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O Poema Ensina a Cair

O Poema Ensina a Cair

Raquel Marinho

Perseguindo a ideia de Lawrence Ferlinghetti - "a poesia é a distância mais curta entre duas pessoas" - esperamos, através das escolhas poéticas dos nossos convidados, ficar mais perto deles e conhecê-los melhor. Usamos o verso de Luiza Neto Jorge “O Poema Ensina a Cair” para dar título a este podcast sobre os poemas da vida dos nossos convidados. Um projecto da autoria de Raquel Marinho. "Melhor podcast de Arte e Cultura" pelo Podes 2021 - Festival de Podcasts.

346 - Madalena Sá Fernandes: "Para mim, um bom poema é um poema que me inquieta, que não percebo totalmente e quero perceber, que me desconcerta, que me perturba."
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  • 346 - Madalena Sá Fernandes: "Para mim, um bom poema é um poema que me inquieta, que não percebo totalmente e quero perceber, que me desconcerta, que me perturba."

    "Na escola, assim que percebi que havia poesia, quis logo começar a imitar. E então, na altura, as composições que eu fazia eram sempre poesia."

    Madalena Sá Fernandes nasceu em Lisboa, em 1993. Licenciou-se em Línguas, Literaturas e Culturas pela Universidade Nova de Lisboa.
    É cronista no jornal Público.
    O seu primeiro livro, Leme, vai na 8ª edição.

    Poemas:

    Três, Anne Carson

    Alfabeto, Inger Christensen

    Para Claude, Nuno Júdice

    After great pain, a formal feeling comes, Emily Dickinson

    Homenagem à Literatura, Fiama Hasse Pais Brandão

    O Problema da Habitação, Ruy Belo

    Fri, 12 Dec 2025 - 1h 32min
  • 345 - Pedro Abrunhosa: "Muitas vezes, a poesia serve de espoleta para a minha própria escrita."

    "Estar no meio da floresta a ouvir o vento na copa das árvores, ou os pássaros, ou a chuva. É silencio. O silencio é isso. Não é ausência, não é o vazio. É a presença de qualquer outra coisa."

    Pedro Abrunhosa é um dos artistas e escritores de canções mais reconhecidos do nosso país. Nasceu em 1960, e começou a estudar música muito cedo.

    Contrabaixista, fundador da Escola de Jazz do Porto, estreou-se aos 34 anos com o disco Viagens, eleito, em 2024,o Melhor Disco da Música Portuguesa dos últimos 40 anos por júri da BLITZ com 170 personalidades.

    Acaba de lançar um livro que inclui todas as letras que escreveu desde o início da carreira artística chamado Vem Abrir a Porta à Noite, edição Contraponto. Para guiar a nossa conversa escolheu, como costuma acontecer aqui, alguns dos poemas de que mais gosta. São eles:

    José Tolentino Mendonça – Paga-me um café e conto-te a minha vida

    José Gomes Ferreira – nunca encontrei um pássaro morto nafloresta

    Daniel Faria - Estuário

    Canção – Jorge Sousa Braga

    Ana Hatherly – Esta gente, essa gente

    Jorge de Sena – No país dos sacanas

    David Mourão-Ferreira – E por vezes

    Fernando Assis Pacheco – Este ministro é um mentiroso

    Renato Filipe Cardoso – Amor nominal bruto

    Miguel Martins – Da Literatura

    Golgona Anghel – somos daqueles que limpam os ouvidos com a chave do Mercedes

    Rita Neto - Petingas em promoção

    Fri, 05 Dec 2025 - 1h 25min
  • 344 - Fernanda Fragateiro: Eu acho que a poesia é a flexibilidade máxima. Não tem fim. A poesia é uma linha. Ler um poema é como pegares numa linha que não tem fim."

    "Eu fui absorvida completamente. Ou seja, não seria possíveleu continuar muito mais tempo a trabalhar neste projeto ou noutro do género porque, se calhar, teria de voltar as costas ao resto. E não sei se, a um dado momento, não decidiria voltar as costas ao resto."

