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Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, a partir de algumas escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor. Um projecto da autoria de Raquel Marinho. "Melhor podcast de Arte e Cultura" pelo Podes 2021 - Festival de Podcasts. "Melhor podcast de Entrevista" pelo Podes 2025 - Festival de podcasts
- 388 - Marisa Liz: "Eu nunca teria tido filhos se eu não tivesse percebido que podia ser feliz."
"Eu só tive filhos porque existe música. – Porquê? porquesenão eu não tinha sonhado, não tinha acreditado que era possível ser feliz. A música salvou-me."
Conhecemo-la por Marisa Liz, chama-se Marisa Pinto Oliveira Pinto, e nasceu em Lisboa em 1982.
No 9º ano disse à mãe que passaria de ano se a seguir pudesse ir estudar música, e foi assim que chegou à EPMA - Escola Profissional de Música de Almada.
Demorou a aprender a ler, a aprender as coisas ao ritmo da maioria dos colegas, e na altura não sabia que a origem dessas dificuldades estava no diagnóstico que chegaria muitos anos mais tarde, já adulta.
Recorda com carinho o colega de carteira de escola que a safava das investidas dos professores, soletrando-lhe ao ouvido as palavras certas, a pessoa que nunca mais viu e que realmente a ensinou a ler. Chama-se Orlando. Quem sabe está a ler isto agora.
Vem ao podcast a pretexto do seu mais recente disco, Relatos de um Coração Confuso", o que nos serviu também de pretexto para conhecer as suas influências musicais, essas que remontam à adolescência quando ouvia The Doors ou António Variações vezes sem conta, usava a franja a tapar o rosto porque era tímida, e queria estudar Música e Filosofia.
No final do podcast, temos um bónus. Terão de escutar para saber de que se trata :)
Poemas:
Florbela Espanca, Conto de Fadas
Florbela Espanca, Em Busca do Amor
Florbela Espanca, Amiga
Manuel Alegre, Amor somente
Paulo Mendonça, Velha Louca
Paulo Mendonça, Paradoxo
Fri, 18 Sep 2026 - 1h 50min - 387 - Daniel Jonas: "A escrita é certamente da ordem da obsessão porque é um confronto comigo próprio grande."
Segundo episódio do ciclo Alguns Gostam de Poesia, uma parceria d' O Poema Ensina a Cair com a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos.
Desta vez, gravámos ao vivo com Daniel Jonas, escritor, tradutor, professor e dramaturgo, vencedor de vários prémios literários com a sua obra poética e de tradução, mas também, mais recentemente, com a sua incursão na prosa e o livro A Justa Desproporção, vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da APE.
Como costuma acontecer, ancorámos a conversa nalgumas escolhas literárias do nosso convidado - Shakespeare, Wirdsworth, Yeats ou Ruy Belo - mas também nalguns poemas de sua autoria, onde se inclui um inédito que sairá no próximo livro.
Ficámos a saber que na poesia, poderemos contar com um livro chamado Belas Execuções, e na prosa com um segundo volume de A Justa Desproporção, a que dará o nome A Injusta Proporção.
Mon, 14 Sep 2026 - 1h 37min - 386 - Leituras com Pedro Mexia: Novalis, John Keats e Gioacomo Leopardi
"O que é que era importante para estes poetas todos, sobretudo os românticos? Era que a categoria fundamental não apenas do artista, mas do estar no mundo, era a imaginação."
No regresso de férias da rubrica de sugestões de leitura, Pedro Mexia sugere-nos três livros que saíram recentemente de três poetas românticos: Novalis, John Keats e Giacomo Leopardi.
Hinos â Noite, de Novalis, com tradução de João Barrento e edição Miguel Castro; Poeta-Camaleão, de John Keats, com edição e tradução de Ricardo Marques e edição Hampstead, e Cantos, de Gioacomo Leopardi, com tradução e comentários de Jorge Vaz de Carvalho, prefácio de João Bigotte Chorão e posfácio de Mariagrazia Russo, e edição Assírio & Alvim.
Fri, 11 Sep 2026 - 1h 25min - 385 - Adolfo Mesquita Nunes: "O meu quotidiano é muito solar, é muito feito do lado positivo de olhar para as coisas."
"Uma pessoa que não amou é uma pessoa que não viveu."
Adolfo Mesquita Nunes nasceu na Covilhã, em 1977. É advogado, com trabalho nas aéreas da regulação e da Inteligência Artificial. Licenciado em Direito e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas. Foi deputado à Assembleia da República (2011-2013) e Secretário de Estado do Turismo (2013-2015).
Para esta conversa, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta que nos ajudaram, apesar das reservas iniciais por ser sobretudo leitor de ficção e não de poesia, a fazer uma cartografia pessoal do homem, muito além da profissão que tem ou dos cargos políticos que exerceu.
Poemas
Al Berto, Recado
José Tolentino Mendonça, A Alegria
Eugénio de Andrade, As Amoras
E. M. de Melo e Castro, Uma Chama não Chama a mesma Chama
Ary dos Santos, Estrela da Tarde
Sophia de Mello Breyner Andresen, Coral
Alberto Caeiro/ Fernando Pessoa, Quando vier a Primavera
Ana Luísa Amaral, Imagens
Nuno Júdice, Primeiro Poema
Fri, 04 Sep 2026 - 2h 01min - 384 - O Maias - Francisco José Viegas
Os Maias, de Eça de Queiroz é um dos romances mais importantes da literatura portuguesa, seguramente o mais importante do século XIX, e chega de novo às livrarias com uma proposta diferente.
Trata-se de umaedição especial com códigos QR, que permitem aos leitores verificarem as inúmeras referências do romance durante a experiência de leitura.
Uma inovação que poderá, quem sabe, ser muito útil aos jovens do ensino secundário que se encontrarão com o romance mais cedo ou mais tarde e a quem, certamente, escaparão algumas das referências sociais, históricas, sociológicas ou culturais.
Por exemplo, quem é Guizot? E Gambetta? O que é o lausperene? De que cor era o véu de Dâmaso de Salcede? O que comeu João da Ega no Tavares? Em que local e circunstância Carlos da Maia viu Maria Eduarda pela primeira vez?
Nesta conversa com o editor da Quetzal, Francisco José Viegas, ficamos a conhecer as motivações para este projeto, desvendamos as respostas a algumas das perguntas, e percebemos por que razão este livro é, ainda hoje, um clássico.
Fri, 31 Jul 2026 - 24min - 383 - Valter Hugo Mãe: "A arte e a cultura servem para nos conferir identidade e para nos juntar. Criam a impressão de pertença."
Valter Hugo Mãe assinala este ano 30 anos de escrita literária, sendo que nos primeiros 9 publicou apenas poesia e que quando era criança queria ser poeta. É por aí que começamos esta conversa onde, como costuma acontecer, atravessamos parte da sua biografia.
Falamos sobre a infância e a "pressa" de crescer, os livros (os que escreve e os que lê), a importância da Literatura, da poesia; mas também sobre, por exemplo, a adoção em Portugal ou as mudanças na forma como comunicamos uns com os outros.
E conversamos também, naturalmente, sobreO Século dos Imbecis, o seu mais recente livro, edição Porto editora. Parte desta entrevista foi publicada na revista Somos Livros, da Bertrand.
Poemas:
Adelia Prado – Casamento
Eduardo Pitta – está um rapaz a arder em cima do muro
María Paz Gerrero – Deus come presunto
Claúdia R. Sampaio – Uma vez quiseram-me louca a arder
Fri, 24 Jul 2026 - 1h 47min - 382 - Pedro Eiras: "Desde há muito muito tempo eu ando a procura de entender como é que isto funciona. Isto de um por um estranho capricho haver seres humanos que escrevem livros."
Poeta, ensaísta, ficcionista, investigador, professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pedro Eiras lançou recentemente o livro Nevoeiro, uma investigação, Assírio & Alvim.
É um regresso do autor ao universo pessoano, desta vez para perscrutar as relações entre a Literatura e o Poder durante um determinado período do Estado Novo.
As personagens principais deste livro, que reúne documentos e factos reais, mas também elementos ficcionados, são Fernando Pessoa, António Oliveira Salazar e António Ferro, mas também o nevoeiro. O daquela altura e aquele que o autor reconhece nos tempos de hoje.
Chamada de atenção especial para as belíssimas e comoventes leituras deste episódio.
Poemas:
Camilo Pessanha, Vida
Mário de Sá-Carneiro – O Recreio
Álvaro de Campos/ Fernando Pessoa - Mestre, meu mestre querido!
Sophia de Mello Breyner Andresen, O Poema
Luiza Neto Jorge, A porta aporta
Herberto Helder, Sopa Superlativa
Fri, 17 Jul 2026 - 2h 00min - 381 - Filipa Leal: Sem os criadores a vida seria um lugar com muito menos imaginação."
