Portugal
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  • 3669 - 8 de Fevereiro, um dia crucial para o futuro da política em Portugal

    Faltam três semanas para sabermos que vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. Quando os resultados de domingo começam a ser digeridos, chega a hora de tentar entender as consequências que a primeira volta pode trazer para a situação política e analisar a correlação de forças entre os candidatos apurados para a escolha final de 8 de Fevereiro, António José Seguro e André Ventura. Numa eleição surpreendente, em que os favoritos ficam em lugares muito abaixo na tabela e o patinho feito da campanha, Seguro vence com uma boa margem, só Ventura foi capaz de conservar a sua posição entre as sondagens e as urnas de voto. O que revela a enorme fidelidade do seu eleitorado.

    Há questões a ponderar para o futuro. A derrota do candidato do Governo prova que a relação entre o país e o Governo de Luís Montenegro está longe de ser incondicional. A dispersão do eleitorado da AD por Gouveia e Melo e Cotrim Figueiredo é um desafio para os estrategas do Governo. O poder do Governo para influenciar a escolha presidencial foi menos que nula: foi negativa, funcionou ao contrário.

    E agora, qual a melhor escolha? Numa eleição que, mais do que um clássico esquerda/direita será uma batalha entre um candidato da esfera democrática e um candidato populista que há semanas pedia três Salazares para Portugal, adivinha-se muita paixão e muita incerteza. A ambiguidade de Montenegro, de Cotrim ou de Gouveia e Melo estabelece um padrão que vai ser muitas vezes invocado nos combates que se adivinham. Por esse lado, esta eleição cumpre as suas expectativas: vai ter uma enorme influência no futuro.

    Vamos discutir o que aconteceu e o que pode vir a acontecer e para esse fim convidámos para este episódio o historiador e cientista político António Costa Pinto, presentemente Investigador Aposentado no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor Convidado no ISCTE, Lisboa.

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    Tue, 20 Jan 2026
  • 3668 - Presidenciais: o discurso da moderação venceu o discurso da polarização

    António José Seguro ou André Ventura? Confirmaram-se as previsões. O eleitorado vai escolher um deles como Presidente da República, a 8 de Fevereiro. O primeiro, com 30% dos votos, é o vencedor inesperado destas eleições, após 10 anos longe da vida política e de ter tido um apoio hesitante do seu próprio partido. José Luís Carneiro, líder do PS, pediu a todos os democratas que se unissem numa segunda volta, associando-se a esta vitória.

    O facto de André Ventura, chegar à segunda volta, com 24% dos votos, significa que o Chega continua a manter um eleitorado fidelizado e permite-lhe dizer que é o novo líder da direita”.

    João Cotrim, com 15%, foi o terceiro candidato mais votado, reforçando a fragmentação da direita, situando-se à frente de Luís Marques Mendes, que teve 12%, um pouco menos do que a votação de Henrique Gouveia e Melo. Nunca um candidato apoiado pelo PSD ou por um partido do Governo tinha obtido resultados tão baixos. Mendes não quis pronunciar-se sobre quem escolher numa segunda volta.

    E Luís Montenegro, primeiro-ministro e líder do PSD, também não, com o argumento de que o espaço político do seu partido não estará representado a 8 de Fevereiro.

    Filipe Teles, cientista político e investigador da Universidade de Aveiro, analisa os resultados da noite eleitoral e explica que a vitória de Seguro foi a vitória da política do normal e da moderação.

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    Mon, 19 Jan 2026
  • 3667 - A temperatura da campanha medida pelos repórteres do PÚBLICO

    Os cinco principais candidatos a passarem à segunda volta das eleições presidenciais viveram as últimas duas semanas uma corrida ombro a ombro que continua longe de estar resolvida. Nas feiras, mercados, no circuito da carne assada dos comícios Portugal fora, foram-se medindo, combatendo à espera de um erro do adversário capaz de acabar com o empate técnico. Pelo caminho, sofreram as agruras ou os incentivos das sondagens, criaram ou foram vítimas de ataques sobre a sua idoneidade, fizeram a apologia da confiança, da estabilidade, da ousadia, da experiência ou da novidade para se consolidarem nas intenções de voto. Chegaram ao fim com tudo em aberto, embora António José Seguro e André Ventura tenham mais razões para estar optimistas sobre a passagem à segunda volta. 