    A artista plástica Fernanda Fragateiro está esta semana no podcast, porque foi uma das artistas convidadas a integrar o programa cultural do Jubileu 2025, da Igreja Católica, através do projeto internacional ‘Portas da Esperança’, que visa assinalar o Jubileu no âmbito das prisões unindo arte e reinserção social.

    Em Portugal, as residências artísticas foram promovidas pela Zet Gallery, em 2 estabelecimentos prisionais. O artista moçambicano Elídio Candja esteve no de Leiria, e Fernanda Fragateiro esteve na ala das mães do Estabelecimento Prisional de Tires.

    Nesta intervenção, que decorreu ao longo de várias semanas em diferentes workshops, Fernanda Fragateiro usou poesia portuguesa para dar outra cor e significado aos espaços da prisão, e também às celas das reclusas.

    Sobre todo este processo nos dá conta ao longo da conversa com Raquel Marinho, mas também, como costuma acontecer, ficamos a conhecê-la melhor, à sua relação precoce com a poesia, e ao que considera ser o desígnio e o papel da arte na sociedade.

    Fri, 28 Nov 2025 - 1h 09min
  • 343 - Leituras com Pedro Mexia: "O Sena tinha ao mesmo tempo uma noção muito elevada do seu valor literário e uma grande amargura pelo pouco reconhecimento que tinha. "

    Na rubrica de sugestões de leitura deste mês, Pedro Mexia traz-nos 2 livros:

    Cultura, do filósofo, professor e crítico literário inglês Terry Eagleton, edições 70

    e

    Sophia-Sena, As Cartas, edição Guerra e Paz


    Como acontece sempre no decorrer desta conversa, muitos outros nomes de áreas distintas da cultura acabam por se juntar a nós.

    Por exemplo Luís de Camões, William Carlos Williams, João Miguel Fernandes Jorge, Oscar Wilde, Jim Morrison, Agustina Bessa-Luís, Charlie Chaplin, Miguel Torga, Aquilino Ribeiro, Eugénio de Andrade, T. S. Eliot, Emily Dickinson, Vergílio Ferreira, Almeida Faria, Arnaldo Saraiva, James Joyce, Manuel Alegre, Platão, Aristóteles, George Steiner, Immanuel Kant, Ludwig van Beethoven, Fernando Pessoa, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vasco Graça Moura, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Safo, Konstantínos Kaváfis, Dante Alighieri, Friedrich Hölderlin, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, ou Chico Buarque.

    Fri, 21 Nov 2025 - 1h 30min
  • 342 - Anabela Mota Ribeiro: "Eu acho que escrevo tanto com o cinema ou com as artes plásticas como escrevo com a literatura."

    "Essa é, no fundo, a ideia nuclear do Quarto do Bebé. É que omeu útero sempre esteve na minha mão e na minha cabeça. No fundo, eu sempre soube que não ia ser mãe desses bebés e que é possível exprimir a nossa fertilidade de outra maneira."

    Anabela Mota Ribeiro é jornalista, escritora e programadora cultural. Nasceu em Trás os Montes, em 1971. Fez a licenciatura e o mestrado (variante Estética) em Filosofia na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, curso que escolheu porque "era uma forma de organizar o pensamento e de ler umas coisas acompanhada, mais dirigida", que não leria de outra forma.

    Publicou vários livros, alguns decorrentes de programas que apresentou e criou, e um romance chamado "O Quarto do Bebé", em 2023.

    Também sobre esse livro e sobre as reflexões que ele traz conversamos no podcast.

    As escolhas de Anabela:

    Ana Hatherly, Tisana

    Jorge Sousa Braga, Levaram-no ao serviço de urgência

    Adília Lopes, esta música/ é linda/ mas não anula

    Alice Sant’ Anna, Sabiá

    Adélia Prado, As Palavras e os Nomes

    Chico Buarque, Eu Te Amo

    Ruy Belo, Não Sei Nada

    (fotografia de Estelle Valente)

    Fri, 14 Nov 2025 - 1h 32min
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