O podcast O Poema Ensina a Cair começou este mês um ciclo de gravações ao vivo na Biblioteca Municipal de Matosinhos, Chamámos-lhe Alguns Gostam de Poesia, em homenagem à poeta Wislawa Szymborska.
A primeira gravação deste ciclo, que decorrerá a cada 2 meses, foi com a poeta Filipa Leal.
Nasceu no Porto em 1979. Tem 16 livros publicados (desde 2003), entre os quais "Vem à Quinta-feira” (já na 6ª edição) e “Fósforos e Metal sobre Imitação de Ser Humano” (na 3ª edição), ambos finalistas do Prémio Correntes d’Escritas e semifinalistas do Prémio Oceanos.
A sua obra está editada em Espanha, no Brasil, na Colômbia, em França (com a plaquete “La Ville Oubliée”), na Polónia, noLuxemburgo e na Grécia, e representada em várias antologias em Portugal e no estrangeiro.
É formada em Jornalismo pela Universidade de Westminster (Londres) e Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Faculdade de Letras do Porto, aonde voltou em 2013 para uma formação em escrita de argumento.
Como argumentista, destaque para o guião do filme “Jogo de Damas”, com a realizadora Patrícia Sequeira, que estreou noLeffest em 2015 (Prémio de Melhor Guião nos Festivais de Cinema do Chipre e de Copenhaga); e para a série “Mulheres Assim” (2016), na RTP1.
Há mais de 15 anos que colabora em programas de televisão dedicados à literatura.
Para esta conversa com Raquel Marinho trouxe, como costuma acontecer com todos os convidados, alguns dos poemas de que mais gosta, mas fez, como explicou, uma escolha política. Terão de escutar o episódio para perceber o que isto significa
Trouxe também, o que muito agradecemos, alguns poemas inéditos que sairão no próximo livro.
Mon, 13 Jul 2026 - 1h 16min - 380 - Margarida Balseiro Lopes: "O Torga é o escritor lá de casa, o poeta é o Eugénio de Andrade, a poetisa é a Sophia."
Margarida Balseiro Lopes nasceu na Marinha Grande, em 1989. Pensou seguir os passos do pai e ser jornalista, mas acabaria por estudar Direito, numa altura em que já fazia parte da JSD, partido onde se inscreveu aos 15 anos, depois de uma conversa com uma colega numa aula de Francês.
Foi a mais nova deputada na legislatura em que se estreou, a primeira mulher líder da JSD, e é hoje a mais jovem de sempre no cargo de ministra - atualmente da Cultura, Juventude e Desporto, tendo sido antes Ministra da Juventude eModernização.
Nesta conversa, ancorada nalguns dos poemas de que mais gosta, atravessamos parte da sua biografia, dos seus gostos, e de algumas políticas culturais.
Poemas:
"Porque" - Sophia de Mello Breyner Andresen
"Cântico Negro" - José Régio
"Viver Sempre Também Cansa" - José Gomes Ferreira
"Adeus"- Eugénio de Andrade
"Só gosto de pessoas boas" - Adília Lopes
Sat, 11 Jul 2026 - 1h 14min - 379 - Leituras com Pedro Mexia: Lydia Davis, Susan Sontag e John Berger
Na rubrica Leituras com Pedro Mexia deste mês Pedro Mexia traz-nos dois livros:Quando me Perguntam Porque Escrevo, de Lýdia Davis, com tradução de Maria do Carmo Figueira e edição Zigurate, e Contar uma História, de Susan Sontag e John Berger, com edição de Benoit Bourreau, tradução de Alda Rodrigues e edição Relógio D' Água.
Duas propostas distintas que, no entanto, dialogam.
Como costuma acontecer, várias outras referências aparecem na conversa. Por exemplo, Mary McCarthy, Thomas Mann, Raymond Carver, Gore Vidal, NormanMailer, Wallace Stevens, Samuel Beckett, James Joyce, Seamus Heaney, FrançoisVillon, John Ashbery, Raymond Carver, Dante Alighieri, Karl Ove Knausgård, Knut Hamsun, Gustave Flaubert ou Herman Melville.
Tue, 30 Jun 2026 - 47min - 378 - António Pinto Ribeiro: ". Eu acho que a poesia é necessária à vida. Não se pode viver sem poesia, como não se pode viver sem uma boa alimentação, como não se pode viver sem passear. "
O pretexto para esta conversa é o livro recentemente editado O Poder da Cultura, Questões Permanentes, edição Temas e Debates.
António Pinto Ribeiro guia-nos por algumas dessas questões e reflexões que atravessam o livro, mas também por parte da sua biografia, da sua relação com a arte, com o conhecimento, a Filosofia ou a poesia, que também está presente neste livro.
Ficamos a saber, por exemplo, que ainda na adolescência organizou um recital de poesia na região do Douro, onde passava as férias grandes; ou que escolheu estudar Filosofia porque "tinha de ser".
Poemas:
Luís de Camões, Pode um desejo imenso
Carlos Drummond de Andrade, A bunda, que engraçada
Ana Luísa Amaral, Pequeno Épico
António Cícero, Guardar
Daniel Jonas, O universo é grande
Daniel Jonas, Como mercúrio em frente ao sol
Sat, 27 Jun 2026 - 1h 43min - 377 - Camila Sosa Villada: "O livro fala sobre mim, sobre a minha história, e marca uma diferença enorme sobre a legitimidade da minha existência, como escritora mesmo."
Acaba de chegar às livrarias A Viagem Inútil, o primeiro livro publicado pela autora argentina Camila Sosa Villada, e o terceiro a estar disponível para os leitores portugueses.
É um livro que acompanha a sua biografia, a sua infância e adolescência. A aprendizagem precoce das letras do alfabeto com o pai, o bom desempenho escolar e as primeiras decepções e traições dos colegas; a descoberta da leitura como lugar de refúgio e de descoberta, e depois a experiência da escrita, o exercício da escrita que, como a autora nos conta ao longo da conversa, não salva.
Começou por publicar poesia, depois ensaio e ficção, e hoje é lida em muitos países e está traduzida para muitas línguas.
Ao longo desta conversa em que também atravessamos a sua biografia, ouvimo-la e vemo-la emocionar-se a dizer poesia de cor, ou a falar da angústia que continua a acompanhá-la até aos dias de hoje.
Oferece-nos também a leitura de um poema seu, inédito e não publicado, e é um dos momentos mais bonitos e delicados do podcast.
Trouxe ainda duas referências: Anna Carson e Estela Figueroa.
Sun, 21 Jun 2026 - 1h 15min - 376 - Siri Hustvedt: "Seguimos as formas da vida, mantemos os rituais, porque isso nos oferece uma estrutura e um andaime para saber como viver. E nesses meses, eu precisava dessa estrutura"
A escritora Siri Hustvedt escreveu um livro que é uma homenagem a Paul Auster, o também escritor e marido com quem partilhou a vida durante 43 anos.
Chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição Dom Quixote.
Ao lê-lo, acompanhamos um processo de luto, mas também um trabalho de memória, reflexões, cartas trocadas entre ambos, a doença de Paul Auster, as cartas que o escritor escreveu ano neto acabado de nascer, quando sabia que viveria poucos meses; o enamoramento inicial entre ambos, o dia em que se conheceram em 1981. Uma história de amor e de perda.
Sobre tudo isso conversamos neste podcast.
Fri, 19 Jun 2026 - 40min - 375 - Sara Duarte Brandão: "A Adília Lopes ensinou-me que a poesia vivia também em minha casa, vivia nas pessoas que eu conhecia, que era possível qualquer pessoa escrever um poema, ser um poema."
"A poesia serve para sermos humanos, para sermos só alma. Para não sermos aquilo que fazemos. Para quando me perguntam o que é que eu sou, eu não responder com aquilo que eu estudei e aquilo que eu faço, mas responder comos sussurros das montanhas."
Sara Duarte Brandão nasceu no Porto. em 1997. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT.
Escreve poesia e ficção, e os seus livros já lhe granjearam alguns prémios literários. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário».
Poemas:
— “Aprendizagens”, Ana Luísa Amaral;
— “outros amaram em mim a mulher”, Mar Becker;
— “XXXVII”, Maria da Graça Varella Cid;
— “Não somos desses que vão pelo caminho é antes ocaminho”, Adonis;
— “Mulher-Bordadora”, Maria Teresa Horta;
— “3.”, Vasco Gato;
— “13”, Alejandra Pizarnik;
— “81”, António Reis;
— “Sara”, Daniel Faria;
— “ir indo”, Joaquim Castro Caldas.
Fri, 12 Jun 2026 - 1h 44min - 374 - Cristina Ovídio: "Comove-me a gentileza sem palco."
A nossa convidada de hoje é a mais nova de 4 irmãos, e cresceu numa casa onde tanto havia lugar a conversas sobre ciência, brincadeiras de fazer haikus com o pai, dar explicações a crianças desfavorecidas para aprender a solidariedade, pertencer a um clube de aventuras a imitar os da Enid Blyton.