    Neste episódio especial do P24, quisemos saber que avaliações fazem os nossos repórteres que acompanharam as cinco candidaturas deste percurso. Da animação ou depressão na rua, há sempre a possibilidade de captar sinais que escapam às sondagens. Vamos por isso saber o que se passou nas rotas da campanha pelo país com Joana Mesquita, Maria do Céu Lopes, Ana Begonha e Filipe Santa-Bárbara.

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    Fri, 16 Jan 2026
  • 3666 - O regime do Irão está condenado, mas vai resistir até ao fim

    Como acabamos de ouvir, o regime iraniano reprime a tiro as manifestações que exigem a queda da República Islâmica. Neste caso, trata-se do som de um vídeo da fuga de manifestantes em Malekshabi.

    A vaga de protestos começou em Teerão, a 28 de Dezembro, e alastrou, rapidamente, a todo o país e já terá provocado a morte de mais de 2600 pessoas.

    Impulsionados pela desvalorização da moeda e por uma inflação de 40%, os comerciantes dos bazares foram os primeiros a desafiar o regime. A revolta generalizou-se e ameaça a ditadura teocrática, fragilizada pela guerra dos 12 dias com Israel, os bombardeamentos dos EUA e pesadas sanções económicas.

    Estes são os maiores protestos desde a revolta provocada pelo assassinato de Masha Amini, uma jovem de origem curda, presa e torturada pela polícia, em 2022, por não usar correctamente o hijab.

    Donald Trump diz que a ajuda a quem protesta vai a caminho e que não está disposto a negociar com as autoridades do país.

    A oposição iraniana está dividida, não tem líderes e o regresso do filho do xá, deposto na revolução islâmica de 1979, não é uma figura unificadora.

    Reza Palevi diz que o regime está em guerra com a população. É verdade. Mas Palevi invoca memórias de uma monarquia repressiva. O regime do ayatollah Ali Khamenei vai sobreviver à pressão interna e à pressão externa?

    Neste episódio, Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, explica o que se passa e o que se poderá passar no Irão.

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    Thu, 15 Jan 2026
  • 3665 - Sondagem: há três candidatos mais próximos de Belém e Seguro é o favorito na 2.ª volta

    André Ventura, António José Seguro e João Cotrim de Figueiredo são os três candidatos com mais probabilidades de passarem à segunda volta das eleições presidenciais, segundo a sondagem da Universidade Católica Portuguesa que o PÚBLICO, RTP e Antena 1 divulgaram ontem.

    A sondagem, realizada na semana passada, entre 6 e 9 de Janeiro, calcula que André Ventura seja o candidato mais votado, com 24% dos votos.

    E revela, também, que Seguro e Cotrim estão em rota de ascensão significativa, quando comparamos esta com a anterior sondagem de Dezembro. Seguro tem 23% das intenções de voto e Cotrim 19%.

    No sentido oposto, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes desceram entre sondagens e estão num verdade empate, nos 14% das intenções de voto do eleitorado.

    As mulheres preferem António José Seguro, os homens votam mais em André Ventura e Cotrim de Figueiredo é, de longe, o candidato mais popular entre o eleitorado jovem.

    Esta sondagem incluiu uma pergunta sobre a segunda volta e aponta António José Seguro como o mais provável vencedor das presidenciais, caso seja um dos candidatos mais votados no próximo domingo, logo seguido de Gouveia e Melo, Cotrim de Figueiredo e Marques Mendes.

    Para falarmos sobre a campanha e possíveis resultados das eleições, convidamos David Santiago, editor da secção de Política do PÚBLICO.

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    Wed, 14 Jan 2026
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