Cristina Ovídio é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas com uma pós-graduação em Multimédia, foi professora do ensino secundário, coordenadora editorial da Oficina do Livro, trabalhou como editora-executiva naPlaneta e na Clube do Autor, e moderou o programa “Original é a Cultura”, uma parceria SPA e SIC, com a escritora Dulce Maria Cardoso, o físico Carlos Fiolhais e o musicólogo Rui Vieira Nery.
Em 2017, abriu a livraria-bar Menina e Moça, em Lisboa, noCais do Sodré e é lá que leva a cabo várias atividades relacionadas com o livro e com a cultura. O clube de leitura é um exemplo, mas também conversas com autores, leituras de poesia e até, numa base regular, concertos de jazz.
Nesta conversa atravessamos a sua biografia, os seus gostos, as suas influências, as suas memórias, o seu propósito.
Poemas:
Fernando Pessoa, Nesse número do Orpheu que há-deser feito
Quase . Mário de Sá-Carneiro
Ruy Belo – E tudo era possível
Adélia Prado – Amor Feinho
Cesário Verde- Contrariedades
Adília Lopes, Só gosto das pessoas boas
António Franco Alexandre, Na lista dos teus fins venho nofim
Bernardim Ribeiro, Antre mim mesmo e mim
Federico García Lorca, Mamã. Eu quero ser de prata.
William Shakespeare, Soneto 30 (tradução de Vasco GraçaMoura), Quando em meu mudo e doce pensamento
Alexandre O’ Neill, O Poema Pouco Original do Medo
Maria do Rosário Pedreira, Se partires, não me abraces
Sophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana – Beja
Matsuo Bashô, Quero ainda ver
Quando era pequena ouvia poemas ditos de cor pelo seupai, António Manuel Baptista, físico, escritor, professor e divulgador deciência, mas também um grande leitor de poesia.
Fri, 05 Jun 2026 - 2h 12min - 373 - Patrícia Baltazar: RÉ (Obra Reunida)
A poeta Patrícia Baltazar deixou-nos prematuramente em 2019, com apenas 41 anos.
Os seus poemas tinham as edições em livro esgotadas há muito tempo.
Agora, a editora Do Lado Esquerdo acaba de publicar a sua obra completa num livro chamado RÉ, que reúne não apenas os 4 livros da autora como alguns dispersos e inéditos.
De sublinhar a beleza e a sensibilidade da introdução deste volume, da autoria da filha da Patrícia, Rita Baptista. Também a ilustração do rosto de Patrícia, da autoria de Hugo Baptista, que reproduzimos na capa deste episódio.
Mon, 01 Jun 2026 - 08min - 372 - Maria Luiza Jobim: "“A minha experiência é que música e a arte estavam lá e eu cheguei depois. Então, não foi a música que chegou até mim.”
Maria Luiza Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1986 mas foi viver para Nova Iorque ainda bebé onde esteve até aos 4 anos. Filha de António Carlos Jobim, cresceu numa casa com música e músicos, ensaios que viravam palco. Demorou a decidir-se a assumir a sua voz musical, mas quando o fez estreou-se com um disco que, precisamente, homenageia essa infância. Casa Branca era também o nome da sua casa de infância, e sobre isso também falamos no podcast.
A primeira vez que visitou Portugal foi para acompanhar o pai, quando Tom Jobim veio tocar ao Mosteiro dos Jerónimos, na década de 90. Mais tarde, a mãe comprou uma casa no Estoril, e também por causa disso a sua relação com o nosso país é próxima há muito tempo. O ano passado mudou-se com a filha, e decidiu ficar.
A família, a infância, o legado e as memórias do pai, a decisão de abandonar a arquitetura para se dedicar apenas à música, a carreira, a relação com Lisboa, são alguns dos temas que atravessam esta conversa.
Poemas:
Trecho de “Ligue os Pontos” Gregório Duvivier
Trecho “Fevereiro”, Matilde Campilho
Allen Ginsberg , My Sad Self
Quedei em altas , Ana Paula Vulcão
Caçada , Ana Martins Marques
Fri, 29 May 2026 - 1h 10min - 371 - Leituras com Pedro Mexia: "O livro chama-se Velas de Ignição porque realmente há qualquer coisa que se vai acendendo nos poemas. Uma ideia, uma imagem, uma mistura de sensações."
Durs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.
Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.
O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão.
O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024.
Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.
Fri, 22 May 2026 - 1h 02min - 370 - Começar a semana com poesia: Bukowski, Rilke e António José Forte
Três leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.
Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.
Livros:
Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição Alfaguara
Rilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição Quasi
António José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona
Mon, 18 May 2026 - 10min - 369 - Miguel Gonçalves Mendes:"A poesia serve de plataforma de empatia para nós ocuparmos o lugar do outro."
Miguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.
Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização.
De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores.
Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum.
Poemas
Luís de Camões – Amor é fogo que arde sem se ver
Mário Cesariny – Autografia
Mário Cesariny – Em todas as ruas te encontro
Mário Cesariny –You are welcome to Elsinore
Valter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos
Fri, 15 May 2026 - 2h 02min - 368 - Começar a semana com poesia: Ricardo Reis/Fernando PessoaMon, 11 May 2026 - 05min
- 367 - Afonso Borges: "O lugar da leitura tornou-se o meu lugar de residência."
Afonso Borges é programador cultural,jornalista, escritor, poeta, nascido em Belo Horizonte, em 1962.
Criou o projeto Sempre um Papo há 40 anos - um festival literário em Belo Horizonte, por onde passaram e passam muitos autores brasileiros, mas também portugueses. Intimamente ligado à leitura, acredita na possibilidade de transformação através dos livros, mas também dos encontros, e partilha algumas dessas histórias connosco.
Esteve em Portugal para lançar o livro Noites Brancas pela editora Nós, um dos temas da conversa no podcast para onde, como costuma acontecer, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta.
Poemas:
"A Máquina do Mundo", Carlos Drummond de Andrade
"Breve Elegia", Mário Faustino
"Chega um dia", Thiago de Mello
"Poema sujo", Ferreira Gullar
"Que país é este?", Affonso Romano de Santanna
Fri, 08 May 2026 - 1h 07min - 366 - Dia da Mãe: poema de Jorge Sousa Braga lido por Raquel MarinhoSun, 03 May 2026 - 04min
- 365 - Eduardo Quive:"Eu acho que estou a fazer livros, mas o que eu gosto mais é de jornais."
Eduardo Quive em 1991, na cidade da Matola, província de Maputo, em Moçambique. É escritor e jornalista, e também curador e produtor de eventos literários, çevando a cabo, por exemplo, oficinas de escrita e leitura em colaboração com várias instituições e organizaçõesComeçou por publicar poesia e contos, e acaba de se estrear no romance com o livro A Cor da Tua Sombra, em Portugal editado pela Desmuro.
Poemas:
Conceição Lima, Quando o Luar
Noémia de Sousa,Poesia, não venhas!
Hirondina Joshua, Os ângulos da casa
Fri, 01 May 2026 - 1h 07min - 364 - Leituras com Pedro Mexia: Ariana Harwicz e António Lobo Antunes
"Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."
No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente.
O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo.
Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.
Fri, 24 Apr 2026 - 1h 00min - 363 - Rosa Azevedo: "Comove-me muito a literatura. Quando há um momento em que tu dizes ‘eu nunca tinha pensado nisto desta forma’, e isso comove-me imenso."
É uma das caras da Snob, uma livraria independente de Lisboa, que publica livros fora do mainstream e do circuito comercial, e também muita poesia.
É agente cultural, organizadora de ciclos, cursos ou conferências sobre os mais variados temas literários, livreira, leitora e mãe.
Formou-se na área das letras, não porque quisesse ser professora ou trabalhar numa área específica, mas porque queria ler.
Com os pais e os avós conheceu os clássicos, mas cedo se aventurou nos autores a que viria a chamar seus.
Gosta muito da ideia de dar a conhecer autores e livros a novos leitores, mostrar-lhes coisas que ainda não conhecem: "tens de ir habituando as pessoas a gostar do desconhecido. Eisso é um risco, mas também é um gosto."
Fri, 17 Apr 2026 - 1h 51min - 362 - Rita Redshoes: "A minha identidade foi construída com a música, eu acho que falava muito melhor com a música do que por palavras."
Cantora, compositora, instrumentista, produtora e letrista, Rita Redshoes começou por integrar uma banda ainda adolescente enquanto baterista, e só mais tarde descobriu que sabia cantar. Estudou música e psicologia, vive no campo com 3 gatos e 3 galinhas, e acaba de lançar o primeiro single do seu novo álbum. Chama-se 'A Tua Trança', tem letra de Márcia, e é uma homenagem às mulheres.
É mãe da Rosa, com quem descobriu outras dimensões, não apenas de ser humana, mas também de ser artista, e também sobre isso conversamos neste episódio, que acolhe as escolhas poéticas da Rita para através delas a conhecermos melhor.
Poemas:
Adília Lopes, Bichos
Filipa Leal, Apocalipse Now
Sérgio Vaz, Acho que a gente perdeu a voz
Pedro Mexia, Eu Amo
Manuel António Pina, As Vozes
Cecília Meireles, Apresentação
Raquel Serejo Martins, Sinto-me enjoada do mundo
Natália Correia, O sonho e a vida
Fri, 10 Apr 2026 - 1h 30min - 361 - Ricardo Marques: "Eu acho que há duas palavras na minha vida: intertextual e antologia."
Ricardo Marques é poeta, antologiador, investigador, e tradutor. Traduziu para português, entre dezenas de outros poetas, Anne Carson, Billy Collins e Patti Smith.
Nasceu em Sintra, em 1983, e viveu até aos 23 anos entre o subúrbio de Sintra e a zona de Abrantes, de onde vem a família materna e parte da família paterna.
Doutorado em Estudos Portugueses pela FCSH-UNL (2010), onde desenvolveu pós-doutoramento no IELT sobre revistas literárias do Modernismo (2015-21).
De entre alguns ensaios publicados, destaca-se o volume Tradição e Vanguarda: As Revistas Literárias do Modernismo Português (1910-1926), ed. Biblioteca Nacional de Portugal (2020), bem como a antologia de poesia portuguesa contemporânea Já não dá para ser moderno: seis poetas de agora, ed. Flan de Tal (2021).Prosa: Maria Gabriela Llansol - Finita
Poemas:
Konstantinos Kavafis - dias de 1901/ veio ficar/ Recorda corpo LIVRE CURTO
Theodore Roethke - The Waking VILLANELLE
Dylan Thomas - Elegy ELEGIA
Peter Handke – Poema à duração POEMA ENSAIO
Meendinho - Sediam’eu na ermida de San simion CANTIGA
Camões - Esparsa ao desconcerto do mundo ESPARSA
Francisco Rodrigues Lobo - ‘Como passarei eu sem
Fri, 03 Apr 2026 - 2h 14min - 360 - Leituras com Pedro Mexia: "É a ideia de que não há razão para dizer em 10 palavras o que se pode dizer em 5, não há razão para ter adjetivos desnecessários. "
"E, portanto, essa ideia de aquilo que se diz ser apenas umapequena parte daquilo que se quer dizer foi muito importante na literatura do século XX."
Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere Ernest Hemingway, Contos Completos, edição Livros de Brasil.
Na segunda parte do podcast, dedicamo-nos a alguns poetas brasileiros, vários contemporâneos e que não apenas estão publicados em Portugal, como dialogam com a poesia portuguesa nos seus livros. Por exemplo, António Cícero, Régis Bonvicino, Armando Freitas Filho, Michaela Schmaeadel, Leonardo Gandolfi, Marília Garcia, Ana Martins Marques, Eucanãa Ferraz ou Fabiano Calixto,
Como costuma acontecer, muitas outras referências aparecem nesta conversa, sejam autores, realizadores de cinema ou pintores:
Raymond Carver, Albert Camus, Annie Ernaux, James Joyve, Eça de Queiroz, Tomas Mann, William Faulkner, J. D. Salinger, F. Scott Fitzgerald, Camilo Castelo Branco, Alice Munro, Saul Bellow, Graham Greene. Fritz Lang, Marcel Proust, Henry James, William Shakespeare, Federico García Lorca, Luis Buñuel, Salvador Dalí, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Arnaldo Antunes, Sophia de MelloBreyner, Adília Lopes, Ana Cristina Cesar, Gregório Duvivier, Marianne Moore, Nuno Artur Silva, Rosa Maria Martelo, Fabiano Calixto ou Eucanãa Ferraz,
Fri, 27 Mar 2026 - 1h 25min - 359 - Dia Mundial da Poesia 2026: poesia dita por quem a escreve
No Dia Mundial da Poesia deste ano, cedemos o microfone aos poetas para os ouvir ler em voz alta.
São ao todo 51 autores; alguns trazem poemas inéditos. Obrigada a todos por terem aceitado participar deste episódio.
As entradas no podcast estão por ordem alfabética, tal como aqui:
A. M. Pires Cabral (poema inédito), Ana Paula Inácio, André Tecedeiro, Andreia C. Faria, António Amaral Tavares, Carla Louro, Catarina Nunes de Almeida, Cláudia Lucas Chéu, Cláudia R. Sampaio (poema inédito), Daniel Jonas, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Francisca Camelo, Francisco José Viegas, Helder Macedo, Hélia Correia, Inês Francisco Jacob, Inês Dias, Inês Fonseca Santos, Inês Lourenço, Jaime Rocha, Jorge Gomes Miranda (poema inédito), Jorge Roque(poema inédito), Jorge Sousa Braga, José Carlos Barros, João Bosco da Silva, João Paulo Esteves da Silva, Luís Filipe Castro Mendes, Margarida Vale de Gato (poema inédito), Maria do Rosário Pedreira, Maria Sousa, Miguel Cardoso (poema inédito),Miguel-Manso, Miguel Martins, Paola d’ Agostino, Paula Tavares (poema inédito), Paulo José Miranda, Pedro Braga Falcão (poema inédito), Pedro Mexia (poema inédito) , Pedro Rapoula (poema inédito), Raquel Nobre Guerra, Raquel Serejo Martins(poema inédito), Regina Guimarães, Renata Correia Botelho, Ricardo Marques, Rita Taborda Duarte, Rosa Oliveira, Rui Lage, Tatiana Faia, Vasco Gato.
Sat, 21 Mar 2026 - 1h 42min - 358 - Isabel Soares: "Era uma casa onde os amigos eram os escritores e os poetas."
Cresceu numa casa de portas abertas a família e amigos, com livros por todo o lado, uma mãe, Maria Barroso, que dizia poesia pelo país - também como forma de resistir à ditadura de Salazar - e um pai, Mário Soares, fundador da democracia portuguesa, muitas vezes ausente por motivos políticos e pelas várias passagens pelas prisões de Caxias ou do Aljube.
Isabel Soares nasceu em 1951. Chegou a pensar ser médica, passou pelo jornalismo, mas acabaria por abraçar a gestão do Colégio Moderno a pedido do pai e da mãe quando Mário Soares decidiu candidatar-se a Presidente da República.
É esse o seu projeto de vida - aos 75 anos ainda trabalha todos os dias - e orgulha-se muito dos seus alunos, também pela liberdade cívica e intelectual que preconiza para a escola que dirige. "Terem a cabeça aberta e pensarem pela sua cabeça", como explica.
Não se lembra da sua vida sem poesia porque a mãe, Maria Barroso, não apenas "embalava" os filhos a dizer poemas e mais tarde os levava aos recitais pelo país, como amiúde citava poemas de cor no meio das conversas. Ao mesmo tempo, alguns dos amigos da família Soares eram poetas, escritores ou pintores, que frequentavam a casa e os serões da casa, a que Isabel gostava de assistir.
Considera que memória é identidade e é sobretudo a memória que nos guia ao longo desta conversa. Os poemas são um pretexto para a conhecermos melhor, e também, por maioria de razão, aos seus pais que, de certa forma, se juntam a nós.
Poemas:
Matilde Rosa Araújo – Nascer
Ruben Dario – Não ouves cair as gotas da minha melancolia
Sophia de Mello Breyner – Porque ; Há jardins evadidos deluar ; De todos os cantos do mundo ; Quando o meu corpo adormecer e eu for morta
Jorge de Sena – Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de Goya
Alexandre O«’ Neill – Portugal
José Régio – Cântico Negro
Álvaro de Campos - Aniversário
Camilo Pessanha - Floriram por engano as rosas bravas
Antonio Machado - Caminante, no hay camino
Charles Baudelaire – As Flores do Mal
Fri, 13 Mar 2026 - 2h 07min - 357 - Itamar Vieira Junior: "Talvez o brasileiro que mais mereça o Prémio Nobel seja o Chico Buarque ."
É um dos autores brasileiros do momento, e esteve em Portugal para apresentar o seu novo romance 'Coração sem Medo', o último livro da chamada trilogia da terra, iniciada com o sucesso de vendas Torto Arado - mais de 1 milhão de livros vendidos com traduções para 33 idiomas.
Ao longo desta conversa, Itamar Vieira Junior partilha alguns dos seus gostos poéticos, que são um caminho que encontramos para o conhecer melhor.
Ficamos a saber, por exemplo, que aos 9 anos já escrevia peças de teatro, que quando era adolescente ganhou coragem e bateu à porta de Jorge Amado para lhe pedir um autógrafo, ou que entre os seus autores de referência se encontra, por exemplo, Eça de Queiroz.
Poemas:
Adélia Prado – Ensinamento
Maria do Rosário Pedreira – Dorme meu amor
Vinicius de Moraes – Soneto do Amor Total
Wislawa Szymborska – Mulher de Ló
Maya Angelou - Still I Rise
Fri, 06 Mar 2026 - 1h 15min - 356 - Leituras com Pedro Mexia: Julian Barnes e Rui LageFri, 27 Feb 2026 - 1h 13min
- 355 - P. Paulo Duarte: "As portas da Igreja têm de estar escancaradas para que qualquer pessoa entre. "
Esta semana recebemos o Padre Paulo Duarte, SJ.
Nasceu em Portimão, em 1979, e quando era pequeno queria ser médico veterinário. Uma perda significativa na adolescência levou-o a um encontro com a religião, que acabou por lhe decidir o destino. Trabalhou na aviação, antes de entrar na Companhia de Jesus, em 2003. É licenciado em Filosofia e em Teologia, e mestre em Teologia Fundamental.
Foi ordenado sacerdote em 2014 e fez a Terceira Provação (etapa final da formação dos jesuítas) entre novembro de 2023 e maio de 2024, no México.
É adjunto do diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa – Portugal desde setembro de 2024.Lançou recentemente um livro de crónicas chamado "De Corpo e Alma, Crónicas para caminhos de encontros humanos e divinos" com edição Apostolado de Oração, que tem um poema diferente em cada capítulo.
É também sobre essa relação próxima com a poesia que conversamos no podcast.
Poemas:
Sophia de Mello Breyner Andresen, Deus Escreve Direito
Sophia de Mello Breyner Andresen, Escuto mas não sei
Maria Teresa Horta, No início foi a luz
Ruy Cinatti, Anunciação
Alexandre O' Neill, Sob a forma de mãoAdília Lopes, Só gosto de pessoas boas
Jose Tolentino Mendonça, Nas mãos do oleiro
Daniel Faria, Não acredito que cada um tenha um lugar
Teresa Salgueiro, Nas ondas do mar
Fri, 20 Feb 2026 - 2h 08min - 354 - António de Castro Caeiro: "Os sentimentos constituem-se de uma forma subterrânea, clandestina. E nós reagimos a uma presença ausente."
Esta semana recebemos António de Castro Caeiro, filósofo, especialista e professor de Filosofia Antiga, ensaísta, tradutor, e autor de vários livros, o mais recente Sobre os Sentimentos, edição Tinta da China.
Neste episódio, gravado ao vivo na Casa do Comum no âmbito do PODES, Festival de Podcasts, damos mais atenção a 4 sentimentos - o Espanto, o Sublime, o Amor e a Esperança - , mas o livro cuida de vários outros como o Desejo, a Ira, a Nostalgia, a Melancolia e a Liberdade.
Ao longo da conversa, António conta-nos da sua relação com a poesia e filosofia, de como os sentimentos se relacionam com a filosofia, mas também da proximidade entre filosofia e poesia.
Escolheu alguns poemas para nos ajudar nessa reflexão:
- Sol da Tarde, Kavafis (A par1r da versão inglesa de Lawrence Durrell)
- Na noite clara da tua morte Pai, Miguel Martins
- SALMO, Georg Trakl, dedicado a Karl Kraus
- A esperança, Emily Dickinson (versão de Vasco Gato)
Fri, 13 Feb 2026 - 1h 27min - 353 - Ana Bárbara Pedrosa: "Já em criança, os meus pares eram os escritores. Eu sentia que aquela era a minha família artística e social."
Ana Bárbara Pedrosa é escritora e crítica literária, mãe de 2 filhos gémeos, a Maria e o David, viveu e estudou em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos. Nos tempos livres faz desporto e viaja. Quando era criança fazia exercícios de escrita a partir de sonetos. Sempre soube que queria ser escritora e sempre leu muito, também para atingir esse objectivo: "Eu sabia que queria escrever, mas sabia também que a escrita não cai do céu, não é uma coisa que acontecia por acaso. E eu costumo comparar muito isto ao desporto. Uma criança que aos 10 anos quer futebolista, sabe que tem de ir aos treinos. E eu ia aos treinos dessa forma. tinha de me autodisciplinar de outra forma. Acho que não houve um dia da minha vida que eunão tenha escrito. "
É autora de Lisboa, chão sagrado (2019), Palavra do Senhor (2021), Amor estragado (2023), também publicado no Brasil, e Viagens com o Mehdi (2024) – todos com chancela Bertrand Editora.Poemas:
Maria do Rosário Pedreira – o meu mundo tem estado à tuaespera
Eugénio de Andrade – Primeiramente
Jorge de Sena – Pandemos
Júlio Dinis – Lava Oculta
Almeida Garrett – Adeus
Fri, 06 Feb 2026 - 1h 54min - 352 - Leituras com Pedro Mexia: Mark Lilla e Paulo José Miranda
No primeiro episódio do ano da rubrica de sugestões de leitura, Pedro Mexia traz-nos duas propostas bastante diferentes.
Por um lado, a poesia reunida de Paulo José Miranda editada recentemente pela Imprensa Nacional Casa da Moeda com o título A Salvo de Deus, por outro o livro Ignorância e Felicidade - sobre querer não saber, de Mark Lilla, com tradução de Ricardo Mangerona e edição Edições 70.
Paulo José Miranda é poeta, contista e ficcionista. Recebeu, entre outras distinções, o primeiro Prémio José Saramago.
Mark Lilla é professor de Humanidades na Universidade de Columbia e colaborador frequente da The New York Review of Books.
Fri, 30 Jan 2026 - 1h 04min - 351 - Samuel Úria: "Eu acho que o Cohen é o maior poeta dos músicos e o maior músico dos poetas. "
Recebemos Samuel Úria, o trovador de patilhas, como alguém lhe chamou.
Músico, compositor, escritor de canções, com vários discos no curriculum, alguns prémios, como o mais recente Globo de Ouro para melhor canção com 2000 A. D.
Tem uma relação precoce com a palavra, primeiro enquanto leitor e escritor de poemas meio às escondidas. Depois, ganhou um prémio literário num concurso da escola, e as coisas passaram a ser diferentes.
Conta-nos que ler e escrever foram das grandes descobertas da sua vida, e será também por isso que algumas letras que vem fazendo dialogam com poemas publicados.
Escolheu, como costuma acontecer, alguns poemas para servirem de rede à nossa conversa, onde todos os temas são bem vindos, até religião e política.
Poemas:
O tempo aprazado, Ingeborg Bachmann (tradução de João Barrento)
Miguel Duarte – Agora é que o mundo vai conhecer a peste
Carlos Drummond de Andrade – Confissão
Alexandre O’ Neill – Um Adeus Português
Leonard Cohen – Take this longing (tradução de Samuel Úria)
Fri, 23 Jan 2026 - 1h 55min - 350 - Michaela Schmaedel: "Hoje a minha vida gira em torno da poesia. Hoje em dia o que eu mais quero fazer é passar a poesia."
Michaela Schmaedel nasceu e mora em São Paulo, no Brasil. Estudou História na universidade, mas cedo começou a trabalhar como jornalista. Fez um Curso Livre de Preparação de Escritores e várias oficinas de escritas com diversos poetas brasileiros. É poeta, editora de cultura, e organizadora de eventos relacionados com divulgação literária. Tem 3 livros de poesia publicados.
Fri, 16 Jan 2026 - 1h 13min - 349 - Eduardo Sá: "Se eu mandasse, destacava a poesia da língua portuguesa e fazia uma disciplina obrigatória de poesia ao longo de toda a formação escolar. "
"Eu acho que a primeira função de qualquer ser humano é ser mãe, seja homem ou mulher."
Eduardo Sá é psicólogo clínico e psicanalista, professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, em Lisboa.
Autor de vários livros e presença regular na imprensa, assina actualmente um programa diário na rádio Observador.
Começou cedo a ler, mas também a escrever poesia, de tal modo que quando era adolescente lhe passou pela cabeça deixar de estudar para se dedicar à escrita, porque tinha a intenção de vir a ser poeta.
É esse o ponto de partida para esta conversa, que foi gravada ao vivo na livraria Arquivo, em Leiria.
A partir de alguns dos poemas de que mais gosta, conversamos sobre o seu percurso e a sua vida, mas também sobre as crianças, os adolescentes e a importância da educação familiar e escolar, e, claro, sobre saúde mental.
Poemas:
1 - O amor como em casa - Manuel António Pina
2 - Perdidamente - Florbela Espanca
3 - Tabacaria - Álvaro de Campos
4 - Quase - Mario Sa Carneiro
5 - Para o meu coração - Pablo Neruda
6 - Manuel Bandeira - O ultimo poema
7 - Eugénio de Andrade - É urgente o amor
8 - Daniel Faria - As mulheres aspiram a casa para dentrodos pulmões
9 - Não sei se me interessei pelo rapaz - Adília Lopes
Fri, 09 Jan 2026 - 1h 21min - 348 - Alexandre Quintanilha: "Na minha experiência, os que têm conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente são pessoas muito humildes. "
Quase 6 anos depois de ter sito o primeiro convidado do podcast, Alexandre Quintanilha regressa para uma conversa com Raquel Marinho, que atravessa a sua vida e o livro A Última Lição de Alexandre Quintanilha, recentemente editado pela Contraponto.
É um homem das ciências, que defende o diálogo com as outras áreas do conhecimento, e que acredita que as pessoas que têm um "conhecimento mais profundo sobre os diferentes temas, normalmente sãopessoas muito humildes."
Ao longo desta longa conversa, atravessamos a sua vida e as suas reflexões. Também aquilo que acredita que pode deixar como relfexões, e preocupações, para as gerações mais novas.
Poemas:
Fri, 02 Jan 2026 - 2h 05min - 347 - Leituras com Pedro Mexia: "Embora haja boas razões para ter uma ideia catastrófica da história, também sabemos que a história não acontece sempre da mesma maneira."
Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia sugere 2 livros:
Legião Estrangeira, de Clarice Lispecto, edição Companhia das letras
Aquele Belo Rapaz, de k. P. Kaváfis, tradução de José Luís Costa, posfácio de Tatiana Faia e edição Assírio & Alvim.
Como acontece regularmente nestas conversas, muitas outras referências se juntam. Por exemplo, Fernando Pessoa, Ezra Pound, T. S. Eliot, Dino Buzzati, William Turner, Homero, Carlos Drummond de Andrade, Agustina Bessa-Luís, FerreiraGullar, Chico Buarque, Maria Bethânia, Condessa de Segur, Eça de Queiroz, Camilo Castello Branco, Franz Kafka, Charles Baudelaire, Georges Perec ou Charles Bukowski.
Fri, 19 Dec 2025 - 1h 11min - 346 - Madalena Sá Fernandes: "Para mim, um bom poema é um poema que me inquieta, que não percebo totalmente e quero perceber, que me desconcerta, que me perturba."
"Na escola, assim que percebi que havia poesia, quis logo começar a imitar. E então, na altura, as composições que eu fazia eram sempre poesia."
Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa, em 1993. Licenciou-se em Línguas, Literaturas e Culturas pela Universidade Nova de Lisboa.
É cronista no jornal Público.
O seu primeiro livro, Leme, vai na 8ª edição.Poemas:
Três, Anne Carson
Alfabeto, Inger Christensen
Para Claude, Nuno Júdice
After great pain, a formal feeling comes, Emily Dickinson
Homenagem à Literatura, Fiama Hasse Pais Brandão
O Problema da Habitação, Ruy Belo
Fri, 12 Dec 2025 - 1h 32min - 345 - Pedro Abrunhosa: "Muitas vezes, a poesia serve de espoleta para a minha própria escrita."
"Estar no meio da floresta a ouvir o vento na copa das árvores, ou os pássaros, ou a chuva. É silencio. O silencio é isso. Não é ausência, não é o vazio. É a presença de qualquer outra coisa."
Pedro Abrunhosa é um dos artistas e escritores de canções mais reconhecidos do nosso país. Nasceu em 1960, e começou a estudar música muito cedo.
Contrabaixista, fundador da Escola de Jazz do Porto, estreou-se aos 34 anos com o disco Viagens, eleito, em 2024,o Melhor Disco da Música Portuguesa dos últimos 40 anos por júri da BLITZ com 170 personalidades.
Acaba de lançar um livro que inclui todas as letras que escreveu desde o início da carreira artística chamado Vem Abrir a Porta à Noite, edição Contraponto. Para guiar a nossa conversa escolheu, como costuma acontecer aqui, alguns dos poemas de que mais gosta. São eles:
José Tolentino Mendonça – Paga-me um café e conto-te a minha vida
José Gomes Ferreira – nunca encontrei um pássaro morto nafloresta
Daniel Faria - Estuário
Canção – Jorge Sousa Braga
Ana Hatherly – Esta gente, essa gente
Jorge de Sena – No país dos sacanas
David Mourão-Ferreira – E por vezes
Fernando Assis Pacheco – Este ministro é um mentiroso
Renato Filipe Cardoso – Amor nominal bruto
Miguel Martins – Da Literatura
Golgona Anghel – somos daqueles que limpam os ouvidos com a chave do Mercedes
Rita Neto - Petingas em promoção
Fri, 05 Dec 2025 - 1h 25min - 344 - Fernanda Fragateiro: Eu acho que a poesia é a flexibilidade máxima. Não tem fim. A poesia é uma linha. Ler um poema é como pegares numa linha que não tem fim."
"Eu fui absorvida completamente. Ou seja, não seria possíveleu continuar muito mais tempo a trabalhar neste projeto ou noutro do género porque, se calhar, teria de voltar as costas ao resto. E não sei se, a um dado momento, não decidiria voltar as costas ao resto."
A artista plástica Fernanda Fragateiro está esta semana no podcast, porque foi uma das artistas convidadas a integrar o programa cultural do Jubileu 2025, da Igreja Católica, através do projeto internacional ‘Portas da Esperança’, que visa assinalar o Jubileu no âmbito das prisões unindo arte e reinserção social.
Em Portugal, as residências artísticas foram promovidas pela Zet Gallery, em 2 estabelecimentos prisionais. O artista moçambicano Elídio Candja esteve no de Leiria, e Fernanda Fragateiro esteve na ala das mães do Estabelecimento Prisional de Tires.
Nesta intervenção, que decorreu ao longo de várias semanas em diferentes workshops, Fernanda Fragateiro usou poesia portuguesa para dar outra cor e significado aos espaços da prisão, e também às celas das reclusas.
Sobre todo este processo nos dá conta ao longo da conversa com Raquel Marinho, mas também, como costuma acontecer, ficamos a conhecê-la melhor, à sua relação precoce com a poesia, e ao que considera ser o desígnio e o papel da arte na sociedade.
Fri, 28 Nov 2025 - 1h 09min - 343 - Leituras com Pedro Mexia: "O Sena tinha ao mesmo tempo uma noção muito elevada do seu valor literário e uma grande amargura pelo pouco reconhecimento que tinha. "
Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 2 livros:
Cultura, do filósofo, professor e crítico literário inglês Terry Eagleton, edições 70
e
Sophia-Sena, As Cartas, edição Guerra e Paz
Como acontece sempre no decorrer desta conversa, muitos outros nomes de áreas distintas da cultura acabam por se juntar a nós.
Por exemplo Luís de Camões, William Carlos Williams, João Miguel Fernandes Jorge, Oscar Wilde, Jim Morrison, Agustina Bessa-Luís, Charlie Chaplin, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Eugénio de Andrade, T. S. Eliot, Emily Dickinson, Vergílio Ferreira, Almeida Faria, Arnaldo Saraiva, James Joyce, Manuel Alegre, Platão, Aristóteles, George Steiner, Immanuel Kant, Ludwig van Beethoven, Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Safo, Konstantínos Kaváfis, Dante Alighieri, Friedrich Hölderlin, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, ou Chico Buarque.
Fri, 21 Nov 2025 - 1h 30min - 342 - Anabela Mota Ribeiro: "Eu acho que escrevo tanto com o cinema ou com as artes plásticas como escrevo com a literatura."
"Essa é, no fundo, a ideia nuclear do Quarto do Bebé. É que omeu útero sempre esteve na minha mão e na minha cabeça. No fundo, eu sempre soube que não ia ser mãe desses bebés e que é possível exprimir a nossa fertilidade de outra maneira."
Anabela Mota Ribeiro é jornalista, escritora e programadora cultural. Nasceu em Trás os Montes, em 1971. Fez a licenciatura e o mestrado (variante Estética) em Filosofia na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, curso que escolheu porque "era uma forma de organizar o pensamento e de ler umas coisas acompanhada, mais dirigida", que não leria de outra forma.
Publicou vários livros, alguns decorrentes de programas que apresentou e criou, e um romance chamado "O Quarto do Bebé", em 2023.
Também sobre esse livro e sobre as reflexões que ele traz conversamos no podcast.
As escolhas de Anabela:
Ana Hatherly, Tisana
Jorge Sousa Braga, Levaram-no ao serviço de urgência
Adília Lopes, esta música/ é linda/ mas não anula
Alice Sant’ Anna, Sabiá
Adélia Prado, As Palavras e os Nomes
Chico Buarque, Eu Te Amo
Ruy Belo, Não Sei Nada
(fotografia de Estelle Valente)
Fri, 14 Nov 2025 - 1h 32min - 341 - Cristina Branco: "Provavelmente, o meu primeiro grande crush literário foi o David Mourão-Ferreira."
Lançou recentemente o disco Mulheres de Abril, resgatando algumas letras que considera urgentes nos dias que correm. Acredita que, por ter uma voz pública, tem quase uma obrigação cívica de intervir e usa a música para o fazer.
Nesta conversa, conhecemos o seu percurso na música - que começou quando cantava na casa dos avós usando a vassoura como microfone - e cresceu para palcos nacionais e internacionais, 18 álbuns, quase 30 anos de carreira.
Conhecemos o seu enamoramento pelas palavras, as dos poetas mas também dos ficcionistas, a importância que atribui à cultura e à arte como instrumentos de pensamento.
Cristina Branco veio ao podcast para a conhecermos melhor através de alguns dos poemas de que mais gosta, e são eles:
Cecília Meireles, Motivo
Mário Cesariny, You are welcome to Elsinore
Adília Lopes, Arte Poética
Levi Condinho, Recado
David Mourão-Ferreira – E por vezes
Daniel Jonas, Virá atrás de ti
Herberto Helder, levanto à vista o que foi a terramagnífica
Fri, 07 Nov 2025 - 1h 14min - 340 - Leituras com Pedro Mexia: "E o final não é esperançoso, mas não é o que nós estávamos à espera. É um final absolutamente colossal."
Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 3 livros:
Herscht 07769, de László Krasnahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025, tradução de João Miguel Henriques a partir do húngaro, edição Cavalo de Ferro;
A Destruição Do Tempo - Três Décadas, Uma Antologia,de Luís Quintais, edição Assírio & Alvim;
Que Se Passa com o Baum?, o primeiro romance de Woody Allen, tradição de Miguel Martins, edição Edições 70
Como normalmente acontece nestas conversas sobre sugestões literárias, muitos outros autores e referências musicais ou cinematográficas aparecem.
Aqui ficam alguns exemplos: Tatiana Faia, Wallace Stevens, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, T. S. Eliot, Johann Sebastian Bach, Béla Tarr, Emir Kusturica Simone Weil, Milan Kundera, Thomas Bernhard, Karl Ove Knausgård, Georges Perec, Peter Handke, Jon Fosse, James Joyce, Pedro Costa ou Liev Tolstói.
Fri, 31 Oct 2025 - 1h 12min - 339 - Catarina Nunes de Almeida: Quando tenho esse tempo e esse silencio é quando as coisas acontecem para a escrita."
Catarina Nunes de Almeida nasceu em Lisboa, em 1982. É poeta, investigadora, com formação em Estudos Portugueses e doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que resultou na obra «Migração Silenciosa – Marcas do Pensamento Estético do Extremo Oriente na Poesia Portuguesa Contemporânea».
Acredita que escreve poesia devido às experiências que os avós lhe proporcionaram na infância. Procurava então, e continua a procurar agora, o silêncio, a natureza, a observação e a contemplação.
Tem seis livros de poesia publicados, e uma inclinação natural para o orientalismo, e para essa forma poética chamada haiku.
Diz muitíssimos bem poesia, como poderão escutar ao longo deste episódio, para o qual escolheu autores de que gosta muito há muito tempo, mas também algumas novidades, como por exemplo um autor que traduziu e cujo livro será publicado em breve.
Poemas:
- Mulher da Erva - Zeca Afonso, in «Cantigas do Maio»
- Escrevo do lado mais invisível das imagens - Daniel Faria, in «Dos Líquidos»
- Um Outro Nascimento - Forough Farrokhzad, trad. Vasco Gato
- Príncipe - Ana Hatherly, in «Um Calculador de Improbabilidades» (ou
- Esta Noite Morrerás - Ana Hatherly, in «Poesia 1958-1978») ...indecisão ;)
- Cálice - Chico Buarque, in «Chico Buarque»
- Aceita o Universo - Alberto Caeiro
- Acontecimento - Ruy Belo, in «Aquele Grande Rio Eufrates»
- A construção será redonda - António Ramos Rosa, in «O Aprendiz Secreto»
- O Desejo de Ser Generoso - Wendell Berry, trad. Catarina Nunes de Almeida
- A Terra do Estranho, A Terra Serena - Mahmoud Darwich, trd. Manuel Alberto Vieira
Fri, 24 Oct 2025 - 1h 46min - 338 - Maria Castello Branco
Tem 26 anos, é comentadora política, cronista, podcaster,curiosa, leitora, perguntadora por natureza e desde sempre. Maria Castello Branco nasceu em Abril de 1999 e logo na infância anunciou que quando fosse crescida queria ser filósofa ou primeira-ministra.
Quando terminou o Ensino Secundário pensou estudar Literatura, mas acabaria por se licenciar em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Católica de Lisboa, e por fazer depois um mestrado em Teoria Política na London School of Economics, onde se especializou em Filosofia Política Chinesa.
Já passaram uns anos e confessa-nos, no decorrer desta conversa, que não só a melhor professora que alguma teve foi a professora de Literatura, como essa foi também a sua 'melhor disciplina de sempre'.
Integrou a Juventude do CDS e a Iniciativa Liberal, partido pelo qual foi candidata a deputada nas legislativas de 2019. Já não está na política activa, mas não exclui em definitivo a possibilidade de regressar um dia.
Poemas:
- rêve oublié, António Maria Lisboa the fortress, Louise Gluck when slowness arrives, John Hollowayquietness, Rumi beloved, Ibn arabidizem que precisam de ar, Regina Guimarães ando um pouco por cima do chão, Daniel Farianão sei como dizer-te que minha voz te procura, Herberto Helder
Fri, 17 Oct 2025 - 1h 39min - 337 - Rui Lage: "Eu creio que todos os poetas, mesmo que não o confessem, têm alguma vontade ou gostavam de conseguir eternizar as pessoas de quem mais gostam, as pessoas que amam. "
Rui Lage nasceu em 1975.É escritor, professor e político, membro da Assembleia Municipal do Porto e assessor no Parlamento Europeu. Doutor em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a sua obra foi distinguida por diversas vezes. Foi responsável, com Jorge Reis-Sá, pela mais extensa e completa antologia da poesia portuguesa alguma vez organizada: Poemas Portugueses: Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI (Porto Editora). Mais recentemente, já este ano, organizou o livro Adeus, Campos Felizes, Antologia do Campo na Poesia Portuguesa do Século XIII ao Século XXI,para o qual escreveu um ensaio, e o livro Filhos da época,50 poemas políticos nos 50 anos do 25 de Abril, que reúne 50 poemas de poetas de várias gerações da poesia portuguesa em diálogo com a tradição e com o seu tempo.
Poemas:
Matsuo Basho - "haiku da rã" (versão de Jorge Sousa Braga)John Donne - O Êxtase (trad. Helena Barbas - "PoemasEróticos", Assírio & Alvim)
Giacomo Leopardi - O Infinito (trad. de Albano Martins -"Cantos", Vega, Lisboa, s/d.)
Rilke - Elegia de Duíno VIII (trad. de Paulo Quintela)
D.H.Lawrence - Figos (versão de Herberto Helder, in "AsMagias")
Herberto Helder - Elegia Múltipla - VIII (de "A Colherna Boca")
Ruy Belo - Elogio de Maria Teresa (de "Transporte noTempo")
Jorge de Sena - A morte, o espaço, a eternidade (de"Metamorfoses")
Manuel António Pina - Junto à água (de "Um sítio onde pousar a cabeça")
Carlos de Oliveira - Montanha (de "Pastoral")
Fri, 10 Oct 2025 - 1h 43min - 336 - Ana Cláudia Santos: "Eu tenho cadernos ou lápis em todas as zonas da casa. Acho que perdi tanto tempo a não escrever que agora gostava muito de tentar aproveitar o tempo perdido."
Recebemos a escritora e tradutora Ana Claúdia Santos. Nasceu em 1984, em Lisboa. Passou a infância na Cruz de Pau e a adolescência em Beja. Viveu em Nápoles e em Pisa. É doutorada em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa e dedicou-se ao estudo de Giambattista Vico, cuja autobiografia traduziu.
Traduziu, entre outros, Carlo Collodi, Sergio Solmi, Italo Svevo, Carlo Levi, Fleur Jaeggy, Alba de Céspedes e Natalia Ginzburg. Recebeu, em 2023, uma menção honrosa da Associação Portuguesa de Tradutores pela tradução de A Consciência de Zeno, de Italo Svevo.
Em 2022, publicou o volume A Morsa — Contos de Inocência e de Violência. Lavores de Ana é a sua primeira narrativa longa.Para a nossa conversa, trouxe vários poemas.
Fernando Pessoa, Conselho
Mário Cesariny, hoje, dia de todosos demónios
Alexandre O’ Neill, O Enforcado
Lucille Clifton, Ao Meu Último Período(tradução de Jorge Sousa Braga)
Alda Merini, Alda Merini (traduçãode João Coles)
Alda Merini, ‘Eu era um pássaro’, (traduçãode Clara Rowland,
Adelia Prado, Os Lugares Comuns
Andreia C. Faria, Descarnação
Fri, 03 Oct 2025 - 1h 29min - 335 - Leituras com Pedro Mexia: "O Rimbaud pedia tudo à poesia, tinha uma concepção absoluta da poesia. E, portanto, ele queria mesmo uma coisa nunca vista. "
No novo episódio da rubrica falamos de 2 autores, ambos, como nos lembra Pedro Mexia, grandes invisíveis da literatura.
J. D. Salinger, porque se recolheu por mais de 45 anos, recusando qualquer entrevista ou evento público e não permitindo sequer que a sua fotografia constasse em qualquer um dos seus livros; e Arthur Rimbaud porque aos 20 anos decidiu sair de França para mudar de vida e não mais escrever poesia nem regressar ao meio literário francês onde viveu os 5 anos em que escreveu a sua obra, entre os 15 e os 20.
O pretexto para esta conversa é a publicação de 2 livros. De J. D. Salinger, pela Relógio D´Água com tradução de José Lima 'Carpinteiros, Levantai Alto a Cumeeira e Seymour - Uma Introdução' - embora sejam tema de conversa os outros livros do autor; e de Arthur Rimbaud o livro 'Poesia', editado pela Assírio & Alvim recentemente e traduzido por João Moita.
Como costuma acontecer, ao longo da conversa, surgem muitos outros nomes da cultura, literária também mas não só.
A título de exemplo: Helena Ferrante, Thomas Pynchon, Herberto Helder, Allen Ginsberg, Machado de Assis, Camilo Castelo Branco, Safo, Anne Carson, Vladimir Nabokov, Wes Anderson, Éric Rohmer, Leonard Cohen, Stéphane Mallarmé, T. S. Eliot, Paul Verlaine, Jim Morrison, Patti Smith, Samuel Taylor Coleridge, Théophile Gautier, Vasco Graça Moura, Charles Baudelaire, William Wordsworth, José Bento,Federico García Lorca ou Óssip Mandelstam, Woody Allen ou Arthur Miller,
Este episódio foi gravado ao vivo no Templo da Poesia, em Oeiras, e resulta de uma parceria entre O Poema Ensina a Cair, a Câmara Municipal de Oeiras e as Bibliotecas de Oeiras.
Fri, 26 Sep 2025 - 1h 47min - 334 - Poemas para o Verão: Cláudia R. SampaioSun, 21 Sep 2025 - 05min
- 333 - Poemas para o Verão: Susana Moreira Marques lê Konstantínos KaváfisSun, 21 Sep 2025 - 03min
- 332 - Poemas para o Verão: Fabricio CorsalettiSat, 20 Sep 2025 - 03min
- 331 - Poemas para o Verão: Ricardo Ribeiro lê Raul de CarvalhoFri, 19 Sep 2025 - 03min
- 330 - Poemas para o Verão: Rita Taborda Duarte lê Sylvia PlathFri, 19 Sep 2025 - 02min
- 329 - Poemas para o Verão: Ivo Canelas diz Leonard CohenThu, 18 Sep 2025 - 02min
- 328 - Poemas para o Verão: Maria Luiza Jobim lê Tom JobimWed, 17 Sep 2025 - 03min
- 327 - Poemas para o Verão: Paola d’Agostino lê Isabella LeardiniTue, 16 Sep 2025 - 01min
- 326 - Poemas para o Verão: Mafalda Veiga lê Eugénio de AndradeTue, 16 Sep 2025 - 01min
- 325 - Poemas para o Verão: Paula Cortes lê José María ZontaMon, 15 Sep 2025 - 02min
- 324 - Poemas para o Verão: Carlos Fiolhais lê Alberto CaeiroMon, 15 Sep 2025 - 01min
- 323 - Poemas para o Verão: Catarina Nunes de Almeida lê Ulla HahnSun, 14 Sep 2025 - 03min
- 322 - Poemas para o Verão: Renato Filipe Cardoso lê Gemma GorgaSat, 13 Sep 2025 - 03min
- 321 - Poemas para o Verão: Fernando Ribeiro lê Oscar WildeSat, 13 Sep 2025 - 02min
- 320 - Poemas para o Verão: Isaque Ferreira lê Ruy BeloFri, 12 Sep 2025 - 12min
- 319 - Poemas para o Verão: Cristina Ovídio lê William WordsworthFri, 12 Sep 2025 - 01min
- 318 - Poemas para o Verão: Teresa Conceição lê João Miguel Fernandes JorgeThu, 11 Sep 2025 - 02min
- 317 - Poemas para o Verão: Inês Meneses lê Adília Lopes e Filipa LealThu, 11 Sep 2025 - 02min
- 316 - Poemas para o Verão: Filipa Martins lê Carlos Drummond de AndradeWed, 10 Sep 2025 - 02min
- 315 - Poemas para o Verão: José Anjos lê António Amaral TavaresTue, 09 Sep 2025 - 02min
- 314 - Poemas para o Verão: Joana Gama lê Ana HatherlyTue, 09 Sep 2025 - 01min
- 313 - Poemas para o Verão: Francisca CameloMon, 08 Sep 2025 - 03min
- 312 - Poemas para o Verão: Ana Vidigal lê Ana Hatherly
Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão.
Hoje recebemos a artista plástica Ana Vidigal, que escolheu ler um poema belíssimo Tisana 28 de Ana Hatherly, publicado no livro Poesia 1958-1978, página 139, Círculo de Poesia, Moraes Editores, 1980.
Sun, 07 Sep 2025 - 01min - 311 - Poemas para o Verão: Luísa Sobral lê Vinicius de MoraesSat, 06 Sep 2025 - 02min
- 310 - Poemas para o Verão: Inês Dias lê Herberto HelderFri, 05 Sep 2025 - 03min
- 309 - Poemas para o Verão: Silvia Pfeifer lê Mário QuintanaTue, 19 Aug 2025 - 01min
- 308 - Poemas para o Verão: Paulo José Miranda lê João Pedro PortoThu, 04 Sep 2025 - 04min
- 307 - Poemas para o Verão: Carlos Tê
Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamos amigos do podcast a lerem poemas para o Verão.
Carlos Tê, poeta, escritor e letrista lê um poema belíssimo de sua autoria.
Nota importante: Carlos Tê já foi convidado deste podcast para uma conversa belíssima emitida em Junho de 2021. Podem ir lá espreitar :)
Wed, 03 Sep 2025 - 02min - 306 - Leituras para o Verão: Isabel Saldanha lê Eugénio de AndradeTue, 02 Sep 2025 - 01min
- 305 - Poemas para o Verão: Teresa Tavares lê Matilde CampilhoTue, 02 Sep 2025 - 01min
- 304 - Poemas para o Verão: Marília GarciaMon, 01 Sep 2025 - 02min
- 303 - Poemas para o Verão: Ricardo Dias Felner lê Paulo BarbosaMon, 01 Sep 2025 - 01min
- 302 - Poemas para o Verão: Cláudia Marques Santos lê Luís Miguel NavaSun, 31 Aug 2025 - 01min
- 301 - Poemas para o Verão: João Taborda da Gama lê Yehuda AmichaiSun, 31 Aug 2025 - 02min
- 300 - Poemas para o Verão: Paulo Condessa lê Manuel António PinaSat, 30 Aug 2025 - 02min
- 299 - Poemas para o Verão: Filipe Raposo lê Amalia BautistaSat, 30 Aug 2025 - 01min
- 298 - Poemas para o Verão: Vasco Gato lê António Franco AlexandreFri, 29 Aug 2025 - 02min
- 297 - Poemas para o Verão: Joana Bértholo lê Mary OliverFri, 29 Aug 2025 - 02min
- 296 - Poemas para o Verão: Manuel Alberto ValenteThu, 28 Aug 2025 - 01min
- 295 - Poemas para o Verão: António de Castro Caeiro lê Wallace Stevens
Ao longo dos meses de Agosto e de Setembro, convidamosamigos do podcast a lerem poemas para o Verão.
Hoje recebemos o filósofo de professor de Filosofia Antiga António de Castro Caeiro, que escolheu ler um poema de Wallace Stevens, numa tradução de Luís Quintais.
A fotografia que acompanha este episódio é da autoria de Matilde Fieschi.
Thu, 28 Aug 2025 - 02min - 294 - Poemas para o Verão: Tarso de Melo lê Claudia Roquette-PintoWed, 27 Aug 2025 - 02min
- 293 - Poemas para o Verão: Ana Bacalhau lê Alberto CaeiroWed, 27 Aug 2025 - 01min
- 292 - Poemas para o Verão: Nuno Artur SilvaTue, 26 Aug 2025 - 02min
- 291 - Poemas para o Verão: Leonardo Gandolfi lê Ernesto Lara FilhoTue, 26 Aug 2025 - 02min
- 290 - Poemas para o Verão: Anabela Mota Ribeiro lê Chico BuarqueMon, 25 Aug 2025 - 02min
- 289 - Poemas para o Verão: Catarina Santiago Costa lê Gastão CruzMon, 25 Aug 2025 - 01min
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